3 de novembro de 2008

INCERTEZA - Parte 1

Impresso sobreviverá ao digital?

Desde o surgimento do rádio, o jornal impresso possui futuro incerto, apesar de sobreviver até hoje, principalmente com a evolução tecnológica dos meios de comunicação. Em Mato Grosso, donos, editores e jornalistas apostam na sobrevivência do impresso, mas investem no jornalismo digital

VIVIANE PETROLI

Não se sabe ao certo, quando surgiu a primeira mídia impressa, mas segundo historiadores, o primeiro “jornal” que se tem conhecimento é o Acta Diurna, que surgiu em Roma por volta de 59 a.C.. O período produzido no império de Júlio César tinha como intuito informar aos súditos, os mais importantes acontecimentos sociais e políticos.O Acta era um jornal que informava aos moradores de Roma os escândalos do governo, julgamentos, execuções e campanhas militares.


Cerca de quinze séculos mais tarde, em 1447, Johann Gutemberg, inventa a prensa, inaugurando assim a era das publicações em grande tiragem e posteriormente o desenvolvimento dos jornais modernos e ao longo do tempo este foi ganhando formato, cores, tiragem diária, semanal, quinzenal, mensal, bimestral e até semestral.


Conforme o jornal impresso crescia e se consolidava novas mídias foram surgindo como o rádio, a televisão, as revistas e com isso, as especulações de que o jornal impresso estaria com seus dias contados.


Apesar das especulações, o jornal impresso mostrou-se capaz de sobreviver a estas mídias e procurou inovar para continuar sobrevivendo, mas em meados da década de 1990 com a popularização da Internet e com ela uma nova mídia chamada de jornalismo digital ou jornalismo online. Neste tipo de jornailismo, as noticias passaram a ser passadas às pessoas conforme o ocorrido de forma instantânea, assim como no rádio e na televisão, fazendo voltar à especulação de que se o jornal impresso sobreviveria a esta nova mídia.


Ao analisar as vantagens e desvantagens tanto do jornal impresso como as do jornal digital, pode se ver que há uma diferença questionável entre ambos. “A principal vantagem da Internet é a comodidade. Você não precisa sair de onde está, seleciona só o que gosta ou deseja ler, e depois sai do site. O jornal impresso tem o desconforto da leitura, de ter que ir à sua busca, etc. o futuro do jornal impresso é mesmo o de desaparecer. No futuro tudo será digitalizado”, diz o jornalista Onofre Ribeiro.


Com o crescimento das empresas de comunicação multimídia e a velocidade estrondosa proposta pela Internet, mudanças ocorridas no conteúdo das matérias e na distribuição da notícia acabaram interferindo no trabalho dos jornalistas, pois com a velocidade com que a informação deve publicada nos sites, o profissional acaba não tendo o tempo necessário para apurar a notícia como é feito em um jornal impresso.


Com o surgimento da multimídia nos últimos anos, muita coisa mudou no velho jornal impresso, as notícias começaram a ser entregues atrasadas, o tempo e a forma de apuração da notícia mudaram, funções foram extintas, houve reagrupamento e redistribuição de cargos. Hoje, um repórter tem que se desdobrar em várias funções, é ele quem na maioria das vezes faz as fotos, é ele quem titula, escreve e em alguns casos edita sua própria matéria, prática que antes era distribuída para distintos funcionários. O repórter há alguns anos atrás só escrevia e apurava a notícia, quem titulava e editava eram os editores.

INCERTEZA - Parte 2

Para alguns editores de jornais, tanto impresso como o digital, não quer dizer que isso pode acontecer realmente, pois alguns acreditam que o jornal impresso não corre o risco algum de deixar de existir. Tanto Marcos Coutinho (editor do site de notícias Olhar Direto) quanto Gustavo de Oliveira (redator chefe do jornal Diário de Cuiabá) acreditam que o jornal impresso não corra o risco de deixar de existir por causa do avanço da Internet no jornalismo, pois ainda existe uma geração que continua “apegada ao velho sistema de notícias”, conforme Marcos Coutinho.

De uma coisa pode-se ter certeza, a procura por sites de notícias vem crescendo a cada dia. “O Olhar Direto, por exemplo, tem pouco mais de cinco anos e já tem mais de um milhão de acessos mensais. No começo, o número de acessos variava entre 45 e 60 mil acessos”, diz Marcos Coutinho.

Já o Diário de Cuiabá, de acordo com Gustavo de Oliveira, foi o primeiro jornal impresso a ter a sua versão online a partir de 1997 e que desde então obtiveram um aumento, ao longo do tempo, de menos de quatro mil acessos acessos/dia para mais de 80 mil acessos/dia.

Por outro lado, o jornalista Onofre Ribeiro acredita que não existem estatísticas confiáveis a respeito. “Mas que é certo que as pessoas estão lendo mais notícias na Internet”, diz. O jornalista ainda completa – “Pode se dizer que a Internet está democratizando mais as informações e permitindo acessos ilimitados a temas ilimitados. As assinaturas de alguns jornais já são feitas para leitura na Internet. Este será o futuro”.

