8 de fevereiro de 2008

FRATERNIDADE

Aborto é tema principal da campanha

Igreja Católica tem como tema da Campanha da Fraternidade de 2008 a Fraternidade e Defesa da Vida com lema “Escolhe, pois, a vida” (Dt. 30,19)

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Para Vigário Geral, Deusdedit Monge de Almeida, o que levou a Igreja Católica a escolher o tema “Fraternidade e Defesa da Vida” para a Campanha da Fraternidade de 2008, foi a ameaça de vida desde a sua concepção até a fase final que o ser humano vem sofrendo nos dias de hoje.


“A Igreja quer respeito pelo valor sagrado da vida, desde a sua concepção até o seu declínio. Isso serve tanto para a questão do aborto como para as experiências cientificas com embriões”, diz o Vigário. Conta ainda que a Igreja Católica condena as experiências de célula-tronco com embriões humanos, por ser um atentado com a vida.


Mas a discussão não é apenas a vida humana e sim a vida em geral, é “o nascer e o viver com dignidade humana”, explica o Vigário Deusdedit. Segundo ele há uma discussão em torno da campanha e a principal é a dignidade, tanto humana como animal ou a natureza, mesmo que a prioridade seja a vida humana.
Com relação à vida ambiental a Igreja quer questionar o desmatamento que vem ocorrendo nos últimos anos, principalmente no Estado de Mato Grosso.


Lançamento Campanha 2008
A Campanha da Fraternidade 2008 teve seu lançamento no último dia 06 de fevereiro, na Quarta-feira de Cinzas e será finalizada no dia 16 de março com a Coleta Nacional da Solidariedade, no Domingo de Ramos.


Escolha dos temas e lemas
Os temas sempre são escolhidos pela própria Igreja Católica, assim como os lemas que são retirados da Bíblia de acordo com o que o tema quer passar.
Para 2009 a Igreja escolheu o tema Fraternidade e Segurança com o lema “A paz é fruto da justiça”.


Origem da Campanha da Fraternidade
Em 2008 a Campanha da Fraternidade, no Brasil, comemora 44 anos de existência. Desde então seu lançamento tem ocorrido no período da Quaresma, que é o tempo de mudança da vida e de conversão, por causa da Semana Santa e da festa da Ressurreição.


A Campanha da Fraternidade foi tomada como uma iniciativa em 1961 por três freis, mas somente em 1964 veio a tornar-se pública.


Desde 1964 a Campanha da Fraternidade vem abordando diversos assuntos que chamam a atenção dos fiéis e algumas vezes acabam levando-os para fazer parte da comunidade cristã da Igreja Católica. “Antes era mais dirigida para dentro da Igreja, agora ela tornou-se mais sociável”, explica Desdedit.


