7 de agosto de 2011

20ª FESTA DE SÃO CRISTOVÃO

Mato Grosso já é “freguês” de artistas da música brasileira

Artistas chegam a realizar mais de um show em um ano na Capital mato-grossense


Viviane Petroli
Blog Fala Sério Mix. Fotos Créditos: Márcia Albino do programa Domingão do Caminhão (Amado Batista) e Produção Eduardo Costa


Mato Grosso e Cuiabá já fazem parte do roteiro de muitos artistas da música brasileira. Em um ano alguns chegam a realizar dois shows somente em Cuiabá, já pelo Estado, principalmente em época de festas agropecuárias, até cinco shows em cerca de 10 dias. Exemplos de tais artistas estão os cantores Amado Batista e Eduardo Costa que se apresentaram durante a 20ª Festa de São Cristovão, realizada no Posto das Mangueiras, entre os dias 05 e 07 de agosto.

Com 36 anos de carreira, Amado Batista, em entrevista exclusiva ao Blog Fala Sério Mix, antes de sua apresentação no dia 06 de agosto, comenta que sempre que pode está em Cuiabá e nos demais municípios do Estado. “Todo ano estou em Cuiabá. Por sinal já estou contratado para um show de final do ano em dezembro”, revela.


Quem também considera Cuiabá e Mato Grosso como rota permanente de shows é Eduardo Costa. Em Cuiabá pela sétima ou oitava vez, pelas suas contas, o cantor sensação do momento, em questão de uma semana realizou quatro apresentações em Mato Grosso. A primeira ocorreu em Lucas do Rio Verde no dia 04 de agosto durante a Expolucas 2011, no dia 05 foi à vez de Cuiabá durante a 20ª
Festa de São Cristovão, santo padroeiro dos motoristas. No sábado 06 foi à vez de Campo Verde receber o cantor na 12ª Expoverde. E no dia 11 será a vez de Rondonópolis. “Cuiabá já está no meu roteiro. É a sétima ou oitava vez que venho à cidade me apresentar e todas às vezes com casa lotada. O público cuiabano é um público maravilhoso. Tenho um carinho muito especial não só por este público, mas como pelo público mato-grossense. Sou um grande fã deste Estado”, diz Eduardo Costa, também em entrevista exclusiva ao Blog Fala Sério Mix.

Em questão de um ano a dupla Fernando e Sorocaba passaram ao menos duas vezes por Cuiabá, em dezembro e a última apresentação ocorreu na 47ª Expoagro. Assim como Eduardo Costa, a dupla Victor e Leo também realizou maratona de shows em Mato Grosso. Foram cinco dias consecutivos, a começar no dia 03 em Lucas do Rio Verde na Expolucas, no dia 04 em Campo Verde na 12ª Expoverde, dia 05 em Pontes e Lacerda, dia 06 em Rondonópolis na Exposul, dia 07 em Primavera do Leste. Além disso, a dupla Victor e Leo já está com show marcado para o dia 13 de setembro em Sinop.

31 de julho de 2011

ESMALTES

Novidades fazem mulheres pirar a cabeça

Quando não acham os esmaltes em Cuiabá mulheres apelam para parentes e Internet


Viviane Petroli
Blog Fala Sério Mix. Fotos: Viviane Petroli


Craquelado, flocado, marmorizado, fosco, cintilante, cremoso, com glitter, 3D, enfim, hoje, o universo das unhas femininas conta com uma vasta opção de texturas de esmaltes, bem como tonalidades, além é claro de inúmeras marcas. Até as alérgicas ao produto já estão ganhando seu espaço e até mesmo com preços baixíssimos. Esmaltes podem ser encontrados em lojas especializadas em cosméticos, farmácias e supermercados a partir de R$ 1,50 até R$ 5,60, como Ludurana, Colorama, Impala, Risqué, Angel, entre outras.

As vendas de esmalte em Cuiabá no primeiro semestre de 2011 registraram um acréscimo de 15%, segundo a vendedora da Solução Cosmético, Gisla
ine Maria Corrêa. Ela comenta que tudo o que sai de novidade na Internet é procurado pelas mulheres. “Às vezes elas até ficam chateadas por não acharem. Algumas chegam até brigar conosco”.

Conforme Maiby Paula Messias de Sousa, também vendedora da Solução Cosmético, nem sempre a loja consegue adquirir os novos lançamentos logo que estes saem no mercado. “As grandes empresas e centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, compram antes e em grande escala, o que faz com que as cidades mais afastadas das fábricas tenham dificuldade em adquirir os esmaltes. Por isso demora a chegar. Quando vamos fazer os pedidos a fábrica não tem para atender a demanda”, explica.

