9 de dezembro de 2007

FÉRIAS

E agora? Acabaram as aulas.

As férias escolares chegaram e a criançada precisa gastar as energias. Em Cuiabá existem várias opções para aproveitar o tempo.

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Dezembro e janeiro são os meses em que os pais mais entram em pânico. pelo simples fato de ser o período de férias mais longo. São dois meses onde crianças e adolescentes acumulam energia e não sabem como gastá-la, enlouquecendo assim seus pais.


Alguns pais acabam optando por matricular os filhos em cursos de férias, outros resolvem sair para viajar, muitos por outro lado preferem que seus filhos curtam algo cultural, conheçam alguns pontos da cidade ou até mesmo participem de colônias de férias.

Conforme Melina Costa, da central de atendimento do Sesi Park, para este período de férias está previsto uma semana de ‘Colônia de férias’ no mês de janeiro. “Muitos pais estão ligando para saber desta atividade e informamos que será em janeiro, pois ainda não temos definido a data, mas é certeza que acontecerá.”, diz.

A atendente ainda conta que no mês de julho foram realizadas, durante a Colônia de férias, atividades nas piscinas, apresentação de teatro no último dia para os pais e também as crianças chegaram a acampar, de um dia para outro, participando de seções de cinema.

Zoológico
Localizado dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Zoológico de Cuiabá é aberto às visitações de terça-feira a domingo, inclusive feriados, das 7h às 17h. Nele os visitantes podem admirar belas aves encontradas no cerrado mato-grossense, cobras, mamíferos como onça pintada, jacarés (inclusive a espécie Albina), tartarugas e jabutis entre outros animais. Entrada gratuita.


Horto Florestal
Para quem gosta de caminhar em meio à natureza, o Horto Florestal de Cuiabá, localizado na região do Coxipó, é uma boa opção. É aberto de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, para visitas escolares e para o público em geral. Aos domingos o portão lateral fica aberto para a população e há guardas fazendo ronda. Entrada gratuita.


Museu Rondon (Índio)
Também localizado na UFMT, próximo às piscinas da Universidade, o museu Rondon é aberto às segundas-feiras das 13h30min às 17h30min e de terça-feira a sábado das 7h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min. Já aos domingos das 9h às 16h. No museu estão expostas várias fotos de etnias indígenas do Estado e materiais utilizados no dia-a-dia dos índios. A entrada é gratuita.


Cinema
Vários filmes destinados às crianças estão em cartaz neste fim de ano. A maioria se divide em três classificações: livre, 12 e 14 anos. Num dos cinemas da capital pode-se encontrar Deu a Louca na Cinderela, Encantada, A loja mágica de brinquedos e Bee Movie: a história de uma abelha - como classificação livre.


Para um público um pouco maior (classificação 12 anos) Leões e Cordeiros, além de Um verão para toda vida, com Daniel Radcliffe (Harry Potter). Com classificação 14 anos A Lenda de Beowulf e 1.408.

Para o mês de janeiro estão previstas as estréias de ‘Alien vs Predador’ e ‘Eu sou a lenda’, com Will Smith. No dia 01 de fevereiro estréia para a criançada ‘Meu mostro de estimação’ (do mesmo produtor de As Crônicas de Nárnia). Os cinemas são abertos a partir das 13h.

Sesi Park
Aberto de quinta-feira à domingo, das 9h30min às 17h30min, o Sesi Park é um ótimo divertimento para a criançada. Para o período de férias o local estará realizando no mês de janeiro uma semana de Colônia de Férias com várias atividades nas piscinas. Durante a colônia de férias as crianças ganham lanche e a camiseta da Colônia de férias.


Sesc Arsenal
Para o período de férias escolares o Sesc Arsenal preparou o ‘Jardim de História’ e a ‘Sessão Pipoca’ especial de férias aos finais de semana com entrada gratuita. O Jardim de História é realizado aos sábados no jardim do próprio Sesc Arsenal às 16h30min. Já a Sessão Pipoca conta com filmes de curta e longa metragem com direito à distribuição de pipoca ao final das sessões. Para o mês de dezembro a programação de filmes infantis, que são exibidos às 17h no sábado e domingo, conta com O Cavalinho Azul, Castelo Rá-tim-bum, Histórias de Oscar Wilde e As Bicicletas de Betleville.