Um bom exemplo do que Onofre está querendo dizer é o jornal A Gazeta, no qual para se ler as notícias que fazem parte do impresso, é necessário que o internauta seja cadastrado no site do jornal.

O que se sabe ao certo é que o Jornal Impresso ainda existe e está longe de deixar de fazer parte da vida das pessoas. Segundo Gustavo de Oliveira o jornal Diário de Cuiabá vem se mantendo estável nos últimos anos.

Atualmente, a maioria dos Jornais Impressos possuem uma página na Web que é atualizada a cada minuto, coisa que no Jornal Impresso não acontece.

Além da versão digital, que pode-se hoje nos sites pode-se encontrar também a versão impressa em sites de relacionamento, mais precisamente o Orkut. Alguns jornais, principalmente os do interior e os pequenos com tiragens semanais ou quinzenais, estão adotando o site de relacionamento como uma forma de atrair os leitores, principalmente os jovens que muito pouco hoje lêem o jornal impresso colocando desta maneira em seu álbum as páginas do jornal diagramado no formato JPEG.

A exemplo deste novo modelo de jornalismo podemos citar o jornal “É Notícia”, que possui versões impressa, digital e no Orkut. O diretor do jornal Leonardo Arruda conta que o “É Notícia” é distribuído em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio do Leverger.

“Bom, a idéia do site é complementar o jornal impresso, dando mais abrangência no que se diz notícia então buscamos este mecanismo. O motivo de aderirmos o site é buscar mais instantânedade nas matérias, analisando que o jornal impresso não te dá essa oportunidade de noticia em tempo real por isso buscamos ter essa dinâmica. Mais o jornal impresso sim temos. Montar um jornal no Orkut é buscar caminhos para relacionar o leitor ao jornal impresso dentro de um site de relacionamento é ter essa dinâmica, e buscamos sempre aumentar o leque de leitores então pensamos buscar mais leitores de diversas áreas, e tem o público jovem que gosta e se relaciona pelo Orkut se tem um site de relacionamento, porque não aderir essa idéia e nos relacionar com esses jovem, velhos e crianças então a finalidade é essa relacionar o jornal em uma comunidade de jornalista pessoas autônomas e até empresário. A versão impressa do jornal na integra muita gente não leu o jornal impresso mais se perguntarmos se a pessoa conhece logo muitos que não leriam de maneira normal responderão sim aquele do Orkut onde chamou até sua atenção. Mundo digital ou você trabalha com ela ou você fica pra trás”, conta o diretor Jornal É Notícia, Leonardo Arruda.

INCERTEZA - Parte 3

O que os jornalistas acham sobre o assunto


Com exceção do jornalista Onofre Ribeiro, citado anteriormente, o restante dos profissionais da área de jornalismo de Cuiabá entrevistados, no Estado de Mato Grosso, acreditam que o Jornal Impresso não irá se extinguir e sim apenas diminuir como está ocorrendo hoje.

“Não acredito que o crescimento do jornalismo digital irá promover a extinção do jornal impresso. Creio, no entanto, que a tendência é de que o digital cresça cada vez mais e que o impresso tenha uma considerável diminuição. O jornalismo digital é mais dinâmico e permite a convergência de outras mídias, como áudio e vídeo. É instantâneo. O impresso não é dinâmico e é perecível. Os poucos jornais impressos que sobreviverão, no meu entender, terão que se reinventar, passar por um processo de modernização. É inadmissível que jornais impressos publiquem, no dia seguinte, reportagens que saíram um dia antes nos sites de notícia. Vão perder leitores e anunciantes. E isto já vem ocorrendo, diga-se de passagem”, diz o editor do site TVCA Mato Grosso, Marcy Monteiro.

Mas a quem ainda fique na dúvida como a jornalista Catarine Piccioni, do site de notícias mato-grossense “Olhar Direto”.“Não tenho condições de responder "sim" ou "não" porque não tenho uma bola de cristal. Creio que há a necessidade de repensar a produção e o modo de produção do jornalismo impresso e do próprio online. O papel do online não é simplesmente complementar edições impressas. O problema é que o impresso não tem ido "além". Não há transcendência”, explica a repórter do site Olhar Direto, Catarine Piccioni.

Para o repórter político do portal 24 Horas News, Valdemir Roberto Campos, o que está levando os Jornais Impressos a esta diminuição é a má administração de seus donos e também a falta de inovação. “Eu sou formado em administração e o que eu aprendi de administração que você nunca pode tirar 100% do que você tem na empresa porque você vai quebrar. Eu já tive uma loja de informática e pra você usufruir dos bens dela você tem que tirar pelo menos uns três anos de serviços prestados com ela pra você começar a adquirir alguma coisa com ela, começar a ganhar daquilo que você tem. Um pouco eu acredito que seja a má administração de alguns empresários. Você pode notar que a administração da Folha do Estado é de uma maneira, a da Gazeta é outra e do Diário de Cuiabá é uma outra maneira e você pode ver alguns jornais de pequenos portes como os pequenos semanários, quinzenais, os empresários sabem administrar, sabem controlar aquele ganho dele, da empresa dele sem ter aquele problema de ‘tô com dificuldade de rodar o meu jornal, de recortar’. Então eu acredito que seja a má administração de alguns proprietários de jornais. Eu acredito que seria isso”.
Para os jornalistas de Mato Grosso o que deveria ser feito para que o jornal impresso não venha a diminuir ou até mesmo se extinguir é inovar o modo como fazem o jornal, como inovar seu layout, o papel onde é impresso pelo fato de soltar tinta na mão do leitor, entre outros.