A estudante Virginia Cristina sabe muito bem o que
passa para conseguir as últimas tendências em esmaltes, principalmente aqueles que não possuem toluene, formaldeide e dibutyl phthalate que podem causar alergia. “Sou alérgica a muitas coisas, inclusive esmalte, tanto que pintar as unhas para mim significava só cortar, lixar e tirar a cutícula. Através da minha tia e da minha prima, que são viciadas em esmalte, conheci alguns sites ligada às novas tendências e fiquei sabendo que não precisaria pagar R$ 21 por um vidrinho de esmalte hipoalergênico, porque a Colorama e a Ludurana não possuíam tais componentes que me davam alergia. Hoje, minha dificuldade em ter as unhas sempre com uma novidade é achar o esmalte. Colorama encontro com mais facilidade. Já a Ludurana acho em uma única loja e ainda tenho de ir várias vezes para ver se chegou e quando vejo já compro diversas cores de uma vez”.

A auxiliar administrativa Catarina Calil comenta que também possui dificuldades em achar as novas tendências em Cuiabá. Ela revela que chegou a pedir para sua prima em São Paulo (SP) comprar os esmaltes. “Era raro ver um verdinho ou lilás na manicure. Sempre as mesmas cores. Sempre pedia as novidades e a manicure dizia que não achava ou que as clientes preferiam mesmo os básicos. Cansei tanto que fui de atrás dos esmaltes que queria e voltei lá e mostrei para o pessoal do salão que podia achar mesmo aqui em Cuiabá os últimos lançamentos. Hoje levo os meus esmaltes quando vou à manicure. Os que peço à minha prima são marcas que aqui não estão à venda ainda”.

Segundo a manicur
e de Catarina, Célia Soares, realmente são poucas as mulheres que pedem esmaltes da última moda no salão em que trabalha inclusive as clientes ao qual atende em suas casas quando está de folga. “As novidades quem pede mesmo são as mais novas, estudantes. É muito difícil ver uma mulher com mais de 30 anos querendo um esmalte verde ou 3D, por exemplo, e geralmente é este público que atendo, mas como hoje já podemos encontrar em Cuiabá tais tendências sempre que acho algo diferente compro”, comenta. Célia revela que muitas vezes até ela não resiste e acaba testando os esmaltes.
Segundo a manicure Célia Soares, as mais novas é quem pedem as últimas novidades. "Às vezes nem eu resisto e uso", diz a manicure.

Ao contrário de Catarina, Alessandra Magalhães não só correu atrás das novas tendências como deixou de ir à manicure e passou a fazer as próprias unhas em casa. “Percebi que o que gastava no mês em manicure podia comprar todos os esmaltes, bem como o alicate de unha, tesoura, lixa, removedor de esmalte, algodão e até o creme para amolecer a cutícula. Hoje, faço minhas unhas em casa e até mesmo mais rápido. Sem contar que encontrei adesivos decorativos para unhas que nas manicures não achamos e quando achamos temos de pagar R$ 1 por unha para um adesivo minúsculo de uma flor, por exemplo, e a cartela com 30 adesivos pago em média R$ 2,50”, comenta Alessandra revelando que chegava a pagar R$ 18 por semana.





Alessandra Magalhães cançada de ver que a manicure não tinha os últimos lançamentos passou a buscá-los e fazer em casa mesmo, ao ver que com o que gastava podia comprar quantos esmaltes queria





Internet

Não há como negar que a Internet hoje é a grande incentivadora do furor causado pelos esmaltes. Prova disso são os sites e blogs especializados no assunto que a cada dia trazem inúmeras novidades, entre elas dicas de como ter aquela unha perfeita, cuidados e tutoriais de como decorá-las.

Em 2008, através do Twitter a jornalista catarinense Letícia Cardoso, 25 anos, chamou várias amigas e resolveu fazer um blog somente sobre esmaltes. O primeiro post de Letícia e suas amigas esmaltológas Ira (jornalista) 29 anos, Keks (designer de interiores) 30 anos, Bia (designer e cantora) 32 anos e Camies (bacharel em hotelaria) de 25 anos, foi feito em 06 de novembro de 2008. Nascia aí o Mão Feita, com o slogan “Não tire bife, ok?”.

De acordo com Letícia, tudo o que é novidade em esmaltes e unhas vira post nas mãos delas. "Recebemos releases de diversas marcas e também procuramos em revistas, pela própria Internet tanto em sites nacionais quanto internacionais”, comenta.

Na opinião da idealizadora do Mão Feita, considerado um dos maiores blogs de esmaltes do país, muita coisa mudou nos últimos três anos no que diz respeito a unhas. “Antes as cores diferentes eram os vermelhos, café, rosas de tons diversos também. Era difícil achar um esmalte verde ou azul que fosse realmente bonito ou que não fosse bizarro usá-lo. Hoje em dia temos coberturas, texturas diferentes o que é bem bacana. Sem contar que as mulheres estão arriscando mais, não ficam mais com medo de usar cores que eram consideradas diferentes”, diz Letícia.

