9 de dezembro de 2009

CLIMA DE NATAL

"Jesus Príncipe da Paz" é tema de exposição de Natal em Rondonópolis

Viviane Petroli - Fala Sério Mix. Foto: Raimundo Soares de Andrade Soares

Nada como um presépio para levar a todos o clima de Natal. Está sendo realizada desde o dia 1° de dezembro, em Rondonópolis (MT), a exposição de presépio feita com material reciclado "Jesus Príncipe da Paz".

São mais de 40 presépios, em diversos tamanhos, expostos no Museu Rosa Bororo, localizado na Rua Cuiabá esquina com Arnaldo Estevão no Centro de Rondonópolis.


Os presépios são todos feitos em material reciclado, como latinhas, garrafas PT, papelão, vidros, tecidos, entre outros, pelo artesão Raimundo Soares de Andrade Soares.

Os presépios ficam em exposição até o dia 23 dezembro, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

23 de setembro de 2009

LANÇAMENTO

Livro sobre Estudos Literários será lançado em outubro por Yasmin Nadaf

Viviane Petroli – Blog Fala Sério Mix

No próximo dia 2 de outubro, a partir das 18h, no Sesc Arsenal, em Cuiabá, a autora cuiabana Yasmin Nadaf lança seu novo livro intitulado “Estudos Literários em Livros, Jornais e Revistas”.

Na oportunidade a autora lançará, também, seu site
www.yasminnadaf.com.br, onde quem o acessa pode conferir sua trajetória, seu livros lançados até o momento, assim como o que possui em seu arquivo pessoal de livros, revistas, jornais, HQ’s, DVD’s e CD’s de literatura.

O lançamento do livro e do site é de caráter beneficente em prol aos Portadores de Espinha Bífida. A aquisição do livro será obtida mediante permuta com um pacote de fralda tamanho M ou G, que poderá ser adquirido também no local.

O Sesc Arsenal está localizado na Rua 13 de Junho s/n° Bairro Porto – Cuiabá. Informações no telefone (65) 3616-6911.

12 de agosto de 2009

DA MELHOR QUALIDADE

Leonardo agita segunda noite da 18ª Festa de São Cristóvão

Noite de sábado (08.08) da 18ª Festa de São Cristóvão teve como principal atração show com o cantor sertanejo Leonardo, que agitou a galera e embalou os corações apaixonados. Reportagem do Blog Fala Sério Mix conversou com o cantor

Por Viviane Petroli – Fala Sério Mix. Fotos: Viviane Petroli (show) e Produção Leonardo (camarim)

“Entre tapas e beijos”, “Não olhe assim”, “Temporal de Amor”, “Cumade e Cumpade”, “Cerveja”, “Eu Juro”, “Talismã”, “Não aprendi dizer Adeus”, “Pense em Mim”, “Desculpe, mas eu vou chorar” e o mais novo lançamento “Esse alguém sou eu” foram algumas das músicas cantadas pelo cantor sertanejo Leonardo no sábado (08.08) em seu show realizado na 18ª Festa de São Cristóvão.

Leonardo que estava há alguns anos sem pisar nas terras cuiabanas agitou a galera que ali estavam para vê-lo, além de arrancar muitos suspiros dos corações apaixonados. Em entrevista ao Blog Fala Sério Mix o cantor revelou que este mês lançará seu novo CD e DVD ao Vivo com a música “Esse alguém sou eu”, música de autoria de Victor Chaves, da dupla Victor e Leo. O novo DVD contará com 24 músicas, entre elas as duas inéditas "Flor do Meu Sertão" e "O Cara Errado". Já o CD terá 18 faixas. “É um DVD internacional. Gravamos realmente um belo de um DVD”, conta Leonardo.

Com 25 anos de carreira, sendo 11 destes sem a presença de seu irmão Leandro, que prematuramente teve de juntar-se a Deus, Leonardo hoje realiza por ano uma média de 120 shows, o que dá de 10 a 12 shows por mês. Para o cantor está média hoje está boa. “A agenda de shows está boa graças a Deus. Depois de 25 anos de carreira a gente tem que dá uma maneirada”, brinca Leonardo.

O cantor sertanejo conta que a 18ª Festa de São Cristóvão não foi à primeira festa voltada para os motoristas que participou, segundo ele, que já realizou vários shows em festas de peão, há alguns anos atrás em São Paulo era realizado o Festival Shell voltado para os caminhoneiros do país. “Antigamente se fazia o Festival Shell em São Paulo. É legal demais, porque os caminhoneiros são como os artistas. Nós temos aí a equipe que viaja dia e noite direto. Sem eles não somos nada. Se o caminhoneiro parar o país para também. O país depende 100% dos caminhoneiros”, comenta o cantor.