PERFIL

Um cuiabano de sucesso na Europa

“Eu ganhei alguns bons prêmios, mas o que mais me incentivou foi o prêmio da ‘Arts and Humanities Research Board’”.

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Luiz Marchetti este é o nome do cineasta e diretor de televisão e teatro que nasceu em Cuiabá e vem fazendo sucesso com seu trabalho no Brasil e no exterior. Aos 40 anos possui profissionalização como ator pela Casa de Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, além de ser bacharel em Belas Artes com especialidade em filme e vídeo na Central Saint Martins, em Londres e mestrado em Design para Mídia - Artes na Universidade de Westminster, em Londres.


Desde que se formou em 1988, Luiz Marchetti, já realizou vários trabalhos em diferentes ângulos das artes cênicas. “Que eu me lembre são oito curtas em película de cinema, dois vídeos, narrativas de média metragem que foram apresentados no Lux Cinema em Londres, uma espécie de Cine Itaú aqui no Brasil, fiz trabalhos de direção de Vídeo Dança para o The Place Theatre em Londres, documentários em diversos temas e várias obras de teatro no Rio, em Barcelona, em Londres e em Cuiabá. Isso tudo sem contar instalações de multimídia para galerias e mostras de arte”.

Marchetti viveu na Europa quase 20 anos onde teve alguns de seus trabalhos premiados, assim como aqui no Brasil e especialmente em Cuiabá. “Este mês faz um ano que estou morando aqui onde nasci e já ganhei dois prêmios, um da Secretaria de Cultura do Estado no 24◦ Salão Jovem Arte Mato-Grossense, com ‘A Poética dos Pequenos Furtos’ e outro no ‘Cuiabá cidadearte’da prefeitura de Cuiabá”. Mas de todos os prêmios o que mais o incentivou foi o prêmio da Arts and Humanities Research Board, que foi um prêmio pela pesquisa ‘Adaptação de obra literária para obra cênica contemporânea popular’ o qual, segundo ele, seu mestrado foi financiado.

O gosto pela arte
Marchetti acredita que seu gosto pela arte veio através do incentivo dos pais. Seu pai, Geraldo Marchetti, era muito envolvido com o carnaval de Cuiabá e sua mãe, Wanda Leite Marchetti, participava de Saraus Culturais com Silva Freire, Dunga Rodrigues e Gentil Bussiki, além de recitais. “Assim, espelhando-me no que assistia em casa, no Liceu Cuiabano eu fazia teatro, mais adiante com Gilberto Nasser fundamos o Grupo Anima na então Escola Técnica. Este foi o inicio. Hoje eu vivo, respiro e penso 24 horas com uma consciência de representação, pensando sempre na ideologia da cena, demasiadamente atento com o som e a luz que nos cerca”.

Exposições
Durante os quatro anos em que viveu em Barcelona, Marchetti, participou de várias performances em galerias. Participou também da Bienal de Londres com o curta “Filme número seis” que trouxe para Cuiabá e que pagou ao Cine Goiabeiras, na época, para projetar o curta aos cuiabanos. Ainda na Bienal de Londres participou com ‘Razões para sair e razões para ficar’ em uma catedral no leste de Londres. Em Liverpool participou da Bienal no Saguão da América do Sul com ‘Promoção!’ e na Century Gallery, centro de Londres, apresentou “Brasil 500”, em comemoração aos 500 anos do país. “Eu acredito que exposições de arte ainda sejam os espaços de maior liberdade de expressão e de inventividade da mente humana. Na Inglaterra, qualquer saleta ou galpão ganha uma iluminação e atenção para logo se converter numa galeria de arte contemporânea, investindo na arte educativa dos jovens, questionando uma cultura perigosamente burra e materialista que assola a televisão, o rádio, os eventos populistas e a mídia em geral. É algo que sinto muita falta em Mato Grosso”.


Durante sua estada em Londres realizou algumas curadorias, onde misturava literatura com vídeo e documentários média metragem. Já no Brasil, através do patrocínio do Banco do Brasil, realizou UK Brutal, mostra de cinema arte do Reino Unido no Centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília.

Trabalhos fotográficos
Marchetti já colaborou algumas vezes como fotógrafo para o Jornal El Pais de Madri, revista B-Guided de Barcelona e, atualmente, colabora com a revista de moda e música Dazed and Confused de Londres.