Questionada sobre que conselhos o Mão Feita daria para as meninas que não conseguem encontrar determinada marca de esmalte em sua cidade, Letícia aconselha a procura de sites de confiança ou a realização de trocas em sites como o Flickr, entre outros. “Mas antes de fazer troca, é preciso saber o histórico da pessoa para não passar raiva depois. Indicamos o site Pimenta Doce Perfumaria que é super de confiança e tem uma variedade boa”.

21 de maio de 2011

FLASHBACK

Anos 80 continuam em alta, diz Kid Vinil

Viviane Petroli
Para o site jornal Folha do Estado


“O rock dos anos 80 continuam em alta e cada vez mais jovens buscam por ele”. A declaração é do ex-vocalista da banda Magazine, Kid Vinil. Que esteve em Cuiabá para se apresentar no Boteco da Mãe Joana, no dia 20 de maio, Vinil revela que o rock de hoje é fraco e sem letra. Para ele as bandas como Restart não serão lembrada daqui 20 anos, como o RPM, Kid Abelha e Legião Urbana são até hoje.

“A última banda de rock, em minha opinião, que fez sucesso mesmo nesta era foi o Los Hermanos. Essa molecada nova daqui 20 anos acredito que não será lembrada. Hoje, pouca coisa presta”, comentou Kid Vinil ao site da Folha do Estado.

Rádio

Para Kid Vinil, as bandas atuais somente não vão mais para a frente porque se prendem no universo de serem “independentes”. “Elas precisam sair de seu mundo se querem ganhar mais espaço e público. O rock nas rádios antigamente bombavam e hoje só tocam o que vendem. A mídia deveria abrir mais espaço e as bandas buscarem por ele também”, salienta.

Segundo o ex-vocalista da banda Magazine, bandas como Macaco Bong e Vanguart tocariam e apareceriam mais se as rádios fossem como antes. “As bandas mato-grossenses Macaco Bong e Vanguart são boas, porém precisam buscar mais por seus espaços e a rádio é o melhor meio para isso”.

Retorno

Recentemente muitas bandas dos anos 80, como RPM e Kid Abelha, anunciaram seus retornos aos palcos. De acordo com Kid Vinil, tal fato só vem a fortalecer a época. “Há cinco anos realizamos pelo país a Festa Ploc e a cada apresentação percebemos o quão os anos 80 ainda estão em alta e isso tem feito muitas bandas voltarem, também”.



*Foto: Tchélo Figueiredo

13 de maio de 2011

ARTE EM DESENHO

Um dom que se transforma em profissão


Viviane Petroli

Revista Super Atual


No mundo há pessoas que nascem com vários dons. Há aqueles que podem curar, aconselhar, escrever e construir. Há, também, os que fazem milagres em uma cozinha e educam, assim como os que, com um simples pedaço de papel e um lápis, conseguem transformar o mísero espaço em branco em algo com vida e traços, e através desta arte podem tirar o seu sustento e de sua família.

Em meados de 1989, Josenilton Magalhães Bezerra, ou simplesmente Nilton, descobriu seu dom com o papel e o lápis em seus cadernos da escola. Neles desenhava seu personagem favorito, mais precisamente um super-herói das histórias em quadrinhos: o Super-Homem. Segundo Nilton, todos que atuam hoje nesta área tiveram certa influência de algum personagem ou algum cartunista e desenhista. “Ainda na quarta série desenhava e praticava bastante”, comenta.

No ano de 1994, Nilton conheceu o cartunista Jota, que hoje é um dos grandes ícones do desenho de humor do Brasil e um dos mais premiados dentre outros grandes nomes da área. “O Jota passava todos os dias, quando vinha do jornal, em frente a minha casa. Um dia, mesmo tímido, falei com ele e pedi um exemplar do jornal. Vi logo de cara aqueles desenhos impressos, achei fantástico, e naquele momento senti e falei para mim mesmo ‘nasci para isso’ e vi que era aquilo que eu queria para toda a minha vida desde então”, conta Nilton, que já chegou a trabalhar como garçom, músico e vendedor externo.

Após ver os desenhos impressos no jornal, Nilton deu asas a sua imaginação e começou a fazer alguns desenhos e mostrar para seu amigo Jota. “Sempre mostrava os desenhos para ter uma avaliação dele. O tempo foi passando e eu com aquela sede insaciável queria ser um chargista profissional”. Não demorou muito para que Nilton publicasse seus primeiros desenhos na imprensa piauiense. Aos 15 anos já era o chargista oficial do extinto jornal “O Estado”, em Teresina (PI), sua terra natal.