Para a jornalista Viviane Saggin Stragliotto, analista de comunicação da Rede Cemat, “A qualidade dos produtos jornalísticos vem caindo muito. Matérias com pouca apuração, manchetes que fogem ao padrão dos jornais tradicionais são cada vez mais comuns. As redações tendem a ficar mais enxutas e com equipe não tão boas. É difícil fazer uma apuração de qualidade como antes. Os jornalistas atualmente trabalham com uma carga de trabalho muito grande, o que dificulta que a qualidade e a credibilidade de um veículo sejam mantidas. Acredito que os veículos precisam acompanhar a evolução, inovando em seu formato, para que continuem atraentes para seus leitores, sem perder a qualidade jornalística. O ideal seria que cada meio complementasse o outro, com isso todos ganhariam muito”.

THALITA REBOUÇAS - Parte 1

“Comecei a bater palmas, a fazer polichinelo...”

VIVIANE PETROLI

Em entrevista realizada via e-mail com a autora Thalita Rebouças, pelo fato desta encontrar-se em Portugal “batalhando”, como ela própria disse, pela carreira, pois quer lançar seus livros no país, ela diz se considerar fofa.


Carioca da gema, fluminense, teimosa, abracenta, sorridente, escorpiana de 10 de novembro de 1974, Thalita se considera uma pessoa empolgada e chata durante a TPM, além de chorona a ponto de chorar em comercial de detergente. Portelense e alucinada por brigadeiro de comer na colher e por sambas e marchinhas de carnaval, Thalita largou o curso de direito no segundo ano e resolveu fazer jornalismo. Desde o primeiro dia de aula se apaixonou pela profissão e viu que era aquilo que realmente queria.

“As duas coisas que mais gosto de fazer é falar e escrever. E é isso que jornalista faz todos os dias. Mas, trabalhando em jornalismo, eu só podia escrever os fatos. Senti falta de inventar histórias. Hoje me orgulho muito de dizer que sou escritora”, conta Thalita que hoje além de escrever seus livros escreve a coluna Fala Sério na revista Atrevida. Thalita conta ainda que não tem intensão de escrever um livro voltado para o público adulto.

Confira a seguir a entrevista com Thalita Rebouças falando sobre sua carreira como escritora, seus livros e as palhaçadas que chegou a fazer para chamar a atenção das pessoas durante sua primeira Bienal do Livro, em 2001, no Rio de Janeiro.

FSM - Quando começou a escrever livros?
TR - Carlos, o meu marido, já havia lançado dois livros. E surgiu a idéia de escrevermos um livro juntos (Um caso de cativeiro, já esgotado). A editora gostou e pediu que eu escrevesse um sozinha, o Traição.

FSM - Quando lançou o seu 1º Livro "Traição entre amigas" e porque decidiu escrevê-lo?
TR - Escrevi o Traição a pedido da editora. Eles queriam um livro para jovens mulheres, entre 18 e 21 anos. Mas quem amou foi a galera de 15, 16. Sempre diziam "Cara, seu livro é irado! Não para de escrever pra gente não!". Acabei sendo adotada pelos adolescentes e amei isso. Aí comecei a focar meu trabalho nessa galera. E eu aaaaaaamo!

FSM - Como foi participar da Bienal do Livro de 2001, no Rio de Janeiro apresentando para os que lá estavam o seu livro "Traição entre Amigas"?
TR - Fui convidada pela Ao Livro Técnico (que editou os meus dois primeiros livros) para passar uma tarde na Bienal do Livro de 2001, aqui no Rio, autografando oTraição entre Amigas. Lá fui eu, toda serelepe. Durante 20 minutos vi passar na frente da minha mesinha um monte de gente, mas ninguém me dava bola. Percebi logo que se eu ficasse ali sentada esperando meus queridos futuros leitores eles simplesmente não viriam. Vários autores consagrados estavam presentes, como eu poderia competir com eles? Se eu quisesse vender livros teria que inventar uma forma de chamar a atenção, de aparecer, de me destacar. E rápido. Como eu tenho na bagagem alguns anos de teatro, pagar mico em público não é nenhum problema para mim. Então vamos lá! Comecei a bater palmas, a fazer polichinelo, a brincar com quem passava na frente do estande e a anunciar o livro em altos brados, como um vendedor empolgado com seu produto. Logo juntou gente ao meu redor, rindo e escutando e o livro passou a vender como água no deserto. Não parei de autografar um só segundo. Ao fim da tarde, a editora me convidou para voltar dois outros dias. Voltei e as vendas foram excelente. A Bienal acabou, mas aprendi a lição.