‘A poética dos pequenos furtos’
Pela primeira vez está sendo apresentada no 24º Salão Jovem Arte-Mato-Grossense a obra ‘A poética dos pequenos furtos’, onde Marchetti mostra através de um documentário todo feito em película 16mm de cinema para projeção em galeria de arte. Segundo Marchetti, ele apresenta neste documentário “oito ladrões de verdade, ladrões de pequenos furtos, que re-apresentam (atuam) para a câmera suas apropriações”. Para este trabalho contou com a colaboração da banda Vanguart, da cantora Cibelle e do músico Matti-Kallioinen.


Espetáculo Festival Siminina 2007
No último dia 30, dirigiu o espetáculo teatral Festival Siminina com várias crianças cantando e dançando no Teatro da UFMT. O espetáculo foi patrocinado pela Petrobrás e pela Brasil Telecom.

BELEZA

Vaidade masculina se iguala à feminina

A cada dia que passa, os homens procuram mostrar que também podem ser mais vaidosos assim como as mulheres.

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Salão de beleza, clínica de estética, cirurgias plásticas e academia não são mais restritos ao público feminino. Os homens, atualmente, buscam meios para cuidar de sua beleza e bem-estar invadindo o que até ontem era apenas o espaço das mulheres.


Foi-se o tempo que os homens apareciam no salão de beleza só para cortar cabelo e aparar a barba e o bigode. Hoje para eles salão também é manicura, pedicura e tintura.

Atualmente a indústria de cosméticos passou a investir mais no sexo masculino. Em lojas especializadas, supermercados, farmácias o universo masculino pode encontrar uma infinidade de produtos. As linhas vão desde os tradicionais cremes de barbear, loção pós-barba a esmalte-base para unhas e esfoliantes para o rosto.

De acordo com o empresário, Edyllon Atanazio, a procura do público masculino por salões e clínicas de estética vem crescendo a cada dia. “Os homens estão cada vez mais nos procurando, principalmente aqueles que malham. Procuram também cremes para modelar os cabelos, manicura, pedicura, produtos em geral”.

Tem aumentado a procura por limpeza de pele, remoção de rugas, depilação a laser, estética facial e corporal. “A faixa etária dos nossos clientes varia dos 15, 20 até 60 anos. Eles estão se preocupando mais com o seu bem-estar”, diz a proprietária de clínica estética, Andréia Coelho.

Timidez masculina
Apesar de tudo, os homens ainda sentem dificuldade em assumir que gostam de se cuidar. “Ainda é uma procura tímida. As mulheres ainda são as que mais se cuidam, mas isto está sendo quebrado. Sinônimo de homem que se cuida, que gosta de estar bem consigo mesmo, não é ser homossexual.”, conta Simone Maria Silva, da Oficina Masculina.


Quebra de tabu
Prova de que este tabu aos poucos está sendo combatido é Dieggo Bruno Pio da Silva, que há quase um ano foi declarado Mister Mato Grosso e concorreu ao Mister Brasil em janeiro, em Curitiba.


Aos 22 anos Dieggo, que é estudante de Direito, assume ser extremamente vaidoso. “Acho que o século XXI exige isso. Procuro estar sempre com unhas feitas, cabelo cortado, estar na moda”.
Dieggo conta ainda que hoje os homens são mais vaidosos. “Meus amigos também são vaidosos. Acredito que ainda há uma certa brincadeira com relação à vaidade masculina, mas o mercado de trabalho exige isso. A aparência é a primeira impressão que fica.”


Outro exemplo é o do diretor de planejamento de uma empresa, João Tadeu Saab, que aos 49 anos não se considera tão vaidoso quando o quesito é se vestir, mas quando o assunto é cabelo, barba, bigode e unhas a vaidade aparece. “É uma questão de higiene também. Passo tinta no bigode, faço as unhas e só não dou coloração ainda aos meus cabelos porque os brancos ainda não me incomodam, mas a partir do momento que me sentir incomodado passarei a pintá-los sem problema algum”.

O que é metrossexual?
Metrossexual é o termo usado para homens heterossexuais que buscam cuidar de sua saúde e bem-estar, além de preocuparem-se com sua aparência. A palavra metrossexual vem da junção das palavras metropolitano e heterossexual. Este termo surgiu em meados dos anos 90.
A exemplo de homens que se cuidam e são considerados metrossexuais assumidos pode-se citar o jogador de futebol David Beckham, o cantor e apresentador Ronnie Von, o ator americano Brad Pitt, o empresário brasileiro Álvaro Garnero e o publicitário Roberto Justus.