Há alguns anos em Cuiabá, Nilton trabalha com caricatura, charge, cartum, ilustração e desenho publicitário. Seus desenhos podem ser vistos, além de seu Orkut e Blog, nos jornais ‘Folha do Estado’ e ‘O Independente’ e na ‘Revista Ótima S/A’. Ele conta que no início chegava a desenhar pelo menos 10 horas por dia, porém, hoje são apenas 6 horas. “Isso no jornal. Em casa varia. Depende do desenho, às vezes fico 24 horas”, comenta.

Conhecimento nacional

Generino Rocha começou a desenhar ainda na infância, nos anos 80. Morando na roça e sem saber o que era um papel e uma caneta, criava seus primeiros rabiscos, seus personagens como prefere chamar, riscando o chão do quintal. “Inconscientemente já exercia o dom para arte”, conta ele orgulhoso de si.

Em 1993, Generino, como é mais conhecido por todos, começou a ganhar dinheiro com desenho ilustrado para o jornal ‘Diário de Cuiabá’, além de fazer outros ‘free lancers’. Ao longo do tempo, sozinho, foi aprimorando seu dom e hoje é conhecido nacionalmente pelas suas ilustrações, charges e, principalmente, pelos seus quadrinhos. “Já ilustrei inúmeras revistas e jornais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e, recentemente, publiquei tirinhas no jornal ‘O Globo’ do Rio de Janeiro”.

Segundo Generino, seu sonho é editar uma revista mensal com seus personagens. “Já lancei algumas revistas com as minhas principais personagens, a Menina e a Garota Pantanal. São trabalhos na linha ambiental. Também estou desenvolvendo projetos com temática evangélica, a Turminha Shekináh e a Turminha Missionária já se encontram em fase final”, revela.

Ao contrário de Nilton, Generino nunca trabalhou com outra coisa sem ser o desenho. De acordo com ele é possível, sim, viver deste trabalho, porém é preciso “ralar pra caramba”.

Conforme Generino, que já esteve pessoalmente com o desenhista brasileiro Ziraldo, em uma de suas visitas à Cuiabá, neste ramo do desenho nunca percebeu preconceito por parte das pessoas. “A verdade é que todo profissional enfrenta obstáculos pela frente”.

Cursos

De acordo com os dois profissionais, existem cursos especializados nesta área, inclusive por correspondência. “Sou autodidata, mas sempre existiram cursos para aperfeiçoamento e desenvolvimento de técnicas, e se hoje em dia uma pessoa tem talento para fazer caricaturas, charges, cartuns, ilustrações e desenho artístico, com a era da Internet há muitas opções em relação a qualquer tipo de desenho. Até no Orkut é fácil encontrar cursos de desenho. Depende do tipo que você deseja. O que sei fazer hoje foi através de livros, influência e muita força de vontade”, diz Nilton.

Concurso

Assim como em diversas áreas, no ramo do desenho também há concursos. O que acaba sendo uma ótima oportunidade para que o desenhista fique conhecido e tenha várias portas abertas para suas publicações. Foi o que aconteceu com Generino, que ao participar de um concurso de tiras do jornal ‘O Globo’, do Rio de Janeiro, com uma tirinha da Menina Pantanal, foi selecionado e teve seu trabalho publicado na sessão de tiras do jornal.

Nilton é um que também não perde a oportunidade de participar de concursos. Sejam eles nacionais ou internacionais, inclusive como jurado. “Já participei de vários concursos. Participei do XII Salão Internacional de Humor do Piauí, em 1992, Mostra Humor do Sesc de Maranhão, em 2000, I Bienal de Humor de Santo André (SP), em 2002, XXII Salão Internacional de Humor e Quadrinhos de Ribeirão Preto (SP), em 2004, II Salão de Humor de Bragança (PA) e XXIII Salão de Humor do Piauí, ambos em 2005.

Já como jurado, fiz parte da Comissão Julgadora do IX Salão Internacional de Humor da Caatinga em Minas Gerais, no ano de 2007. “Além disso, ganhei várias menções honrosas e alguns prêmios, sendo o mais recente no Salão de Humor de Votorantin (SP)”, conta. Em uma de suas participações, na I Mostra de Desenho de Votorantim “Hermes Tadeu”, em São Paulo, no ano de 2006, Nilton tirou o segundo lugar, com uma caricatura de Madre Teresa de Calcutá. “Preso pelos detalhes. Os mínimos detalhes fazem a diferença. Esse trabalho foi muito gratificante e importante na minha vida”, acrescenta.

Exigências

Neste mundo não há uma pessoa que nunca teve de enfrentar clientes exigentes a ponto de ter de refazer todo um trabalho. Com Nilton e Generino não foi diferente. Conforme Nilton, poucas foram às vezes que teve de refazer um desenho. Já Generino. “Ah, refazer trabalhos é o pior pesadelo na vida do profissional e, infelizmente, sempre me deparo com essa situação. E quando o cliente é muito chato eu acabo entregando o trabalho sem fazer, mas, felizmente, a grande maioria dos clientes gostam do resultado”, diz Generino.