Novas duplas
De uns dois, três anos para cá uma nova leva de duplas sertanejas está surgindo no Brasil e com elas um sertanejo repaginado, mas sem deixar de perder a sua raiz. Para Leonardo essa nova leva que está surgindo é muito boa e que a música sertaneja está muito bem representada por elas. “Tem várias duplas aí, como João Bosco e Vinicius, Victor e Leo, Jorge e Mateus, João Neto e Frederico, Fernando e Sorocaba. Tem muita gente boa por aí. Eu acho que a música sertaneja está muito bem representada por eles hoje. Hoje o buchicho, o que rola nas feiras agropecuárias pelo Brasil afora é que eles são o que um dia foi Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano e Chitãozinho e Xororó. E eles estão aí e só tenho é que parabenizá-los”, diz Leonardo.

Sonhos
Leonardo conta que desde que começou já realizou todos os seus sonhos e que não para de sonhar, pois acredita que no momento em que se para de sonhar significa que a pessoa morreu. “Tudo o que aconteceu na minha vida, só tenho é que agradecer e sonhos a gente tem que ter, porque se não tiver sonhos quer dizer que já está na hora da gente morrer e a gente sonha a todo o tempo de ver um país aí melhor pra todo mundo, se bem que estamos caminhando muito bem. Hoje já estamos com uma igualdade maior e continuar sonhando sempre”, revela.

Pedro
Há mais de 70 dias o filho do cantor Leonardo, o também cantor sertanejo Pedro Leonardo, 22 anos, participa do reality show, da Rede Record, “A Fazenda” e desde que entrou no programa veem surpreendendo a todos que participam ou participaram do programa, principalmente o público que diariamente acompanha o reality com a sua maturidade, que muitas vezes chega a ser maior do que a dos outros 13 participantes. Leonardo conta que Pedro é muito parecido com ele nos gestos, no jeito de ser, no modo de agir, de fazer as coisas e que o filho realmente está surpreendendo e que fica muito feliz que de as pessoas estejam gostando dele e de sua participação no programa. “Todos que saem do programa elogiam muito ele e isso para um pai é um orgulho muito grande de vê as pessoas falaram bem de um filho”, comenta Leonardo.

Desde que entrou no reality Pedro criou uma amizade com o humorista Carlinhos Silva, o Mendigo, que a cada dia cresce dentro da fazenda. A amizade entre os dois participantes é tanta que o filho de Leonardo adotou o humorista como irmão. “Eles dois se parecem. O Pedro, não é porque é meu filho que vive na vida boa, mas ele é um moleque que trabalha bastante também e se identificou com o Carlinhos, também, por ele ser um cara bastante simples. É bonito de ver a amizade deles”.











































11 de agosto de 2009

SÃO CRISTOVÃO

Festa em homenagem aos motoristas agita fim de semana em Cuiabá

Realizada em homenagem aos motoristas 18ª Festa de São Cristóvão agita fim de semana em Cuiabá com vários eventos simultâneos e shows nacionais com Grupo Tradição e com o cantor sertanejo Leonardo

Por Viviane Petroli – Blog Fala Sério Mix. Fotos: Viviane Petroli

Foram três dias de muita festa, onde quem pelo Posto das Mangueiras passou deixou o local com a ansiedade de que a próxima edição da Festa de São Cristóvão chegasse logo. Nos dias 07, 08 e 09 de agosto a população cuiabana e caminhoneiros que pela cidade estavam de passagem puderam conferir shows nacionais e regionais, rodeio, apresentação cultural de Siriri, exposição, procissão, benção dos veículos, missa campal e o famoso costelão.

Há 18 anos a Festa de São Cristóvão é realizada em Cuiabá para todos os motoristas, em especial aos caminhoneiros, pois sem o trabalho deles ninguém sobrevive, e a cada ano que passa seus organizadores se superam cada vez mais. Ao longo dos anos novas atrações vão sendo acrescentadas, tanto é que este ano o comentário que se ouvia era que a 18ª Festa de São Cristóvão estava melhor que a 45ª Expoagro, tanto é que classificavam a festa como uma mini-Expoagro.

Nesta edição o público que passou pelo Posto das Mangueiras pode assistir os shows nacionais na sexta (07.08) com o Grupo Tradição e no sábado (08.08) com o cantor sertanejo Leonardo. Segundo o produtor do evento, Johnny Everson, passaram pelo Posto das Mangueiras durante os três dias de festa aproximadamente 30 mil pessoas. Johnny conta que no domingo (09.08) o fluxo de visitantes foi maior devido os portões terem sido aberto ao público.

Durante os três dias de festa artistas regionais também puderam mostrar o que de melhor Mato Grosso tem a oferecer na música. Entres os artistas mato-grossenses que se apresentaram nesta edição da Festa de São Cristóvão estavam Montenegro e Boiadeiro, Ricco e Léo, Arena Country, Walter Rabello e Odair Junior, Cristina e Regina, Carol Conde, Helder e Breno, Pedro Henrique e Matheus e o trio do rasqueado cuiabano Pescuma, Henrique e Claudinho.