THALITA REBOUÇAS - Parte 2

FSM - E a divulgação nas livrarias como foi?
TR - Eu resolvi pedir a alguns gerentes de livraria pra ficar lá vendendo meus livros. No começo, todo mundo estranhou "Mas como assim? Você quer ser funcionária da livraria?". E eu explicava que não, que queria vender só o meu peixe mesmo. Meio sem entender, eles deixavam. Eu passava o sábado inteiro na Siciliano, na Saraiva e ficava abordando as pessoas pra falar do meu livro.Tipo "Oi! Posso falar com você um minuto? Eu escrevi esse livro aqui. Não é porque é meu não, mas é um espetáculo!" E acho que foi esse trabalho de formiguinha que me ajudou a chegar onde estou hoje.

FSM - Mundando de saco pra mala. O que é a coleção "Fala Sério"? É impressão minha ou a Maria de Lourdes vem a ser na verdade Thalita Rebouças?
TR - São livros de crônicas, que fica mais fácil pra quem não tem o hábito da leitura. Contam a história da Maria de Lourdes desde pequena até 21 anos. Suas relações em casa, na escola e com os amores, sempre em textos recheados de humor. A Malu tem muito de mim, como todos os meus personagens. Mas não sou eu não.

FSM - Quais as outras formas mirabolantes, loucas, que você já fez para vender seus livros, além das polichinelo, bateção de palma e gritaria que fizestes na Bienal do Livro em 2001, no Rio de Janeiro?
TR - Acho que isso de ficar convencendo as pessoas nas livrarias a comprar os meus livros é bem maluquete e diferente. Normalmente, escritor é tímido, quietinho. Tipo eu , sabe? :)

FSM - O que você acha de ser considerada uma escritora animada, doida, diferente dos outros escritores?
TR - O pessoal me chama de bagunceira e animada porque quando comecei a escrever, oito anos atrás, eu fazia uma zona danada nas bienais da vida para divulgar o meu trabalho. Abordava as pessoas na maior cara-de-pau, usava peruca, apito, batia palmas... Tudo para vender meu peixe, quer dizer, meus livros. Assim, convenci muita gente a conhecer meu texto e consegui realizar meu sonho de viver de literatura. Hoje, eu me orgulho muito de ter um monte de leitores espalhados pelo Brasil.

FSM - Qual a finalidade dos beijinhos nos livros e porque você beija os livros?
TR - Tudo começou na Bienal do Rio de 2001, numa tarde de autógrafos. Uma fila de meninas se formara, todas com livrinho na mão esperando a hora de pegar a minha assinatura. De repente, uma delas pediu, do nada: — Beija aqui? — disse, apontando para o livro — Mas beija com marquinha! Achei uma graça aquele pedido inesperado e obedeci feliz. E meu autógrafo ficou tãããão fofo com aquela marquinha de boca sob o meu nome! Depois dela, simplesmente todas as meninas da fila pediram a mesma coisa. E eu fiquei muito amarradona ao ver o carinho com que elas cuidavam do meu beijo. Abanavam a marquinha, assopravam, nem fechavam o livro. Tudo para que meu beijo não borrasse. Não é fofo, fofo, fofo? Desde esse dia eu não dei um autógrafo sequer sem beijo. Se não tem beijo, não é meu autógrafo! É falsificado! Piratão! :o)

Confira a seguir os livros lançados até o momento pela escritora Thalita Rebouças:
Traição entre amigas
Uma fada veio me visitar
Tudo por um feriado
Tudo por um namorado
Tudo por um Pop Star
Fala Sério, Amor!
Fala Sério, Professor!
Fala Sério, Mãe!
Fala Sério, Amiga!




*Fotos Blog Thalita Rebouças

DISPUTA

Leitores preferem digital ao invés de impresso

Público entre 17 e 49 anos prefere ler cada vez mais as notícias do dia-a-dia na Internet do que no jornal impresso, entre os motivos encontram-se a instantaneidade e o comodismo

VIVIANE PETROLI

Em pesquisa realizada para o Trabalho de Conclusão de Curso I com acadêmicos e professores de diversos cursos da Universidade de Cuiabá (Unic), para saber destes o que achavam que precisaria ser mudado no jornal impresso e no digital. Além de saber a preferência entre os dois e outros meios, apesar da maioria preferir ver as noticias na Internet, 64% dos leitores acreditam que o Jornal Impresso não venha a se extinguir.


Ao ser perguntado para cada entrevistado se estes acreditavam que o Jornal Impresso possa vir a se extinguir com o crescimento do Jornal Digital 32 (64%) acreditam que o Jornal Impresso não deixe de existir pelo fato de ainda existirem pessoas que gostam de lê-lo ainda, principalmente aquelas pessoas que são de mais idade, e que se não acabou até hoje não acabará. 16 dos entrevistados pensam ao contrário, pensam que o Jornal Impresso irá se extinguir por conta das mudanças da tecnologia, da globalização e pelo fato das pessoas hoje estarem passando mais tempo em frente ao computador. Já duas pessoas (4%) ficaram em dúvida quanto ao assunto.