Conselho

Nilton e Generino aconselham aqueles que estão ingressando no ramo do desenho que não desistam dos seus sonhos. Continuem praticando e insistindo na busca do traço perfeito, pois o mercado de trabalho hoje está mais exigente, um mundo onde bons profissionais não faltam e a concorrência é acirrada.


Fotos: Generino (Arquivo Pessoal) e Nilton (Josi Pettengill). Caricatura - Nilton

3 de abril de 2011

Turismo

Mato Grosso oferece opções de lazer para todos os gostos

Viviane Petroli
Revista Super Atual


Os grandes centros sempre deixam a desejar quando o quesito é qualidade de vida. É impossível combinar trabalho e bem estar quando se tem pela frente um trânsito caótico aliado ao estresse normal dos infinitos sons que compõem a orquestra do desenvolvimento nos centros urbanos. Em vista disso, torna-se fundamental buscar alternativas que possibilitem ao homem um pouco mais de qualidade.

Nesse sentido, as atividades turíst
icas se tornam as mais interessantes, haja vista eliminar o estresse acumulado, ao mesmo tempo em que aumenta a adrenalina necessária para repor as energias vitais para o ser humano continuar sua jornada.

Mato Grosso possui 141 municípios com belezas inigualáveis e com muita energia, receptividade, tradições
, emoções e sabores típicos. O Estado está situado no Centro Geodésico da América do Sul e ocupa uma área de 906.806 quilômetros. Além disso, abraça parte de cada um dos três maiores ecossistemas da América do Sul: Amazônia, Pantanal e Cerrado.

No Estado, muitas são as opções
de turismo disponível em qualquer época do ano, principalmente nas férias. Algumas cidades turísticas são próximas uma das outras e da Capital, fato este que possibilita a realização de passeios de carro. Com uma variedade da flora e fauna espalhados pelos três ecossistemas, os turistas podem curtir a pesca esportiva, o turismo rural, esportes radicais, conhecer a cultura local, entre outras atividades ecologicamente corretas.

De acordo com a consultora de viagem da Tuiutur Turismo, Ingrid Almeida, a busca por pacotes turísticos em Mato G
rosso aumentou em 20% no período do carnaval, em comparação a 2010. As vendas de pacotes para o Estado começaram no final de janeiro. “A busca tem sido intensa em pousadas e hotéis, em municípios como Nobres e Chapada dos Guimarães”, salienta a consultora.

Para quem curte trilhas, árvores e muita natureza, nada como dar uma esticadinha até Nova Olímpia, Rosário Oeste, Jaciara ou mesmo em Primavera do Leste, na região do Rio das Mortes. Considerado um dos esportes mais radicais, o rapel é muito praticado na Serra Tapirapuã, a 25 quilômetros de Tangará da Serra, município de Nova Olímpia.

Segundo Ingrid, no Pantanal mato-grossense, os municípios de Poconé e Barão de Melgaço, são muito procurados para passeios ecoturísticos. “O Pantanal é muito buscado para passeios de barco, a cavalo, sem contar as trilhas ecológicas”, acrescenta.

O clima quente pede que o mato-grossense, na ausência das praias oceânicas, busque alternativas para se refrescar. O Estado, hoje, oferece várias alternativas quando o assunto é espantar o calor. São cachoeiras, águas termais, lagos, entre outros.


Nobres é a indicação perfeita. Os locais mais visitados neste município são o Complexo do Carequinha, com grutas, cavernas e o famoso Duto do Quebó; o Ribeirão Estivado, que possui águas cristalinas e diversas espécies de peixes; a Gruta São José, formada por gigantescas rochas de estalagmites e a cada salão possui uma imagem de São José; e a Gruta da Lagoa Azul, que impressiona a todos com suas formações ecológicas e pelo seu lago de coloração azul.


Outras opções que envolvem o elemen
to da natureza podem ser encontradas em Jaciara (142 quilômetros da Capital), com várias cachoeiras, principalmente a Cachoeira da Fumaça, que permite a prática do rafting.

Quem mora em Cuiabá e não quer ir muito longe, pode encontrar a 85 quilômetros (saída para Serra de São Vicente) o Hotel Mato Grosso Águas Quentes, onde, em meio a natureza, encontra-se piscinas e cachoeiras. Se a pessoa não abre mão em ficar longe da "cidade", o Hotel Águas Quentes dispõe de salas de TV, jogos, salas de reunião e boates. O local possui 13 casas de pedras, e a piscina de 42º, batizada de Fonte Paulista.


Água também lembra pescaria. Com o fim do período de Piracema, o esporte (para alguns) é uma ótima opção. Ligada ao turismo rural, a pesca é muito praticada em alguns municípios mato-grossenses.