Confira a média de quanto custa para ficar mais bonito
Limpeza de Pele - R$ 100,00
Depilação a Laser - R$ 80,00 a R$ 600,00
Corte de Cabelo - R$ 25,00
Massagem - R$ 60,00 a R$ 120,00
Manicura - R$ 15,00
Pedicura - R$ 12,00

VIAGENS

Aeroporto passará a fazer vôos internacionais

Aeroporto Internacional Marechal Rondon passará a realizar vôos internacionais para a Bolívia três vezes por semana, a partir de maio de 2008.

VIVIANE PETROLI
Especial para Circuito Mato Grosso


Aeroporto Internacional de Cuiabá passa a integrar o Sistema Mundial de Vôos Internacionais, realizando vôos diretos para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo do Estado de Mato Grosso (Sindtur), Oiran Ferreira Gutierrez, esses vôos começarão em maio de 2008.

Os vôos serão realizados três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira) com conexões imediatas em Santa Cruz de La Sierra para Madri e Miami. “Como Cuiabá é o centro da América do Sul irá ficar, quando houver vôo direto, mais ou menos 2h15min das praias do Pacifico. Cuiabá passará a ser um hub (polo distribuidor), pois vários outros Estados passarão por aqui desafogando assim os aeroportos de São Paulo e diminuindo o tempo de espera”, diz Gutierrez.

De acordo com o presidente do Sindtur, a escolha por conexões em Santa Cruz de La Sierra se deve ao fato dessa cidade ser uma São Paulo da Bolívia. Ele ainda diz que o Aeroporto Viru-Viru de Santa Cruz é um excelente aeroporto para estes tipos de vôos. “Será muito mais barato desta maneira tanto financeiramente quanto na questão do tempo de espera nos aeroportos, hoje, por exemplo, se a pessoa pegar um vôo em Cuiabá às 23h e com conexão imediata em Santa Cruz, que é uma hora a menos que Cuiabá chega a Miami por volta das 05h30min do dia seguinte, coisa que através dos aeroportos de São Paulo demoraria mais”, explica.

Aerosur será responsável pelos vôos
Os vôos que sairão de Cuiabá com destino a Santa Cruz de La Sierra serão realizados pela companhia aérea Aerosur, que possui parceria com vôos que saem da Bolívia para outros países.São aeronaves 737-200 com capacidade para 108 passageiros, sendo 16 lugares destinados à classe executiva e 92 à classe econômica.


Setor acredita em incremento do turismo
Com a entrada de Cuiabá nesta rede mundial de vôos facilitará também a questão do Turismo no Estado de Mato Grosso, pois conforme o presidente do Sindtur Oiran Gutierrez, geralmente as pessoas que vêem de países como o Japão, Espanha, Itália para a América do Sul costumam visitar mais de um país. “As pessoas quando forem fechar seus pacotes veriam que Cuiabá está na rota e que não sairá tão caro se resolverem visitar o Pantanal, desta maneira, não terão de passar pelo Rio de Janeiro ou São Paulo”, conta.O presidente do Sindtur ainda diz que quando ainda existia a companhia aérea Varig, ela vendia Cuiabá em seus pacotes, ou seja, havia vôos que saiam de Cuiabá, com conexão em São Paulo, para países como o Japão. “Por isso o turismo no Estado caiu, não há mais vôos internacionais aqui. A reinternacionalização do aeroporto foi protuberante para esse avanço de Cuiabá entrar para o Sistema Mundial de Vôo.”, conclui

15 de novembro de 2007

Palavrinha Minha

Salve, salve galeraaaa mais um feriadão prolongado chegou para alegria dos que necessitam de um merecido descanço. Bom pelo menos onde moro o feriado irá durar quase uma semana, porque temos o feriado de Zumbi dia 20 e como o governo e o município decidiram voltar a funcionar somente na quarta-feira (21) folga prolongada no jornal também. Hehehe Mas nós merecemos, pois ralamos até para conseguir fechar o jornal toda semana, principalemnte está semana que tivemos somente dois dias para escrever as matérias e entregar na quarta-feira para o diagramador. Ufaaa a correria foi grande mas conseguimos, né meninas???