Temas e Lemas da Campanha da Fraternidade
1964 – Igreja em Renovação – “Lembre-se, você também é a Igreja”
1965 –Paróquia em Renovação – “Faça de sua paróquia uma Comunidade de fé, culto e amor”
1966 – Fraternidade – “Somos responsáveis uns pelos outros”
1967 – Co-responsabilidade – “Somos todos iguais, somos todos irmãos”
1968 –Doação – “Crer com as mãos”
1969 – Descoberta – “Para o outro, o próximo é você”
1970 – Participação – “Participar”
1971 – Reconciliação – “Reconciliar”
1972 – Serviço e Vocação – “Descubra a felicidade de servir”
1973 – Fraternidade e Libertação – “O egoísmo escraviza, o amor liberta”
1974 – Reconstruir a Vida – “Onde está o teu irmão”
1975 – Fraternidade é Repartir – “Repartir o pão”
1976 – Fraternidade e Comunidade – “Caminhar juntos”
1977 – Fraternidade na Família – “Comece em sua casa”
1978 – Fraternidade no Mundo do Trabalho – “Trabalho e Justiça para todos”
1979 – Por um mundo mais humano – “Preserve o que é de todos”
1980 – Fraternidade no mundo das Migrações- Exigência da Eucaristia – “Para onde vais?”
1981 – Saúde e Fraternidade – “Saúde para todos”
1982 – Educação e Fraternidade – “A verdade vos libertará”
1983 – Fraternidade e violência – “Fraternidade sim, violência não”
1984 – Fraternidade e vida – “Para que todos tenham vida”
1985 – Fraternidade e fome – “Pão para quem tem fome”
1986 – Fraternidade e terra – “Terra de Deus, terra de irmãos”
1987 – A Fraternidade e o menor – “Quem acolhe o menor, a Mim acolhe”
1988 – A Fraternidade e o negro – “Ouvi o clamor deste povo!”
1989 – A Fraternidade e a comunicação – “Comunicação para a verdade e a paz”
1990 – A Fraternidade e a mulher – “Mulher e Homem: imagem de Deus”
1991 – A Fraternidade e o mundo do trabalho – “Solidários na dignidade do trabalho”
1992 – Fraternidade e juventude – “Juventude – caminho aberto”
1993 – Fraternidade e moradia – “Onde moras?”
1994 – A Fraternidade e a família – “A família, como vai?”
1995 – Fraternidade e os excluídos – “Eras tu, senhor?”
1996 – A Fraternidade e a política – “Justiça e paz se abraçarão!”
1997 – A Fraternidade e os encarcerados – “Cristo liberta de todas as prisões”
1998 – Fraternidade e educação – “A serviço da vida e da esperança”
1999 – Fraternidade e os desempregados – “Sem trabalho... Por quê?”
2000 – Dignidade humana e paz – “Novo milênio sem exclusões”
2001 – Campanha da Fraternidade – “Vida sim, drogas não”
2002 – Fraternidade e os povos indígenas – “Por uma terra sem males”
2003 – Fraternidade e as pessoas idosas – “Dignidade, vida e esperança”
2004 – Fraternidade e a água – “Água, fonte de vida”
2005 – Ecumênica – “Felizes os que promovem a paz”
2006 – Fraternidade e as pessoas com deficiência – “Levanta-te, vem para o meio”
2007 – Amazônia e Fraternidade – “Vida e missão neste chão”
2008 - Fraternidade e Defesa da Vida - “Escolhe, pois, a vida”

Tripegada

Música ajuda a tirar adolescentes da rua

Tripegada - este é o nome da banda de adolescentes do projeto Afro-Tripegada, criado pelos músicos Márcio Costa e Sérgio Revoluções, que promete agitar o carnaval na Capital

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Há oito anos os músicos Márcio Costa e Sérgio Revoluções criaram o projeto Afro-Tripegada. Mas as apresentações no carnaval começaram há apenas dois anos. Hoje o projeto reúne mais de 50 crianças e adolescentes entre 10 e 18 anos. Os componentes do projeto aprendem música e cidadania.

Dos 50 alunos o professor de percussão, Sérgio Revoluções, conta que 30 sairão este ano às ruas de Cuiabá para tocar no carnaval da cidade.

Instrumentos
São os próprios idealizadores do projeto que, nos fundos da casa de Márcio Costa, fabricam os instrumentos de percussão utilizados pelas crianças e adolescentes.

Márcio conta que os instrumentos começam a ser fabricados a partir de madeira compensada de quatro milímetros. Ele dá o formato à madeira jogando água ou a deixando exposta à chuva. Quando está no formato ideal ele lixa, passa selador e para finalizar, coloca pele leitosa plástica que dá uma acústica melhor para o instrumento.

Já as baquetas de surdo fazem com cabo de vassoura, espumas usadas que encontram na rua. Segundo Sérgio uma baqueta de surdo comprada em loja custa em média hoje R$ 25,00.

Incentivo
Com incentivos próprios para manter o projeto Márcio e Sérgio montam os instrumentos com o que ganham, prestando serviços musicais para outros artistas e, às vezes, ensinam as crianças a montar seus instrumentos.

Instrumentos esses que também se encontram à venda para ajudar no projeto.
“Ao invés das crianças estarem soltando pipa, roubando e se drogando estão aqui aprendendo. Isso no futuro pode acabar se tornando uma geração de emprego. Tive que fazer cursos de marceneiro, serralheiro e pintor para fazer os instrumentos e pretendo repassar tudo para essas crianças e adolescentes”, conta Márcio que logo após o carnaval afirma que continuará ensaiando os mais de 50 alunos junto com Sérgio, além de começar a ensiná-los a fazer instrumentos.