O Estado é drenado pelas Bacias do Prata e Amazônica, portanto, é visível carros e camionetes carregadas com equipamento de pesca e barcos a motores seguindo em direção a municípios como Poconé, Porto dos Gaúchos, Barra do Garças, Alta Floresta, Cáceres, Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, em busca de uma boa pescaria.

Cultura
Diamantino, Cáceres, Poconé, Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá, são alguns municípios centenários onde o turismo cultural é muito procurado. Em um simples passeio, fica-se conhecendo a história, o patrimônio histórico, sua arte, danças, gastronomia, ritmos musicais e o linguajar local.

No caso de Cuiabá, museus como o do Rio Cuiabá e o da Caixa D’Água Velha, são ótimas opções para se conhecer um pouco da história e da cultura mato-grossense. A gastronomia pode ser apreciada nos restaurantes a beira dos rios Cuiabá, Coxipó, e de localidades como o Distrito da Guia, Bom Sucesso e no bairro São Gonçalo Beira Rio.

8 de março de 2011

QUARESMA

Consumo de peixe será maior

Expectativa é aumento de até 15% nas vendas. Consumo já é maior em outros períodos do ano

VIVIANE PETROLI

Jornal Folha do Estado


Com o fim do período da piracema e o início da Quaresma, vendedores de peixe, feirantes e supermercados esperam um crescimento de 15% nas vendas até a Páscoa, em relação ao período em 2010. O preço médio do quilo deve ficar em R$ 8. Entre as espécies mais procuradas estão o pintado, o pacu e o tambacu, além da sardinha.

De acordo com o presidente da Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Kassio Catena, o setor está com boas expectativas. “Acreditamos que o Carnaval ajudará a impulsionar as vendas de peixes, por ser um alimento leve. Sem contar que a Quaresma é a época que mais vendemos”.

ABUNDÂNCIA
Para o proprietário de box da feira do Porto, Odil Xavier Rodrigues, tanto em Cuiabá como em outras cidades mato-grossenses, onde o peixe é encontrado em abundância, a produção deverá ser alta.

Ele acrescenta que a cheia dos rios, em decorrência das chuvas durante a piracema, vai aumentar o volume de cardumes. “As vendas devem ter um acréscimo de 15% nesta Quaresma”, comenta Rodrigues.

A mesma opinião possui o gerente de produtos perecíveis da rede de Supermercados Modelo, Walter Yamagushi. Ele revela que para a Quaresma deste ano, a rede aumentará, devido à demanda, em 10% a aquisição de pescado.

CONSUMO
Nos últimos anos o consumo de peixe tem crescido em Cuiabá. De acordo com a gerente de Operações em Mato Grosso da rede Comper, Izilda Maria da Silva, as vendas da rede em 2010 foram 40% superiores às de 2009.

“As pessoas estão consumindo mais peixe. Desde 2008, registramos aumento nas vendas durante a Quaresma, tanto que neste ano compraremos 20% a mais”.

Quanto ao bacalhau, a expectativa é de crescimento em 15% nas vendas.

PREÇOS IGUAIS Segundo Odil Rodrigues, da feira do Porto, devido ao preço, atualmente todas as classes sociais têm acesso ao peixe, seja ele de tanque ou de rio. “Hoje, não só os preços são iguais, o gosto não é muito diferente. Os produtores de peixe de tanque a cada dia melhoram a produção, que não chega mais à mesa do consumidor com gosto de barro. Pode-se comprar o quilo de pintado (de tanque ou de rio) por R$ 15 e o de pacu por R$ 8”.

“Hoje, está tudo igual. Você vai a um restaurante ou a um supermercado e não sabe distinguir se o que consome é de rio ou tanque, pois o gosto é o mesmo”, reforça a tese o aposentado Edilson Soares.

Em 2010, consumo cresceu 40% no Estado
Por mais que o consumo do peixe tenha aumentado nos últimos anos, o período da Quaresma, que antecede a Semana Santa e a Páscoa, é o que mais se vende peixe. As indústrias esperam um acréscimo de 50% nas vendas. Somente em 2010, o incremento no consumo foi de 40%, conforme os supermercadistas.

Para o diretor-geral da Delicious Fish, João Pedro da Silva, embora o consumo de peixe seja maior na Quaresma, atualmente, por ser um produto barato, em comparação com a carne bovina, o consumo está se elevando em outras épocas do ano.

Segundo ele, a prova desse aumento é o fato de não conseguir manter o produto estocado na fábrica. “Temos capacidade para estocar 600 toneladas de peixe, porém estocamos hoje apenas 50 toneladas. O que trazemos da nossa fazenda é embalado, seja peixe inteiro ou um dos 28 cortes e subprodutos, e logo em seguida segue para venda”, revela João Pedro, acrescentando que 80% da produção é consumida dentro de Mato Grosso.