Bom já escrevi demais por aqui. Espero que curtam algumas das matérias que sairam na edição desta semana no jornal e que curtam muito o feriado e o fim de semana. Sendo assim fico por aqui.

Bjim Bjim Xau Xau










PIRACEMA

Época de desova já atinge mercado pesqueiro

Com a chegada da Piracema vendas de peixes de rio caem, barcos de pesca ficam atracados e pescadores passam a receber seguro desemprego

VIVIANE PETROLI
Especial para Circuito Mato Grosso

Do dia 1 de novembro de 2007 até 29 de fevereiro de 2008 a pesca está proibida no Estado de Mato Grosso e infrator que for pego infringindo a lei, pode ser multado em até R$ 100 mil e ser preso por até três anos.

Conforme o presidente da Colônia de Pescadores Z-1 de Cuiabá, Sixto Rodrigues, o estoque de pescado varia de acordo com o pescador, comerciantes e restaurantes. O Mercado do Porto, por exemplo, já funciona de forma precária com o início da temporada, sendo vendidos somente peixes estocados e de tanque.

Segundo o pescador e comerciante, Antônio Alves, o estoque de peixe está muito baixo devido ao período de chuvas começarem junto com a Piracema.

Seguro desemprego
Aproximadamente 900 pescadores serão cadastrados este ano para receber o seguro desemprego durante os quatro meses de piracema. Este seguro é de um salário mínimo, ou seja, é de R$ 380,00. “Alguns pescadores, durante esta época, fazem alguns bicos. Trabalham como auxiliar de pedreiro, pintor, carpem quintal para ter uma renda a mais que o seguro desemprego”, diz Sixto Rogrigues.

Exemplo disso é Antônio Alves que, nesta época, passa a trabalhar com seu irmão numa mecânica. “Tenho uma vaga noção de mecânica, então eu ajudo meu irmão”.

Pesca liberada
Somente a pesca de subsistência (barranco) é liberada durante a piracema. Neste tipo de pesca pode-se pescar até 3quilos/dia ou um exemplar de qualquer peso, estando na medida permitida. “Vale lembrar que este peixe é para consumo próprio e não para comercialização”, lembra Sixto.

Fiscalização

De acordo com o coordenador de fiscalização da pesca da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marcelo Cardoso, já está sendo executado o planejamento de fiscalização em todo o Estado de Mato Grosso. Ao todo, em Cuiabá, quatro equipes estão atendendo a região fluvial e duas equipes estão fazendo a vistoria de estoque de pescado.
Já no interior são dois postos em Barão de Melgaço e um posto em Nobres. O restante do Estado são as diretorias regionais, em conjunto com a Polícia Militar, que fazem a fiscalização.
Segundo ele, ainda em Cuiabá, o setor de pesca conta com oito policiais militares e oito funcionários da Coordenadoria de Unidade e Conservação para a fiscalização e vistorias.

Alguns pescadores são contra a Piracema
A Piracema é uma época onde a pesca profissional, amadora e turística é proibida nas regiões da Bacia do Amazonas, Araguaia e Paraguai, sendo somente liberada a pesca de subsistência. Neste período os peixes sobem os rios para desova.

Mas há quem é contra este período. É o caso de Antônio Alves pescador registrado há 20 anos. Ele é a favor da Piracema, desde que ela seja liberada para o profissional devidamente cadastrado e continuando proibida para o amador e turista. “Acabando a Piracema para o profissional ele seria obrigado a se tornar um fiscalizador sob pena de reclusão sem financiamento com prazo determinado. Com o fim da Piracema para o profissional o seguro desemprego seria suspenso, acabando assim com a mordomia de alguns que nem pescadores são”, diz Antônio Alves.

Ele ainda conta que pescador, comerciante e comprador, da mesma maneira, deveriam ser punidos por irregularidades.

Mas o que seria o pescador profissional fiscalizador?

Antônio Alves explica que o pescador profissional fiscalizador seria aquele que registraria, no órgão competente, alguma irregularidade que visse durante a pesca, como por exemplo, algum outro pescador pescando de forma errada, usando rede. “Para esse pescador profissional se tornar um fiscal, ele deveria registrar, quando necessário, uma queixa no órgão fiscalizador competente, o que está acontecendo no rio ou onde ele esteja pescando, ficando assim munido do número do protocolo registrado como meio de defesa dele para não ser detido também como predador.”