Apoiadores
O projeto Afro-Tripegada, localizado no bairro Dom Aquino, possui apoiadores que ajudam com o transporte dos músicos e dos instrumentos, para que possam participar de eventos na cidade, já que os próprios criadores do projeto é que o custeiam.

“Quem nos ajuda com a locomoção são os jornalistas João Negrão, a Neusa Batista e o produtor musical Rafael que colocam as crianças e adolescentes nos próprios carros, para que possam ir tocar nos lugares”, diz Sérgio.

Agora Márcio e Sérgio procuram mais apoiadores e parceiros para que o projeto Afro-Tripegada vá para frente.

Quem quiser ajudar o projeto pode estar entrando em contato com Márcio Costa. O telefone é (065) 9984-5258 ou com Sérgio Revoluções no telefone (065) 9211-8280.

Carnaval 2008
Com o tema Fauna e Flora o projeto Tripegada sai às ruas de Cuiabá neste carnaval, tocando ao estilo da banda Olodum da Bahia, ao qual se inspiram. As roupas para músicos foram confeccionadas por uma costureira da comunidade do bairro Dom Aquino nas cores branco, azul e amarelo. Também estão à venda abadás para ajudar a custear o projeto.

É PROIBIDO, MAS...

Menores ainda conseguem burlar a Lei

Juizado da Infância e Juventude afirma que menores de idade ainda conseguem comprar bebidas alcoólicas e entrar em casas noturnas

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Apesar da proibição, adolescentes continuam frequentando bares e supermercados para comprar bebida alcoólica e, em alguns casos, nem é para seu próprio consumo. Este é o caso do adolescente M. S. de 16 anos, que tem o costume de comprar bebidas para seu pai.


De acordo com a Lei nº 8.069/90 do Estatuto da Criança e Adolescente, no artigo 81, inciso II, é determinantemente proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, assim como a entrada em casas noturnas.

Segundo o coordenador da inspetoria do Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá, Marcos Rogério Pereira, a fiscalização na cidade é feita há seis anos e desde então houve diminuição de infrações em casas noturnas, bares e supermercados. “Não podemos dizer que diminuiu totalmente, ainda fazemos advertências em estabelecimentos, mas isso acaba ocorrendo por um descuido dos donos”, diz o coordenador.

Em Cuiabá as fiscalizações em casas noturnas ocorrem de quinta-feira a domingo, enquanto que em supermercados (principalmente os 24 horas) e bares ocorrem diariamente.

Entrada em casas noturnas
Conforme o coordenador Marcos Rogério menores de 18 anos podem entrar em casas noturnas somente com a presença dos pais ou com uma autorização com firma reconhecida. “O pai escreve uma autorização para que o filho possa frequentar o local, dizendo que este estará acompanhado por um maior de 18 anos que será seu responsável”, explica.

Bares e supermercados
Em bares e supermercados o Juizado da Infância e Juventude procura realizar as fiscalizações, além de dar orientações para os donos e funcionários. Quando o estabelecimento é autuado, cartazes de advertência são colados nos locais.

Autuações e multas
O local que for pego desrespeitando a Lei nº 8.069/90 do Estatuto da Criança e Adolescente, poderá ser autuado com pena de pagamento de três a 20 salários mínimos. Está multa serve para supermercados, bares e casas noturnas.

Façanhas dos menores para entrar
Apesar da rigorosa vigilância do Juizado da Infância e Juventude os menores de 18 anos, muitas vezes, conseguem burlar a Lei, mentindo para os pais que não dão autorização para frequentar as casas noturnas, mesmo acompanhados de um maior de idade.


Uma das façanhas dos adolescentes é a falsificação do RG, que também é muito utilizado para entrar em festas Raves, no qual somente maiores de 18 anos podem entrar, por haver muita bebida alcoólica e drogas.

Casas noturnas seguem Lei à risca
Em uma das maiores casas noturnas de Cuiabá, menores de 18 anos, mesmo acompanhados dos pais, não podem entrar na pista de dança, principalmente após a meia noite. Segundo o promotor do local, Messias Bruxo, somente a parte do restaurante é liberada e mesmo assim é proibida a venda de bebidas alcoólicas para os menores. Ele ainda diz que todo final de semana há fiscalização do Juizado da Infância e Juventude.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Perspectiva é de crescimento em 2008

Mesmo com a desvalorização cambial de 2007 e os contratempos com a agricultura houve crescimento significativo na Construção Civil no Estado de Mato Grosso. Para 2008 há perspectiva de que o aumento seja maior

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Apesar de em 2007 a economia no país ter sofrido com a desvalorização cambial houve, com a chegada de novas indústrias de pequeno e grande porte, crescimento significativo na construção civil em Mato Grosso.