Conforme a gerente de Operações de Mato Grosso da rede de Supermercados Comper, Izilda Maria da Silva, as vendas de peixe em 2010 tiveram um incremento de 40% em relação a 2009. Por ser um alimento saudável, as pessoas estão consumindo cada vez mais peixe”, completa Izilda Maria.

23 de novembro de 2010

Palavrinha minha...

Salve, salve galeraaaaa. Como vão? Sei que estou sumida, porém meu sumiço se deve por questões ótimas. Hehehe Hoje, simplesmente estou em meu melhor momento como profissional. Exemplo disso, são as duas matérias logo abaixo.

Passei rapidamente para postá-las e não deixar mais este blog, que tantas alegrias me proporciona, mais parado do que já está.

Sendo assim, sem mais delongas...

bjim bjim xau xau

MATO GROSSO

Mercado de orgânicos é ínfimo

Segundo o Mapa, custo de produção varia conforme o produto, mas o que pesa é a mão-de-obra

Viviane Petroli
Jornal Folha do Estado


Ainda é pequena a produção de produtos orgânicos em Mato Grosso em relação aos demais estados brasileiros. Principais produtos produzidos por Mato Grosso são as hortaliças, seguidas da soja, carne e derivados da cana-de-açúcar. Conforme a fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e coordenadora da Comissão Orgânica de Mato Grosso, Jean Keili Bif, o custo da produção varia de acordo com o produto, porém este é baixo em comparação à mão-de-obra, que é alta e “trabalhosa”.

Keili comenta que para o consumidor os orgânicos são mais caros, pois a oferta destes é pequena. “O preço quem faz é o mercado. Quando a oferta de produto for grande o preço será igual ao convencional”, diz. Para ser considerado orgânico, o produto tem de ser cultivado em ambiente de produção orgânica, em que se utiliza como base do processo produtivo os princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, ar e demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais.


Keili explica que na agricultura orgânica não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a vida humana e o meio ambiente, como fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. Segundo a coordenadora da Comissão Orgânica de Mato Grosso, não há como saber precisamente quantos produtores de orgânicos há em Mato Grosso, porém os municípios que mais produzem este tipo de produto são Alta Floresta, Matupá, Poconé, Campo Verde, Tangará da Serra, São José dos Quatro Marcos e Mirassol D’Oeste.

Desde 1997, porém com oficialização em março de 1998, a Cooperativa de Produção Agropecuária Canudos
Ltda (Coopac), de Campo Verde, trabalha com a produção de orgânicos. Conforme o diretor da cooperativa, Manoel Messias da Silva, o projeto, composto por cinco famílias, encontra-se em processo de certificação.

“Essas famílias trabalham de forma coletiva, porém divididas em setores. Nosso principal
produto é a cana-de-açúcar e seus derivados, mas produzimos também mamão, banana, milho verde, leite e hortaliças. Hoje, podemos dizer que essas famílias conseguem sobreviver somente da produção dos orgânicos”, comenta Silva.

MERENDA ESCOLAR
Conforme a Lei 11.947, 30% da merenda escolar deve conter produtos adquiridos da agricultura familiar.

Segundo Keili, a população quase não vê os produtos orgânicos regionais, pois estes seguem para programas como o da merenda escolar da Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) pertencente à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), também destinado a merenda.

“A Conab adquire estes produtos e distribui entre as escolas. A entidade chega a pagar 30% a mais por produtos da agricultura familiar”, explica ela.

De acordo o diretor da Cooperativa de Produção Agropecuária Canudos Ltda (Coopac), Manoel Messias da Silva, parte dos produtos de hortifrutigranjeiros da cooperativa é destinada para a merenda escolar. “Estes produtos são adquiridos pela Conab, que repassa para as escolas de Campo Verde, Cuiabá e Dom Aquino”, acrescenta.

ENTRAVES SAFRA

Circuito Tecnológico: Chuvas e nematoides são alvo

Viviane Petroli
Jornal Folha do Estado



Chuvas irregulares, nematóides e área da 2ª safra de milho indefinida foram os principais problemas encontrados pela equipe do 2º Circuito Tecnológico Aprosoja no Campo Safra 2010/2011, realizado entre os dias 18 e 29 de outubro de 2010, cujo balanço foi divulgado na quinta-feira (18.11).

Ao todo, 342 propriedades rurais foram percorridas entre as regiões leste, sul, norte, médio-norte e oeste de Mato Grosso em 18.765 quilômetros. Foram colhidas para análises 843 amostras de 500g de sementes. O plantio de OGM (transgênico) foi encontrado em 57,27% das áreas visitadas.