Ao todo foram 50 entrevistados, onde 23 (46%) entrevistados optaram pelo Jornal Digital, 14 (28%) preferem outros meios como a Televisão, o Rádio e a Revista, 10 (20%) preferem ver as notícias tanto no Jornal Impresso quanto no Jornal Digital e três (6%) preferem o Jornal Impresso. Vale ressaltar que a maioria das pessoas que disseram preferir outros meios de saber o que acontece ao seu redor eram acadêmicos e professores dos cursos de medicina, enfermagem, odontologia, medicina veterinária, farmácia, direito e fisioterapia, enquanto que jornalismo, moda e alguns dos cursos já citados como o direito preferiram as outras opções.


Embora a maioria dos entrevistados serem jovens, ou seja, 39 apenas quatro (8%) responderam que falta no Jornal Impresso um caderno voltado para eles ou por faixa etária. 10 (20%) acham que o Jornal Impresso deveria conter menos propagandas e mais notícias, seis (12%) acham que deveria ter notícias menores e de fácil entendimento, 23 (46%) acham que faltam notícias mais apuradas, com maior investigação e apresentação de antecedentes e conseqüência dos fatos e somente sete (14%) acham que não precisa mudar nada.


Destes 50 entrevistados 20 (40%) acham que o papel do Jornal Impresso deveria ser menor, pois muitos se atrapalham ao lê-lo, 19 (38%) acham que o papel deveria ter uma qualidade melhor para não soltar tinta, desta forma para não sujar suas mãos ao ler. Seis (12%) acham que o Jornal Impresso deveria vir com mais imagens, fotografias e infográficos, três (6%) acham que deveriam ocorrer mudanças nas fontes (letras) das notícias no tamanho ou do tipo e apenas duas (4%) pessoas acham que nada precisa ser mudado no Jornal Impresso.


Em relação ao que precisa ser mudado no Jornal Digital 14 (28%) entrevistados acreditam que os textos do Jornal Digital devem ser mais claros e objetivos, seis (12%) acreditam que o layout deve ser mais simples, quatro (8%) que a letra deve ser maior, dois (4%) acham que deve ter mais fotos em matérias, quatro (8%) acham que as matérias devem ser mais curtas e 20 (40%) acham que não precisa mudar nada.

Confira a seguir a pesquisa através dos gráficos:


ARTIGO

Um ritmo quase esquecido


VIVIANE PETROLI

Você já ouviu esta música “Milho torradinho socado, canela açucarada...” ou esta “Engenho novo estremecer... a canoa virou e tornou a revirar...”? Não? Uma vez? Escutou, mas há muito tempo? Sabe por que quase não escutamos estas músicas?


Atualmente, ouvimos muito nas rádios ritmos musicais totalmente diferente do que ouvíamos alguns anos atrás. Hoje escutamos nas emissoras de rádio ritmos como o axé, o funk, o pagode, o rock, o sertanejo (da cidade), o pop, o forró e muito, mais muito pouco da musical regional. As músicas, no início citadas, são alguns sucessos do rasqueado cuiabano.

O rasqueado cuiabano antigamente era um ritmo que tocava bastante nas rádios e também na televisão, mas conforme o cenário fonográfico foi crescendo o rasqueado foi ficando para trás.

Hoje, ainda vemos cantores como Henrique, Claudinho, Pescuma e João Eloy na mídia regional, mas muito pouco. O cantor João Eloy podemos ver com mais freqüência, aos sábados de manhã, apresentando seu programa Varanda Pantaneira na TV Rondon Canal 5 (filial da Rede TV), ou nas rádios Cultura de Cuiabá AM 710KHZ e Cuiabana FM 95,9.

Se perguntarmos hoje para as pessoas o que é o rasqueado, algumas responderão que não sabem o que quer dizer ou responderão algo que tem nada a ver.

O rasqueado quer dizer “arrastar as unhas ou um só polegar sobre as cordas, sem pontear”. Em Mato Grosso, o rasqueado cuiabano nos traz, em sua trajetória uma história que começou após o fim da Guerra do Paraguai, quando os prisioneiros ficavam confinados à margem do Rio Cuiabá. Após este conflito, os prisioneiros paraguaios não quiseram voltar ao seu país de origem, permanecendo então aqui e espalhando-se ao longo do Rio Cuiabá interagindo com a vida dos ribeirinhos.

Essa tradição que foi construída nas regiões ribeirinhas foi sendo transmitida de geração a geração e hoje podemos vê-la através das festas de Santos.

Será que algum dia veremos novamente na mídia, com força total, o que este ritmo histórico significa para os mato-grossenses?