De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, em 2007, foram expedidos 2.866 alvarás de construção de janeiro a fevereiro, enquanto que em 2005 foram expedidos apenas 2.239 e em 2006 foram 2.091 alvarás.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção no Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Luiz Carlos Richter Fernandes, em 2007 o problema da desvalorização cambial que gerou a queda do preço dos produtos, pegou todos de surpresa, pois quem comprou com o dólar em alta teve que vender por um preço mais baixo. “Como Mato Grosso é um Estado de pouca industrialização isso afetou bastante. São Paulo e Paraná que também possuem economia ligada à agricultura não sofreram tanto por ter uma economia industrial mais avançada”.

Para 2008, a perspectiva é que seja maior com relação à economia, à instabilidade com os juros e a inflação. “A economia do Estado está boa, pois a agricultura hoje é a principal fonte de economia”, fala o presidente do Sinduscon.

Industrialização e a construção civil
A construção civil está ligada à industrialização. Com a chegada de novas indústrias de grande e pequeno porte, que estão se instalando em Mato Grosso, há geração de novos empregos exigindo certa demanda de habitação, ocasionando o crescimento na construção civil.

Conforme Luiz Carlos, em Mato Grosso há aproximadamente 1.200 empresas ativas ligadas à construção civil. Essas empresas vão desde o planejamento até o acabamento dos prédios e casas.

Recursos Estaduais e Federais
Além do crescimento industrial os recursos do Governo Estadual e Federal também veem deixando a construção civil otimista. “Temos os recursos do Plano de Aceleração e Crescimento e o Programa de Arrendamento Residencial do Governo Federal e isso não é só bom para a questão de moradia, pois tem o saneamento, as escolas, as estradas entre outras coisas que englobam a construção civil.”, diz Luiz Carlos se referindo ao PAC e ao PAR.

Prédios comerciais e residenciais
Com a economia crescendo, os comerciantes acabam sendo obrigados a ampliar seu comércio ou até mesmo a construir novas lojas para atender à demanda deste crescimento.


Recentemente, uma concessionária de veículos foi inaugurada na avenida Fernando Correa da Costa. Segundo o gerente comercial Sidney de Oliveira, a razão da construção da concessionária da Ford, basicamente, foi a exploração do mercado em Cuiabá. “A questão foi o mercado, pois a marca não estava bem representada na capital e por isso viemos para cá”.

Outro que vem crescendo são os prédios residenciais, principalmente as chamadas kitinetes, para atender pessoas que veem a trabalho ou para estudar. “O imóvel residencial está sendo bem visto como investimento em função da procura. As pessoas estão procurando investir mais na produção e em imóveis.”, conta o presidente do Sinduscon, Luiz Carlos.

Outro motivo que levou o crescimento da construção de prédios residenciais foi o financiamento liberado pelo Governo. Conforme o engenheiro José Listo, a construtora em que atua vem fazendo financiamentos de apartamentos por meio de bancos privados e estatais como a Caixa Econômica e o Banco Itaú. “A maioria das construtoras está fazendo isso. O financiamento que o Governo liberou vem ajudando e muito. Casas estão sendo construídas por meio de financiamentos de materiais de construção que antes podiam ser comprados em até três vezes”, diz o engenheiro José Listo. Somente nas proximidades do Shopping Pantanal a construtora estará construindo 10 prédios. “Apesar do cimento ter aumentado de preço as construções continuam. Se fosse algum tempo atrás as obras ficariam paralisadas”, diz José Listo que conta ainda, que hoje um saco de cimento está custando em torno de R$ 21,00 contra os R$ 11,00 que eram pagos em janeiro de 2007.