De acordo com o gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Luiz Nery Ribas, a principal surpresa encontrada foi o clima indefinido. “Todos estavam se preparando para plantar e não chovia. Isso prejudicou a 2ª safra de milho, que está indefinida. Não sabemos se conseguiremos colher soja em tempo hábil para plantar o milho. Outra questão foram os nematoides. Em 2009, 80% das propriedades que visitamos tinham a praga e este ano foi a mesma proporção”. O patamar de distância percorrida nesta edição por técnicos da Aprosoja foi de 18 mil hectares.

Nery comenta que está situação dos nematoides é preocupante. “Estamos buscando com entidades e pesquisadoras a realização de um mapeamento destes nematoides no Estado e no Brasil, para levarmos para a Embrapa e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em busca de soluções.

Segundo levantamento da Aprosoja-MT, os principais nematoides encontrados foram pratylenchus em 21,83% das áreas visitadas, galha em 7,86% e cisto em 18,77%. “Nematoide é uma praga/verme que atinge a raiz da planta e impede o desenvolvimento. O de cisto é o que vem apresentando novas raças. Ele vem a ser um ovo que se aloja na raiz. O de galha, que está aumentando, forma galhosna raiz e o pratylenchus, que começou a aparecer no Estado de duas safras para cá, ataca a raiz e faz com que ela apodreça e impeça o recebimento de água e nutrientes”, explica Nery.


Dados da Aprosoja-MT, mostram que em 24,46% das áreas visitadas possuem pratylenchus e cisto, 9,61% pratylenchus e galha, 3,93% galha e cisto e 13,54% os três tipos de nematoides.


Para o presidente da Aprosoja- MT, Glauber Silveira, estes diagnósticos realizados pelo Circuito Tecnológico são de suma importância pois é através deles que se vê a real situação das lavouras matogrossenses. “Podemos com ele ver a questão das pragas, do endividamento rural, passar recomendações aos produtores, entre outros fatores. Este é nosso segundo ano com o projeto e tem grande importância, pois aproxima a entidade e os produtores, além disso mostra os avanços tecnológicos em Mato Grosso e Brasil. Queremos a cada ano ampliar este projeto e aperfeiçoar as análises”.

DIMINUIÇÃO ÁREA

Segundo o gerente técnico da Aprosoja-MT, Luiz Nery Ribas, as propriedades rurais foram visitadas aleatoriamente. Nas visitas foram encontradas situações de lavouras sem plantio, começadas e paradas por conta do clima.

Nery comenta que 0,32% dos produtores de soja optaram por começar o plantio em novembro, mais precisamente entre os dias 16 e 30. “Tivemos casos de produtores, que por conta do clima decidiram não plantar a soja para plantar o algodão, cuja semeadura começa em dezembro.
Conforme Nery, a área de plantio da soja em Mato Grosso teve uma redução de 1,1% (100 mil hectares) este ano. “Essa redução está ligada a essa desistência do plantio de soja”, explica.

19 de junho de 2010

ARTIGO

Política e Seleção Brasileira

Viviane Petroli*

É época de Copa do Mundo e eleições. O País todo está mobilizado, no momento mais pelos jogos do que pela decisão de em quem votar, mas isso não vem ao caso no momento. A questão é o quanto a política brasileira tem se intrometido em nossa seleção.

Isso chamou a atenção de todos quando o técnico Dunga escalou os jogadores para a Copa do Mundo na África do Sul. Recebeu inúmeras críticas por parte dos brasileiros, porém inacreditável mesmo foram as duras críticas que personalidades da política brasileira jogaram encima daquele que tem a voz sobre a seleção do Brasil.

Só porque não convocou Neymar e Ganso, jogadores do Santos, Dunga foi malhado por Lula, Dilma e companhia limitada. Oras bolas, quem faz a seleção é o técnico. A escolha é dele. Se ele preferiu escolher jogadores mais experientes o problema é dele, sem contar que os jogadores que lá estão fizeram por merecer.

Se Dunga não convocou os dois meninos da Vila, foi por achar que ainda são “crus”, pode-se dizer assim. Se não convocou Adriano e Ronaldo Gaúcho foi por ver que eles não estavam mais jogando como deveriam e nem como jogavam antigamente.

O estranho é ver como nossos políticos gostam de se intrometer e tentar influenciar uma decisão que não é deles. A CBF que é a CBF não se intromete tanto assim. Será que os demais países também se intrometem? Isso eu não sei, ainda não percebi. Só sei que, perdendo ou ganhando esta Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a escolha de Dunga é dele. Ele sabe o que faz. A única coisa que falta pra seleção brasileira melhorar é os jogadores pararem de achar que estão por cima e baixar um pouco a bola, serem mais humildes. Antigamente, na época de Pelé e Garrincha, os jogadores não ganhavam todo esse dinheiro que hoje ganham, porém jogavam com fome de bola, com gana e garra.

*Artigo publicado nas versões impressa e online do Jornal Circuito Mato Grosso