VANGUART

De Cuiabá para o Brasil

Banda cuiabana concorre pela terceira vez na categoria Revelação no VMB 2008 e ainda foi uma das principais atrações do Setembro Freire

VIVIANE PETROLI


Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Sob influência de artistas do folk rock, do blues e rock clássico, como Bob Dylan, The Beatles, Neil Young, Johnny Cash, The Velvet Underground e The Beach Boys, a Banda Vanguart surgiu em 2003 em Cuiabá formada por cinco jovens que hoje não só conseguiram fazer com que o grupo fosse conhecido em Mato Grosso, mas também no Brasil.

Formada por Hélio Flanders, Reginaldo Lincoln, David Dafré, Douglas Godoy e Luiz Lazzaroto, a banda Vanguart teve seu nome retirado de um vídeo que falava sobre Andy Warhol que no qual havia um ato solo que Hélio praticava. Hélio, que tudo o que tocava e cantava, guardava em seu computador todas as canções e em 2003, antes de ir para a Bolívia, gravou dois disco, Ready To... e The Noon Moon, que foram distribuídos entre familiares e amigos.

Em 2005, já era uma banda definitivamente constituída, o Vanguart lançou seu terceiro EP, que segundo Hélio, vem a ser um disco de quatro a oito músicas gravadas, cujo nome era Before Vallegrand.

“Quando o disco não tem o número suficiente de canções para ser um LP, long play, e número maior de três, que seria considerado um single, chamamos de EP”, explica Hélio Flanders que é o vocalista e fundador do Vanguart.

Ainda em 2005, com sua sonoridade já definida, o grupo começou a participar de festivais de música independentes, como o Festival Calango realizado em Mato Grosso. No ano seguinte, a banda lança o single Semáforo que virou sucesso no mercado da música independente no Brasil. Ao final de 2006. os vangs (como são conhecidos) entraram em estúdio para gravar o primeiro álbum que levou o nome de Vanguart. Este álbum foi lançado em julho de 2007, pela selo Outracoisa do cantor Lobão, que em como prática a difusão da música independente no Brasil.

Com músicas cantadas em português, inglês e espanhol, a banda Vanguart em 2007 ganhou definitivamente o cenário nacional. Ao participarem do programa Som Brasil, da Rede Globo, em um especial de homenagem ao cantor Raul Seixas junto com outros cantores e grupos, o Vanguart obteve repercussão nacional. “Foi um momento muito feliz para nós. Sempre fomos fãs do Raul, e estrear na Globo tocando canções dele foi muito especial. E foi bacana porque também dividimos o palco com uma grande influência, o Lobão”, conta Helio.

Helio conta ainda que estar realizando shows em outros estados tem sido muito interessante e que no início, as pessoas se surpreendiam pelo fato de serem uma banda de Cuiabá. Ele ainda diz que acredita que junto com os integrantes da banda já conseguiu quebrar algumas barreiras.

“Nosso público é bem fiel e o melhor de tudo é que não viemos de uma moda ou uma tendência, então eles tendem a ser mais duradouros. O bacana é ver que as pessoas de todas as idades gostam do som. Em nossos shows sempre pedem que toquemos ‘Semáforo’, nosso último clipe, e Raul, né? Depois do especial da Globo não deixaram mais a gente em paz”, diz.

VMB e Setembro Freire
A Vanguart disputou em 2008 pela terceira vez do Vídeo Music Brasil (VMB) da MTV brasileira, na categoria Revelação, concorrendo com artistas de peso que estão em início de carreira, como Mallu Magalhães, Ponto de Equilíbrio, Roberta Sá e Strike. Para a banda participar do VMB 2008 é muito importante, pois mostra o quão reconhecidos estão. “É muito importante ser reconhecido, e ficamos contentes de ver que isso continua acontecendo cada vez mais. Só a indicação foi uma vitória”, conta Hélio.

No mês de setembro a banda Vanguart esteve de volta à Cuiabá para participar do Circuito Cultural Setembro Freire, onde o poeta Silva Freire foi homenageado pelos seus 80 anos de nascimento. Hélio diz tersido uma alegria muito grande estar de volta à capital mato-grossense principalmente para homenagear alguém como Silva Freire. “Tive acesso aos livros dele e hoje posso dizer que sou fortemente influenciado pela maneira de ver as coisas de Freire”, comenta.

CD e DVD
Com relação à gravação de um novo CD e a de um DVD, Hélio diz que em breve pretendem sim gravar. “Lançaremos um EP virtual em setembro com canções inéditas, pois o público está pedindo material novo. Disco completo só ano que vem mesmo, mas já estamos trabalhando nisso. DVD devemos gravar em breve e com participações especiais”.

*Foto Vanguart - Enrico Porro

NAMORO

Amor cibernético: ilusão ou desilusão?