CULTURA

Cururu e Siriri sob nova direção

Os grupos de Siriri e Cururu do nosso Estado podem contar com a Federação mato-grossense de Cururu e Siriri do Estado de Mato Grosso, para a realização de eventos e buscar ajuda para levar a cultura a outros lugares.

VIVIANE PETROLI

Domingas Leonor da Silva, “Dona Domingas”, é a primeira presidente eleita da Federação mato-grossense de Cururu e Siriri do Estado de Mato Grosso. De acordo com a presidente da Federação a Instituição existe há muito tempo, mas somente neste ano foi realizada a primeira eleição.


Com o nome de “Preservação da Cultura”, chapa única, a Federação hoje possui registro em cartório e CNPJ. “Depois que a Federação foi concretizada, a procura de grupos para filiação aumentou. São grupos do Estado todo. Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Água Fria (próximo a Chapada dos Guimarães), Cáceres, Santo Antônio do Leverger, entre outros municípios de Mato Grosso”. Hoje estão filiados ao todo 32 grupos. Destes 28 são de Siriri e 4 de Cururu.

Dona Domingas, além de ser presidente da Federação, trabalha na Secretária Municipal de Cultura como uma das gerentes e ainda é presidente do grupo de Cururu e Siriri “Flor Ribeirinha”. Ela conta que até o momento já foram realizados seis festivais de Cururu e Siriri na região do Porto e dois seminários que antecedem os festivais. Nestes seminários são realizadas oficinas de confecção de figurino, confecção de instrumentos musicais (viola-de-cocho, ganzá e mocho), oficinas de danças e também de canto e voz.

Projetos da Federação
Conforme Dona Domingas, até o momento, a Federação possui somente um projeto. “Agora é que será montado o primeiro projeto que será para ajudar a Federação e aos grupos. A nossa maior parceria é a Secretaria Municipal de Cultura”.
Este projeto tem como finalidade angariar fundos para o próximo Festival de Cururu e Siriri que será realizado em 2008.


Convites para apresentações fora do Estado
Alguns Estados como São Paulo, Minas Gerais e Ceará já puderam conferir o folclore mato-grossense de perto, além de países como Portugal. Segundo dona Domingas há possibilidade de uma apresentação, sem data, no Japão.


Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Para o ano de 2007, a Secretaria Estadual de Cultura designou R$ 50mil para o Festival de Cururu e Siriri realizado no mês de agosto. Com este valor foram comprados figurinos para os grupos, confeccionados novos instrumentos e a realização de todo o Festival.
“Quem quiser ajudar a Federação é sempre bem-vindo. Nós precisamos de ajuda para levantar ainda mais a nossa cultura que é tão linda. Hoje está muito difícil sem esta ajuda da população, da secretária de cultura do município e do Estado”, diz dona Domingas.


O que é Cururu?
O Cururu é formado de danças rodeadas e toadas. Somente os homens podem participar e suas músicas são tocadas na viola-de-cocho, no adufe e no ganzá. A viola-de-cocho, no Cururu, possui cinco cordas duplas.


O que é o Siriri?
Siriri já é diferente do Cururu. Nele homens e mulheres dançam em fileiras e roda, respondendo ao que a música pede. Suas músicas são cantadas ao som da viola-de-cocho, do ganzá e do tamburi. O Siriri de roda possui coreografias simples, danças em movimentos de rodas ao pares e os dançarinos tocando com as mãos palmadas, dos outros dançarinos da roda, da esquerda para a direita. O Siriri de fileira é organizado em duas fileiras, uma de frente para outra (homens de um lado e mulheres de outro).


Conheça alguns dos principais grupos de Cururu e Siriri do Estado de Mato Grosso:
Grupo Renascer do Valo Verde (Santo Antônio do Leverger), Grupo Pattucha (Chapada dos Guimarães), Grupo Flores do Cambambi (Chapada dos Guimarães), Grupo Siriricando (Coxipó do Ouro), Grupo Renovação (Varginha), Grupo Flor do Campo (Coxipó e Parque Ohara), Grupo Pico da Prata (Santo Antônio do Leverger) e Grupo Flor Ribeirinha (comunidade de São Gonçalo).