26 de janeiro de 2008

Palavrinha minha

Salve, salve galera. Cá estou eu depois de um período de férias forçadas por falta de computador. Hehehe
Espero que as férias de vocês amigos visitantes tenhão sido boas.
Um ótimo fim de semana e uma semana produtiva para todos.
Bjim Bjim Xau Xau

JOÃO SEBASTIÃO

A obra de uma vida dedicada à arte

Cultura e regionalidade cuiabana são retratadas através de onças e cajus nas mãos de João Sebastião, há mais de 30 anos em seus quadros e há cerca de três anos em garrafas peti também.

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Nascido em Cuiabá e criado até os 16 anos no bairro Coxipó da Ponte, João Sebastião Francisco da Costa, mais conhecido como João Sebastião, descobriu a sua vocação para a arte ainda muito jovem vendo sua mãe, a artista Alexandra Barros da Costa, fazendo suas pinturas e bonecas. “Aos 12 anos já tinha meu próprio atelier”, conta João.
Aos 16 anos pinta seu primeiro quadro, já no final de 1967 e em 1968 começa definitivamente a sua carreira de pintor, decide mudar-se para o Rio de Janeiro, em meio ao AI-5, para aprender mais sobre arte e conhecer artistas plásticos da época. Entre 1969 e 1972 mudou-se para Campo Grande, onde passa a freqüentar o Atelier de Humberto Espíndola e a atuar na Associação Mato-grosssense de Artes (AMA).
No ano de 1973 retorna para Cuiabá, sua terra natal, para continuar fazendo sua arte. João Sebastião ao longo de seus 40 anos de carreira ganhou seis prêmios nacionais. Prêmio Câmara Municipal em sua participação no VIII Salão de Arte Contemporânea de Santo André/SP, prêmio Prefeitura Municipal de Belo Horizonte no VII Salão Nacional de Arte, XXIV Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No Museu de Arte Moderna do Estado ganhou prêmio de aquisição em 1976, prêmio de aquisição no III e IV Salão de Artes Plásticas da Caixa Econômica de Goiás e prêmio Viagem ao País em 1981, o mais importante em sua opinião, no IV Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro. “Todo esse tempo tem sido bom, porque conquistei seis prêmios nacionais”, conta o artista com orgulho.

Obras
João Sebastião em suas obras retrata muito a regionalidade de sua terra natal, mostrando-a através da onça e do caju. “Costumo dizer que sou um estudante. Uso há 30 anos a onça que significa a teoria, a rainha do Pantanal, a mulher brasileira, a mulher cuiabana, o sentimento feminino. E o caju já está ligado à sociedade, à cultura, à regionalidade. O caju evoca os valores da terra de Cuiabá, das festas, as cajuadas e é uma fruta que tem muito a ver com o calor”, explica.
Ele ainda esclarece que, para fazer suas pinturas através da onça e do caju, realizou uma pesquisa para ver o que de melhor retrataria Cuiabá e sua tradição.
“Faço qualquer tipo de arte, pinto o que vejo e o que vem da minha imaginação, mas minha preferência sempre foi a onça e o caju”.
Atualmente está engajado com artes ligadas à natureza. Há três anos foi chamado para participar, como voluntário, na preservação da natureza e hoje transforma garrafas peti em lindas borboletas pintadas, como se fossem um de seus quadros. “Cada borboleta feita de peti é uma garrafa a menos nos rios. Pretendo, através das borboletas, mostrar a cultura daqui. Nunca tive vergonha de ser cuiabano. A gente tem que fazer a arte de acordo com a nossa regionalidade. Aqui faço assim, se estivesse em Nova Iorque faria de outro jeito”.

Indignação
Em meio a tantas alegrias com sua arte João Sebastião mostra-se chateado com as pessoas, os governantes. “As pessoas ainda não dão valor ao artista, à arte. Sinto-me chateado com isso, passei muita dificuldade para mostrar meu trabalho aqui. Mas desistir nunca, de pessoas sim, mas da arte não, porque foi um presente que Deus me deu”, explica.
De acordo com ele, nunca recebeu em sua casa e atelier uma turma de escola para fazer uma visita e ver o que faz, nem como trabalho de pesquisa. “Está faltando gosto pela arte e olha que moro em frente a uma escola”.
Ele ainda conta que seu trabalho é bem mais visto fora de Mato Grosso. “Já recebi encomendas de borboletas para outros Estados. Os quadros que faço já são mais complicados para vender, pois há épocas em que as vendas são melhores, mas mesmo assim também já foram para outros Estados e países”.

