4 de setembro de 2011

ARTIGO

Cresci e só agora percebi: Harry Potter chegou ao fim

Viviane Petroli*

Apesar de já ser formada, ter uma profissão e todas as responsabilidades que um adulto possui só agora me dei conta de que realmente cresci. Cerca de um mês atrás fui ao cinema, acabei indo sozinha, pois meus irmãos estavam viajando. O filme era “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”, ou seja, o fim da saga.

Assistindo ao filme lembrei-me de quando fui apresentada ao bruxinho aos 14 anos pelo meu tio. Detestava ler, e ainda detestaria se não fosse esse meu tio, apesar de aos 13 anos já ter colocado na cabeça que queria ser jornalista. Detestava tanto ler, que deixei “Pedra Filosofal”, “Câmara Secreta” e “Prisioneiro de Azkaban” aproximadamente dois meses pegando poeira em cima da cômoda, até que um dia estava entediada e puxei “Pedra Filosofal” para ler e quando percebi já havia devorado os três livros e suplicava pelo próximo, que seria “Cálice de Fogo” e viria somente um ano depois.

Também ao assistir “Relíquias da Morte – Parte 2”, lembrei de quando assisti “Pedra Filosofal” no cinema. Todos os atores era pequenos, com idades entre 10 e 12 anos. O professor Alvo Dumbledore era interpretado pelo ator Richard Harris, que veio a falecer após finalizar “Câmara Secreta”, e em seu lugar assumiu Michael Gambon já em “Prisioneiro da Azkaban”.

Lá se vão 10 anos da saga Harry Potter no Brasil. O mesmo tempo em que acompanhei a jornada de Harry, Rony e Hermione. Para quem relutou a ler os três primeiros livros, hoje o que fica é o vazio, mesmo que outras sagas literárias tenham surgido neste meio tempo como Crepúsculo, House Of Nigth (Morada da Noite), Percy Jackson e Os Imortais, por exemplo. Mas não é a mesma coisa.

Ao contrário de Harry Potter, depois de que li toda a saga Crepúsculo nunca a mais peguei nos livros. Harry Potter não. A cada lançamento de filme pegava o livro lia novamente e comparava com o que havia visto na tela do cinema. Não posso negar que na maioria das vezes ou se não em todas às vezes me decepcionei pelo fato do diretor do filme não ter seguido a risca o que J.K. Rowling havia escrito, mas também como colocar em um longa de aproximadamente 3h mais de 350 páginas. Impossível.

Ao final de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” não pude deixar de sentir uma pontada no coração. Uma pontada de saudade, mesmo sabendo que ainda terei os livros e os DVDs da saga, mas não será a mesma coisa do que aquela ansiedade por um novo lançamento. Hoje, me pergunto se a autora irá escrever alguma continuação, apesar de já haver indícios para tal questão, mas depois paro e fico me perguntando se seria a mesma coisa.

Ao final de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” quando os caracteres de encerramento, com elenco, trilha sonora, direção, etc. começou a subir percebi: HARRY POTTER CRESCEU E EU TAMBÉM, pena que no que diz respeito a mim não foi igual, pois sempre me imaginei vivendo em Hogwarts, mas também que fã nunca quis viver lá naquele mundo mágico.

HARRY POTTER CRESCEU E EU TAMBÉM e não tenho vergonha de dizer que em 10 anos acompanhei o bruxinho e seus amigos nas mais eletrizantes, divertidas e terrorosas aventuras. Espero que o dia que apresentar a saga aos meus filhos estes também curtam o que curti na minha adolescência e início de fase adulta.

*Viviane Petroli é jornalista em Cuiabá, estudante de História, fascinada por sagas literárias como Harry Potter, Crepúsculo, Morada da Noite (House Of Nigth), Os Imortais, bem como por histórias da 2ª Guerra Mundial e de Mato Grosso. Além disso, tem este blog como hobby onde pode escrever o que bem lhe der na telha.

Um comentário:

João Carlos Felix Sousa Junior disse...

Concordo plenamente. Sinto falta da expectativa de esperar pelos filmes e livros. Tudo acabou, e nos restou somente o pottermore que é incrivelmente mágico. Almejo desesperadamente que possa haver uma continuação. Se a autora soubesse o quão os fãs querem sentir aquela emoção de ler um livro, ela começaria neste instante a escrever mais uma aventura. Lembro-me perfeitamente de estar no meu quarto lendo relíquias da morte, era madrugada, quase amanhecendo, quando terminei de ler a sétima e última jornada, já havia chorado feito garotinha. Meus olhos estavam arregalados, meu coração pulsava aquele vazio. Chorei, chorei e chorei. As lagrimas eram tudo. Eu tentava me tranquilizar dizendo: --- ainda tem os filmes. Passaram-se alguns anos, eu com 18 anos, fui assistir relíquias da morte parte 2. Não chorei durante o filme como muitos. Mas quando a trilha sonora do primeiro filme começou a ressoar em meus ouvidos no epílogo do filme com Harry, Hermione e Rony deixando os filhos que iriam para Hogwarts, eu DESMORONEI. É nostálgico. Adorei o post. É sempre bom ler o quão Harry Potter foi e continua sendo
importante em nossas vidas.