NATAL

Adornos e enfeites chegam nas vitrines

VIVIANE PETROLI

Árvore, pisca-pisca, bolinha, anjinho, festão, guirlandas e presépios são alguns dos adereços utilizados na decoração do período natalino, além do Papai Noel e suas renas.


Com a chegada das festividades de fim de ano chegam também o aumentos nas vendas e empregos temporários.

De acordo com a vendedora, Joelma Kriger, a loja costuma, nessa época, fazer contratações temporárias para melhor atender aos clientes.

Decoração varia de acordo com o gosto do cliente
A decoração de uma árvore natalina, por exemplo, varia de R$ 50,00 até R$ R$ 1.200,00. Nestes valores englobam o tamanho da árvore e os tipos de enfeites. Segundo o gerente de uma loja de decoração, Albano Bezerra, no ano passado uma cliente comprou uma árvore e pediu que a decorassem com bichinhos de pelúcia natalinos e esta árvore chegou a custar R$ 1.200,00. “A decoração e o tamanho da árvore varia de acordo com o cliente, do seu gosto e de seu bolso”.

Uma árvore decorada com requinte, de tamanho médio, pode chegar até R$ 1.500,00.

Showroom
Em uma loja na Avenida do CPA funciona, durante todo o ano, um departamento específico de Natal, ou seja, os produtos natalinos são vendidos o ano todo, apesar das vendas serem maiores nas proximidades da festividade. “A procura por produtos começa mesmo em outubro”, diz a vendedora Joelma Kriger.

Para isso a loja montou um showroom especifico com produtos de decoração para o Natal. São peças que servem tanto para o consumidor final, quanto para os comerciantes fazerem a decoração das lojas, como para locação.

Natal 2007
Tanto o vendedor de uma loja de variedades, Jonailton Alves Corrijo, quanto Joelma Kriger dizem que o Natal de 2007 será como o de 2006, ou seja, cheio de brilho. “Como no ano passado, o Natal está cheio de lantejoulas, glitter e pedrarias, sem contar nos pisca-piscas, bolas e festões”, conta Joelma.

3 de novembro de 2007

Palavrinha Minha

Salve, salve galeraaaa voltei mais uma vez. Hehehehe. Feriadão prolongado bom demais esse, né?


Bom gente passei rápidinho para atualizar aqui e desejar um marvilhoso fim de semana. Sendo assim vou ficando por aqui.



Bjim Bjim Xau Xau e obrigada pelos mais de 5.450 acessos.

2 de novembro de 2007

ENTREVISTA

“Não cabe a mim me avaliar como líder de Governo”.

VIVIANE PETROLI

Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, o deputado estadual Mauro Savi (PR), afirma que sua permanência como líder de governo na Assembléia Legislativa, cabe ao governador Blairo Maggi. Essa possibilidade surgiu com a dificuldade de relacionamento verificada entre a AL e o Governo.

CMT – Recentemente o senhor, juntamente com o deputado federal Wellington Fagundes, esteve com o Ministro das Cidades, Márcio Fortes, para reivindicar recursos do PAC para outros onze municípios. O senhor acredita que estes municípios conseguirão esses recursos?

MV – Com certeza, teve esses quatros municípios maiores e agora, automaticamente, o Programa vai atingir outros municípios com menor população. Nós conversamos também sobre o FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social), aonde foi inserido uma série de municípios como Campo Verde, Sorriso. Pedimos ao Ministro na abertura do outro projeto, que abre dia 5 de novembro, a inclusão desses municípios que têm os investimentos aportados. É o caso de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Mirassol D’Oeste, Campo Verde, Sorriso que estão recebendo investimentos de grande ordem de empresas como Sadia, Perdigão, Bondio, Friboi, Bertin, em Diamantino. Apesar disso têm carência de infra-estrutura de habitação, escola, casas, educação e saúde. A demanda tem aumentado muito e o município e o governo do Estado conseguem acompanhar. Haja vista que Lucas do Rio Verde está gerando cinco mil empregos automaticamente. Isso significa, basicamente, três a quatro mil famílias que não têm onde morar. Nada mais justo do que o Governo entrar nessa posição, juntamente com o governo federal, para fazer com que estas coisas aconteçam.