Adeus
Uma das surpresas da 18ª Festa de São Cristóvão foi o show do Grupo Tradição. Natural de Campo Grande (MS) o Grupo Tradição surgiu há 11 anos e junto com ele a Micareta Sertaneja, que a cada edição vem arrastando multidão atrás de um trio elétrico. Entre as músicas do grupo as mais conhecidas e que não saem da boca das pessoas são “Barquinho”, “A Brasileira”, “Festa na República” e “O Caldeirão”.

Hoje o Grupo Tradição tem em sua formação Michel Telo (vocal e gaita), Anderson (bateria), Arapiraka (percussão), Carlos Dias (baixo), Gerson Douglas (acordeon) e Pekois (guitarra). O grupo é conhecido nacionalmente e internacionalmente pela mistura de ritmos em suas músicas, como o vanerão, o forró, o axé, chamamé, sertanejo, rasqueado, música romântica, polka e guarânias latinas.

Durante o show realizado na sexta (07.08) o Grupo Tradição anunciou ao público que aquele era mais um da série de shows que estão realizando como despedida de Michel e de Gerson Douglas que este ano deixam o grupo. Na ocasião o vocalista Michel aproveitou para agradecer o carinho do público, em especial ao fã-clube que lá se encontrava presente.

Confira alguns cliques da 18ª Festa de São Cristóvão:

Exposição e alimentação


Rodeio


Missa Campal


Apresentação cultural com o grupo de Siriri 'Flor do Campo'
Vice-Governador Silval Barbosa marca presença na festa em almoço promovido por um dos patrocinadores do evento no domingo (09.08)

1 de agosto de 2009

BRENNO REIS E MARCO VIOLA

Acaso do destino une vozes de sucesso

União entre um gaúcho de Nonoai e um baiano de Pojuca só poderia resultar numa coisa: SUCESSO ‘pra mais de metro’ nesse Brasil afora

Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso. Fotos: Divulgação Brenno Reis e Marco Viola

Tudo começou em 1997 quando Adílio Malacarne e Marcos Luis Rivarola da Silva se conheceram, por um acaso do destino, em um posto de gasolina onde Marcos Luis trabalhava em Cuiabá. Em outubro de 1998 a dupla, que nos anos seguintes estouraria neste Brasil afora, foi formada. São vários os sucessos gravados pela dupla que embalam os corações apaixonados, os corações sofridos e aqueles que gostam de um bom arrasta-pé. Opa!!! Mas esperai. Quem são estes Adílio Malacarne e Marcos Luis Rivarola da Silva que hoje estão estourados no Brasil? Eis uma coisa que todos devem estar se perguntando neste momento. Realmente, esta dupla Adílio Malacarne e Marcos Luis Rivarola da Silva existe, mas com outro nome. Se disser que Adílio Malacarne e Marcos Luis Rivarola da Silva são Brenno Reis e Marco Viola fica mais fácil de saber quem são?

Em entrevista ao jornal CIRCUITO MATO GROSSO, Marco Viola conta que seu nome na dupla se formou através do instrumento que toca, que é a viola e que só retirou o “s” de Marcos para soar melhor. Já o nome de Brenno só foi acrescentado o “Reis” para que pudesse ficar mais comercial, uma vez que já usava o nome artisticamente.

Brenno Reis, que é de Nonoai (RS) e Marco Viola, que é de Pojuca (BA), ao longo de quase 11 anos de carreira, já viajaram por vários Estados brasileiros, levando o melhor da nova geração da viola caipira, que nasceu junto com a dupla em 1998. Entre o repertório dos sete CDs já lançados “Pode voltar paixão”, “Piracicabano”, “O amor tem dessas coisas, “Faca que não corta”, “Cobra Venenosa”, “Nóis e jeca mais nóis é jóia” entre tantas outras, são algumas das modas de viola da dupla que não podem faltar nos shows.

Segundo Marco Viola, cada um dos sete CDs gravados, sendo o sétimo lançado recentemente com distribuição da Unimar Music (a Universal) para todo o país, tem um significado importante para a dupla. “Todos nossos CDs possuem um significado importante para nós. Trabalhamos meses em cada um, até que ficassem pronto e chegassem nas lojas. Então cada um é como se fosse um filho”, explica Marco Viola.

CD e DVD ao vivo e ShowsEstá agendado para o dia 26 de setembro na casa de show ‘Santa Fé Show Bar’, em Campo Grande (MS), a gravação do primeiro CD e DVD ao vivo de Brenno Reis e Marco Viola, com os maiores sucessos da dupla, além de músicas inéditas.