Com a chegada da Internet e com ela os chats, salas de bate-papo, MSN e ORKUT, chegam as relações virtuais

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Ela tem 23 anos, ele 24. Ela mora em Várzea Grande (MT), ele em Belo Horizonte (MG). Eles nunca se viram e o tempo de relacionamento já alcança a marca de quase cinco meses. Ela o conhece através de fotos no Orkut e pelo sistema de mensagens instantâneas (MSN), já ele nunca viu seu rosto. Segundo a jovem que não quis ter seu nome revelado, pelo fato de que somente sua mãe e seu irmão sabem deste relacionamento, até o momento não mostrou sua foto para o rapaz saber como ela é, por receio, bem como não revelou seu nome verdadeiro.


“Uso um pseudônimo, pois nunca tive um relacionamento assim. Conhecemo-nos através de um Chat de uma rádio, ao qual meu irmão fazia parte. Aos poucos fui interagindo neste Chat, conhecendo as pessoas e ele. Todos lá me conhecem por este pseudônimo. Sei que um dia ele vai poder acabar descobrindo que menti meu nome, mas terei boas razões para lhe explicar o porquê”, diz a jovem que tomou esta decisão pelo fato de saber como é o universo na Internet.

A jovem ainda conta que está sendo uma experiência boa para ela. Afirma que, através do namoro virtual, pode sentir aquilo que não conseguia sentir com nenhum de seus namorados. Segundo ela, recebe mais atenção, mais carinho, companheirismo e, principalmente, se sente amada, mesmo que o rapaz não saiba seu verdadeiro nome e nem saiba como ela é fisicamente.
Assim como a jovem, muitas outras pessoas procuram na Internet, alguém que as complete.

Outro exemplo, que pode ser citado, é que não existe idade para começar a se ter um relacionamento na Internet. Maria Dulce de Oliveira, 40 anos, está se sentindo nas nuvens, pois em seus relacionamentos anteriores sofrera desilusões. “Namoro, sim, na Internet e não tenho vergonha de dizer. Pelos menos estou me sentindo amada e encontrei alguém que gosta das mesmas coisas que eu. Estamos há um mês juntos e todos da minha família sabem e ninguém diz nada, porque todos acham legal e gostam de me ver feliz e também gostam dele”, conta. Maria Dulce, que conhece o namorado pela Internet, mas neste caso, um sabe o nome verdadeiro do outro e, segundo ela, não há receios em falar a verdade. Os dois ainda não se conhecem pessoalmente e nem sabem se é o caso de se conhecerem, pois se ela quer mesmo um namorado, ela encontra em sua cidade. “Na real, ele e eu nos damos muito bem e é muito cedo para se falar em se encontrar. Se for o caso, mais tarde, ai, sim, só o tempo poderá dizer. Acho legal que seja assim”, diz Maria Dulce que conversa com seu namorado virtual todos os dias, através dos programas de mensagem instantânea.


Para Maria Dulce a experiência está sendo muito legal, diferente e até engraçada, pois até ciúmes um do outro sentem. “A gente tem ciúmes um do outro. Mas esse tipo de relacionamento tem seu lado ruim. Não tem beijo na boca, nem mãos dadas, romance ‘tete a tete’, portanto não tem tato, cheiro, os carinhos e entre outras coisas ao qual sinto falta, mesmo assim eu gosto”.

Maria Dulce garante que fazem muitas atividades juntos, por mais que falem somente pela Internet. Ela conta que pensam juntos, que falam sobre suas orquídeas, uma vez que ambos cultivam as flores e de outras plantinhas, que gostam de trocar figurinha direto sobre isso. “Fico feliz quando ele me conta que suas plantinhas brotaram em pleno inverno. Nosso relacionamento é muito engraçado. Começou assim, ele me observou por muitos dias no Chat ao qual participamos e acabou me procurando para me adicionar no MSN. Depois conversamos muito como amigos. As afinidades surgiram a ponto de trocarmos muitos trabalhos juntos, então passamos a ter mais afinidade, além das conversas terem ficado mais legais. Um dia ele me pediu em namoro. No início, achei estranho, mas topei porque nunca tinha tido uma experiência dessas e estávamos nos falando todos os dias, na hora do almoço e à noite quando ele chega do trabalho. Não sei no que vai dar, mas só sei que enquanto estiver bom, estarei com ele, mas se começar a pressionar, eu desligo ele dos meus contatos e pronto”, explica Maria Dulce. Ela ainda diz que a diferença de se namorar pela Internet e ao vivo e a cores, é que no mundo cibernético que as pessoas se escondem por medo de tudo.

Apesar do suprimento de carinho, o levantamento de auto-estima da pessoa, entre outras coisas, o namoro pela Internet, às vezes, pode não trazer tanta sorte para a pessoa e fazê-la se arriscar.

Recentemente, uma jovem de 16 anos, em Portugal, fugiu de casa para se encontrar com o namorado de 18 anos que havia conhecido pela Internet. A jovem portuguesa saiu de madrugada, sem que os familiares percebessem, segundo o jornal IOL Diário em Portugal, mas ao chegar no local combinado deparou-se com uma armadilha preparada pelo namorado virtual e pelo dono de um ‘cyber’ café, de 33 anos, onde os dois a obrigaram a ter relações sexuais com eles.