CMT – O que o Estado pretende fazer para que estes municípios recebam recursos do PAC?
MV- Parcerias. A palavra de ordem hoje do governo federal é “parcerias”. Temos uma série de municípios inadimplentes, como temos também uma série de municípios que estão aptos a receber este recurso e cabe ao governo do Estado fazer o que fez com Cuiabá e Várzea Grande. Ajudando para que estes recursos venham. Tivemos também do Ministro uma condição até alarmante, que 95% dos municípios não têm projeto hoje no Ministério das Cidades. Avisamos aos Prefeitos para que eles se insiram nesse projeto dia 5 de novembro, que é quando vai ocorrer o fechamento deste programa, para que eles sejam analisados pelo Ministro.


CMT – Como o senhor avalia o relacionamento do poder legislativo com o poder executivo?
MV – Nosso trabalho é fazer com que esses relacionamentos sejam cada vez mais próximos. Temos problemas, lógico que temos. Problemas pontuais, problemas às vezes de partidos, mas cabe a nós trabalharmos, diuturnamente, para que essas pendências sejam sanadas e que a harmonia impere entre os poderes. Seja o legislativo, seja o executivo bem como o judiciário.


CMT – Como o senhor avalia o desempenho do legislativo à frente das CPI’s? Isso seria uma forma de retaliação junto ao executivo?
MV- CPI’s se entende de uma série de formas. Uma delas é a questão técnica, que nós tentamos, como membros da CPI da Sema, pautar encaminhamento técnico. Infelizmente, às vezes, ela descamba para o lado político, o que não é ruim só para os parlamentares como para a sociedade. Não é o intuito dos parlamentares, dentro de uma CPI, que significa Comissão Parlamentar de Inquéritos descambar para a política, mas tem que ser respeitado. Todos aqui têm o mesmo direito de voto, somos 24 no colegiado, uma série de partidos, uma série de localidades, de regiões aonde tem que se ter respeito a todos. Temos aí uma suposta criação de uma nova CPI. Entendemos a questão de todos os parlamentares no que diz respeito à fiscalização. Agora também temos que entender que, com os investimentos aportados hoje no Estado de Mato Grosso, há uma preocupação muito grande, porque como nós não temos a logística nesse Estado, que seja ela próxima aos grandes centros, temos que ter mais incentivos e nesse ponto o Governo tem trabalhado. Agora nos preocupa qual é a reação desses investidores, desses empresários em cima de uma posição dentro do governo do Estado de Mato Grosso.


CMT – Atualmente o senhor é líder de Governo. Como o senhor avalia a sua atuação?
MV – Sou líder de Governo há três anos. Eu passei o mandato na reeleição do Blairo Maggi como líder do Governo. A minha avaliação tem que ser feita por quem me confiou o cargo, que é o Governador. Líder de governo na Assembléia é um cargo de confiança do Governador. É uma pessoa que tem um trânsito um pouco mais aprimorado entre os pares, que tem um jogo de cintura, de maleabilidade com uma série de encaminhamentos aqui na Assembléia, seja em projetos, seja em vetos, em posições dentro do orçamento, dentro da LOA, do PPA aonde você tem que fazer não só o jogo do governo, mas fazer com que o deputado parlamentar tenha essa resposta dentro da parte técnica das secretarias. E cabe ao deputado Mauro fazer com que os secretários ou a parte técnica das secretarias, pautada a matéria, venham aqui explicar ao deputado. E a questão de avaliação não cabe a mim me avaliar. Eu tenho a convicção de que pela minha permanência, não só no primeiro mandato, como no segundo, sou bem avaliado pelo governador e pela equipe de governo.


CMT – Há boatos de que o deputado deixará o cargo de líder de governo, é verdade?
MV – Não. Não são boatos. Isso circulou pela imprensa devido a uma discussão minha com o secretário (de Fazenda, Waldir Teis) e isso faculta a mim como faculta a ele a discordar de alguns pontos. Eu discordei de alguns pontos dele e ele discordou de alguns pontos meus. O que eu sempre faço e fiz desde o meu primeiro mandato, que é só de um ano como líder, é colocar o meu cargo à disposição do Governador na livre escolha dele. Temos aí se aproximando um pleito eleitoral e uma série de partidos que estão na base hoje, temos partidos que vieram para a base há pouco tempo, no caso do PT, cabendo a ele a minha permanência ou não. A minha obrigação como parlamentar, como parceiro deste governo, como base aliada é colocar o meu cargo à disposição dele para não dar constrangimento nenhum na sua decisão.