Planos
João Sebastião, para 2008, tem planos de voltar aos bancos de uma faculdade e fazer pedagogia. Para ele estão faltando pessoas que falem corretamente, uma boa pedagogia e um bom orador.
Além da faculdade continuará fazendo seus quadros e suas borboletas. “De agora em diante pintarei só quadros pequenos e farei minhas borboletas. Quadros grandes somente por encomenda agora”, diz.


Escola de arte
João Sebastião, aos domingos, pretende abrir uma Escola de Arte em sua casa, onde funciona também o seu atelier. Quer ensinar crianças e adolescentes de 10 a 20 anos a arte em telas e garrafas peti. Segundo ele o horário ficará a critério do aluno.
A escola, casa e atelier do artista está localizada na Rua Trigo de Loureiro P, número 8G e seu telefone de contato é (65) 3642-7398.


REALIDADE BRASILEIRA

A vida através do “lixo”para quem precisa

O que pode estar sem qualidade para alguns para outros pode ser a sobrevivência durante a semana

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

“É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira é dia de feira” já diz a música ‘A Feira’, do grupo O Rappa. E realmente não importa mesmo o dia da feira, principalmente para aqueles que sobrevivem do que é jogado fora depois de um dia de vendas. Muitas vezes, o que é jogado fora pelos feirantes ou até mesmo pelos supermercados e quitandas ainda pode ser aproveitado.
E o que parece não ser próprio para o consumo e está em boa qualidade, para quem não tem condições de pagar pelos produtos que são vendidos está aí a oportunidade. Esse é o caso das pessoas que sobrevivem com o que encontram no lixo e nos bota-foras de Ceasas, de feiras, supermercados e quitandas. Uma simples batida num tomate, por exemplo, para elas não faz a diferença, pois o produto ainda pode ser consumido lavando bem e tirando a parte ‘estragada’.
Essa cena é comum em grandes cidades. Em São Paulo, há pessoas que chegam a se locomover cerca de 20 quilômetros até o Ceasa em busca de frutas, verduras e legumes.
Aqui em Cuiabá também não é diferente. É possível observar pessoas procurando em bota-foras de supermercados e na Feira do Porto alimentos que não são consumidos.
De acordo com o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Assistência Social de Cuiabá, Euze Carvalho, o que essas pessoas fazem em busca de alimentos não é correto. “Evidentemente não é bom as pessoas reaproveitarem alimentos do lixo. O ideal seria os restaurantes e lanchonetes doarem para entidades o que sobra do dia, mas infelizmente a Vigilância Sanitária proíbe isso. E em função disso os alimentos acabam indo para o lixo e as pessoas acabam pegando da mesma forma.”
O secretário adjunto ainda diz que as pessoas que buscam alimentos dessa maneira podem acabar contraindo uma infecção ou pegar alguma doença, pois misturado ao lixo pode haver algo que contamine os alimentos como, por exemplo, uma pilha, lata de veneno e até mesmo agrotóxicos.


Projetos da Secretaria de Assistência Social
A Secretaria Municipal de Assistência Social possui o Cras (Centro de Referência em Assistência Social) que atende em cinco bairros de Cuiabá. O Centro cadastra famílias para receber sacolões, além de prestarem serviços de assistência. Os bairros que recebem o projeto Cras são Pedra 90, Tijucal, Jardim Araçá, Jardim União e Planalto e, segundo o secretário Euze Carvalho, ainda este ano, os bairros Dr. Fábio e 1º de Março também passarão a ter o Cras.
Outro projeto é o de Reaproveitamento Alimentar, onde as famílias cadastradas pelo Cras recebem semanalmente um sacolão de frutas, verduras e legumes. O projeto Reaproveitamento Alimentar funciona por meio de doação de supermercados e feirantes que acreditam que as frutas, verduras e legumes não estão bons para vender em seu estabelecimento, apesar dos alimentos ainda estar em bom estado para consumo. “Os alimentos chegam ao projeto, passam pelo processo de separação e depois é distribuído para as mais de 400 famílias cadastradas pelo Cras.”, explica o secretário Euze Carvalho.