Perigo iminente
Mas a pergunta é: namoro pela Internet é realmente perigoso, uma vez que há casos onde os relacionamentos acabaram dando certo fora da Internet? Para a psicóloga Maria da Consolação Pereira Domingues, o namoro pela Internet depende da pessoa, além de ser uma saída para pessoas mais retraídas e para aquelas que hoje já se encontram na casa dos 40-50 anos, até por ser uma experiência interessante entrar em sites de relacionamento.


“Para pessoas que não têm paciência para sair à noite, também é uma saída procurar estes sites. Tem pacientes que chegaram a falar que encontraram homens que só queriam saber de sexo e que também encontraram homens que queriam algo mais sério e concreto. Tem pessoas que se inscrevem nestes sites para namorar mesmo, outras por causa do sexo e, geralmente, estes são os casados e também para sair apenas uma vez”, diz Maria.

Conforme a psicóloga, esta é uma forma mais fácil que as pessoas encontraram para se relacionar com outras, principalmente para aquelas que chegam cansadas do trabalho à noite e não têm dinheiro para gastar com ida a barzinhos entre outros lugares. “A Internet você faz pagamento mensal e usa quantas vezes quiser. Os sites de namoro, alguns, também você paga uma taxa mensal que não é cara. Hoje você sai numa única noite para ir a um barzinho e gasta mais do que a Internet e a taxa do site juntos”, conta.

Com relação ao lado perigoso deste tipo de relacionamento, a psicóloga disse que este existe, sim e que muitas vezes podem machucar com desilusão. A psicóloga afirma que os pontos negativos deste tipo de relacionamento são os riscos de se expor, de se relacionar com a pessoa e ao conhecê-la, pessoalmente, percebe que esta é o oposto do que era na Internet e tem a questão da pedofilia também.

“A Internet é um prato cheio para psicopatas, apesar de ela ter seus lados bons. Até na Internet pode ocorrer a ilusão e a desilusão. Com relação à perversidade ao vivo e a cores, é mais fácil de se identificar, já que na Internet a pessoa não tem como saber, mas há caso que não existe isso, em que a pessoa que está do outro lado é realmente como na Internet. Tem gente que chega a usar outro nome e não fala a verdade sobre si com medo de se expor também”, explica.

Lan House é uma das saídas para aqueles que não têm Internet em casa
Para aquelas pessoas que não possuem Internet em casa ou viajam constantemente, como motoristas de ônibus, caminhões ou que viajam a negócios, acabam sempre procurando uma Lan House para estar se comunicando com amigos e familiares.


De acordo com Agnaldo Silva Almeida, funcionário de uma Lan House, em Cuiabá, existe sim pessoas que procuram a Lan House para conversar com namorados virtuais ou entrar em sites de relacionamento. “As pessoas não veem até as Lan Houses só para abrir e-mail, conversar no MSN, para trabalhar, veem para várias coisas e uma delas é namorar também, pois têm pessoas que são casadas, mas estão longe uma das outras por conta de trabalho e então conversam através da Internet. Há casos que já vi acontecer de chegar a dar em casamento o relacionamento que começou pela Internet e hoje têm até filhos”, conta Agnaldo.
Agnaldo ainda diz que a Internet pode tanto juntar e ajudar casais, como também acabar com os relacionamentos e, um exemplo disto, é o site de relacionamento Orkut, onde já pode ouvir vários casos de rompimento, causados por ciúmes.

ARTIGO

Mídia brasileira, mídia mato-grossense



VIVIANE PETROLI



Cada Estado brasileiro possui veículos de comunicação diferentes. Cada um utiliza sua comunicação de modo diferente. Há veículos que dividem suas notícias entre cidade grande e interior e há veículos que nem dividem, ou seja, ou é só notícia da capital ou só do interior que aborda cidades.

Mato Grosso é um destes Estados. É muito difícil pegarmos no interior uma notícia que fale da capital, assim como se pegarmos os veículos pequenos da capital que não citam o interior.

Até mesmo com o crescimento gradativo de sites e blogs jornalísticos é assim.


Vivemos num país onde se tal notícia não serve para tal veículo, muito dificilmente interessará ao concorrente, pois a concorrência domina o mercado, principalmente nos jornais.

Se pegarmos os três maiores jornais de Mato Grosso pode-se perceber que não há dia em que a manchete principal da capa não é a mesma, assim como a maioria das outras notícias.

Mato Grosso por ser um Estado rico, só fica para trás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (Estados pólos do país) quando os assuntos são os veículos de comunicação pelo simples fato de muito pouco investimento existir por parte do Governo e dos empresários. O Estado possui profissionais na área que podem ser igualados aos grandes profissionais que atuam numa Folha de S. Paulo, numa Zero Hora ou Correio Brasiliense, por exemplo, mas, infelizmente, estes não recebem seu devido valor.

Mato Grosso precisa acordar, precisa investir para ter uma imprensa, uma mídia que possa algum dia ser reconhecida fora do Estado e quem sabe no exterior.