Feira do Porto e suas doações
A Feira do Porto é um dos locais mais procurados por pessoas que estão passando necessidade e desempregadas. Conforme o subgerente da Associação dos Feirantes, Luis Carlos Cláudio, são poucas as pessoas que aparecem no local, pois os próprios feirantes já realizam doações para entidades e ONGs que fazem a distribuição de alimentos para as pessoas necessitadas.
“Os feirantes nem colocam no lixo os alimentos, seguram em suas próprias bancas e ali mesmo vão separando para fazer as doações para entidades”, diz o subgerente.
Luis Carlos Cláudio ainda diz que se os feirantes veem que a pessoa realmente está precisando, ajudam ali mesmo na feira, mas se perceberem que são ‘alcoólatras, drogadas e malandros’ não ajudam.

Pessoas que ajudam
Na Feira do Porto todos realizam doações desde a inauguração do local. O vice-presidente da Associação dos Feirantes, Sérgio Lupirini, por exemplo, ajuda a creche Falcãozinho quando esta não está em período de férias.
Juvenil dos Santos ajuda tanto o Abrigo Bom Jesus para idosos como a creche, além de pessoas que vê que precisam mesmo. Bela Lucia, que há sete anos montou sua banca na feira, afirma que também ajuda com o que pode. “Sempre participei deste tipo de doações”.
Mas não é só de frutas, verduras e legumes que os feirantes do Porto ajudam a população carente. Os 28 açougues localizados no local ajudam, no fim do dia, com carnes e ossos. “Desde o começo da feira, antes mesmo de inauguração, estou ajudando quem precisa”, conta José Augusto que montou seu açougue na Feira do Porto.

AVENIDA BEIRA RIO

Reforma não resolveu problemas no trânsito

Acidentes que antes eram causados pela má conservação da avenida, hoje são causados pela imprudência dos motoristas.

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Faz um ano e sete meses que a avenida Beira Rio passou por uma reforma asfáltica. O que parecia ser solução para os buracos, acabou gerando novos problemas como sinalização, retornos bloqueados e acidentes de trânsito.
Mesmo com faixas de pedestres e quebra-molas em frente às duas universidades particulares, localizadas na avenida, os motoristas parecem não ter respeito e continuam andando em alta velocidade. Muitas vezes, nem mesmo os semáforos são respeitados.
“Depois que arrumaram o asfalto, o trânsito ficou bem violento. Já ocorreram diversos acidentes com vitimas fatais até e o trânsito aumentou”, diz o vendedor de água de coco Aldinei João da Silva que trabalha em frente à Unic e à Unirondon.
Segundo o vendedor, os acidentes ocorrem sempre nas proximidades das Universidades. “A SMTU já fez muito. O problema são os motoristas que não tem amor à própria vida, que não tem consciência dos próprios atos. Na maioria dos acidentes que ocorreram por aqui os motoristas estavam alcoolizados”, completa.
Esta é a mesma opinião do secretário municipal de trânsito e transportes urbanos de Cuiabá, Elismar Bezerra de Arruda. Para ele há vários problemas na região da Beira Rio. “Um são os motoristas e outro são as vias. Os retornos não estão corretos. Não há uma fuga na via principal”, diz o secretário da SMTU.


Projeto de sinalização para avenida Beira Rio

De acordo com o secretário Elismar Bezerra e com o engenheiro da SMTU, Osmar Leite Macedo, há um projeto pronto para que, a partir do mês de março, haja uma licitação para as adequações necessárias na avenida Beira Rio.
Neste projeto, alguns retornos serão fechados definitivamente e outros serão melhorados. Serão feitos pontos de fugas para que não ocorram transtornos no trânsito. “Comerciantes e moradores já reclamaram muito. Dizem que os motoristas chegam a subir nos canteiros para pegar a outra pista. Em alguns pontos não há mais grama e essa atitude dos motoristas acaba ocasionando também os acidentes.”, disse o Secretário.
Segundo o engenheiro Osmar Leite Macedo também serão melhoradas as sinalizações do local. “Tanto as sinalizações verticais como horizontais serão aumentadas. Quanto aos semáforos a colocação não consta no projeto.”
Também está previsto no projeto a restauração dos canteiros. Além disso, o Secretário afirma que está pedindo mais rigor dos fiscais para a questão da Educação para o trânsito de Cuiabá.

Volta às aulas
Com o período de voltas às aulas o secretário da SMTU estará se reunindo com os diretores de escolas e faculdades de Cuiabá e tratando sobre a questão de alunos, funcionários e pais de estacionarem em frente às instituições de forma inadequada. “Em frente à Unic, por exemplo, eles estacionam os carros, praticamente, nos canteiros e na porta da instituição, dificultando a passagem de pessoas e de outros veículos”.

PRÉDIOS ABANDONADOS

Construções serão destinadas à habitação

Hotéis do centro histórico de Cuiabá podem virar moradia para população por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal

VIVIANE PETROLI
Especial para o Jornal Circuito Mato Grosso

Quem nunca passou pelo centro de Cuiabá e se deparou com antigos prédios construídos nas décadas de 50, 60 ou 70, que serviam de hotéis para aqueles que vinham visitar a cidade ou estavam de passagem ou até mesmo para eventos? Estes prédios que hoje estão desativados ou servindo de comércio no térreo, podem virar habitação para a população por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal.
De acordo com o diretor técnico da Agência Municipal de Habitação Popular (AMHP), Márcio Mattoso, a prefeitura de Cuiabá flexibilizou a utilização destes prédios para habitação. Segundo ele, a Lei diz que todo prédio deve ter um número mínimo de vagas para estacionamento e como não há local para isso, os hotéis foram desativados e a Prefeitura liberou para habitação. .
“A Lei é aplicada no centro histórico de Cuiabá. É uma Lei que foi votada como exceção para o Plano Diretor de Cuiabá. Os apartamentos serão distribuídos através do PAR”, explica Mattoso que ainda diz que a Prefeitura não atua diretamente neste projeto, apenas contribui para que ele se tornasse viável.

Reforma dos prédios
Por estarem há muito desativados e fechados, os hotéis necessitaram de reformas e em alguns casos portas e janelas terão de ser trocados. Para que o projeto vá para frente é necessário, além dos proprietários aceitarem vender o imóvel para a Caixa Econômica Federal, é preciso que uma empresa da construção civil no ramo de habitação faça um projeto e mostre à Caixa Econômica para uma avaliação.
“Não chega a ser uma licitação. A Caixa irá avaliar se os custos dos projetos da empresa de construção civil são viáveis ou não, ou seja, é a Caixa que irá definir que empresa fará a reforma dos pré a reforma dos presa fars projetos da empresa de construçsagemdios após avaliação dos custos apresentados”, explica Mattoso.

Revitalização
Este projeto tem a intenção de revitalizar o centro histórico de Cuiabá, local onde a população busca somente para lazer, compras e para fazer pagamentos. Com essa revitalização a Caixa Econômica, junto com a Prefeitura, quer trazer a população para morar no centro de Cuiabá.


O que é o Programa de Arrendamento Residencial
O Programa de Arrendamento Residencial é um programa do Ministério das Cidades, executado pela Caixa Econômica Federal, que tem como finalidade ajudar Estados e municípios com necessidades de moradia para pessoas de baixa renda e com salário inferior a seis salários mínimos.
Em Cuiabá o PAR já contemplou mais de 200 famílias que hoje estão distribuídas em três residenciais (Residencial Recanto do Salvador, Residencial Maria de Lourdes e Residencial Despraiado).
As inscrições para o PAR devem ser feitas nas Agências Municipais de Habitação Popular de cada município, para que sejam encaminhadas para a Caixa Econômica Federal para avaliação.
É necessário apresentar no ato da inscrição RG, CPF, renda familiar menor de seis salários mínimos, título de eleitor, carteira de trabalho e pagar uma taxa de inscrição de R$ 14,80. Caso a pessoa seja casada deve apresentar documentação do casal e se for viúvo (a) a certidão de óbito do conjugue.

23 de dezembro de 2007

Palavrinha minha

Salve, salve galeraaaa. Desculpem o atraso nas postagens, mas sabem como é fim de ano. Correria total e sem contar que além do Fala Sério Mix também estou no comando do blog do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com ).

Bom vou indo nessa. Um Feliz Natal e um maravilhoso 2008 para todos. Bjim Bjim Xau Xau.