Entre as músicas já gravadas pela dupla estão composições próprias, além de composições de outros cantores sertanejos e de música raiz como Rick, da dupla Rick e Renner, Ataíde da dupla Ataíde e Alexandre e Zezé di Camargo, da dupla Zezé di Camargo e Luciano,entre outros. “A escolha de nosso repertório é baseado em nossos fãs. O que eles estão querendo ouvir”, revela Marco Viola.

E por falar em repertório e shows, Marco revela ainda que, sem dúvida, a música “Pode voltar paixão” não pode ficar de fora dos shows, até porque foi uma das que, até o momento, mais marcou a carreira da dupla. “Nós temos algumas músicas que não podem ficar de fora dos nossos shows, como ‘piracicabano’, ‘eu te amo’, ‘o amor tem dessas coisas’, ‘prisioneiro’, ‘pode voltar paixão’ e agora do nosso novo CD ‘eu nasci há dez mil anos atrás’ e PQP”, conta Marco Viola.

Com uma agenda lotada Brenno Reis e Marco Viola não param um minuto e agradecem este fato a Deus e a Nossa Senhora Aparecida. Para os próximos dias Brenno Reis e Marco Viola já estão com shows marcados no Paraná, em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso. “Estamos trabalhando bastante, graças a Deus e à Nossa Senhora Aparecida. E graças a eles também, somos muito bem recebidos por onde vamos”, diz Marco Viola.

Entre os shows que marcaram a dupla, está o show que fizeram com a dupla Zezé di Camargo e Luciano para um público de aproximadamente 80 mil pessoas. Quando perguntado sobre a Festa de Peão de Barretos, Marco Viola conta que, por dois anos participaram da festa e que acharam maravilhoso participar e estar lá, pois é a maior festa de peão do Brasil.

Divulgação moda de viola
O movimento da nova geração da viola caipira aos poucos está caindo no gosto das pessoas, principalmente dos jovens. Tanto é que essa nova geração está ganhando espaço na televisão, que até pouco tempo era um lugar que pouco espaço dava aos artistas da nova geração da viola caipira. Apesar de não terem participado de nenhum capítulo da novela Paraíso, da Rede Globo, Marco Viola diz que esta oportunidade que a emissora está dando na novela, para estes artistas, é muito boa. “Estamos muito felizes pelos nossos amigos João Carreiro e Capataz, principalmente porque o João Carreiro sempre se espelhou em nós. Não fizemos nenhuma participação na novela, mas se Deus quiser daqui uns dias quem sabe...”, comenta Marco Viola.

Internet
Brenno Reis e Marco Viola não poderiam ficar de fora do universo da Internet. Tanto que para manter contato com os fãs, além do site oficial www.brennoreisemarcoviola.com.br , a dupla está presente também no site de relacionamento Orkut com o perfil Brenno Reis e Marco Viola Oficial.

HOMENAGEM

O retrato da vida: Caminhoneiros

Saudade da família, estradas em péssimas condições, problemas com a saúde, noites sem dormir direito. Esta é a triste rotina do caminhoneiro brasileiro que, pelas estradas do país, roda em busca do seu ganha pão
Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso. Foto: Viviane Petroli

Eles são como os médicos, são como os cientistas, os engenheiros, os professores e até mesmo os agricultores e pecuaristas. Sem eles não sobrevivemos, não temos o que comer e não temos o que vestir e o que calçar, não temos o combustível em nossos carros e nem onde sentar para uma refeição. No último dia 25 de julho eles tiveram um dia inteirinho dedicado somente a eles. Em alguns lugares foi somente um dia, em outros as comemorações durarão até a primeira quinzena de agosto. Se pensastes no amigo Caminhoneiro acertou, pois ele é tudo isso e um pouco mais.

Ser caminhoneiro é viver longe da família, é viver constantemente sem saber o que lhe reserva pela frente, é não saber quando fará uma refeição decente que não seja a feita na cozinha da carreta. Ser caminhoneiro é entrar para a profissão e não saber quando conseguirá se aposentar, ser caminhoneiro é enfrentar os perigos da estrada e rezar a Deus e pedir que lhe guie e lhe proteja.

Com mais de 20 anos de profissão, Artemio Freitas sempre trabalhou com caminhão graneleiro e está há um mês sem ver sua família. Ele conta que a ligação que faz para ter notícias de sua família não mata a saudade que sente. Natural de Marechal Cândido Rondon (PR) Artemio é mais um dos milhares de caminhoneiros que pelas estradas brasileiras chegam a passar meses longe da família, principalmente quando é tempo de safra. “Já cheguei há ficar 90 dias sem ver minha família. Isso ocorre, principalmente, em época de safra. A saudade não era tanta quando meus filhos, que hoje possuem 25 anos, eram pequenos, mas depois que fizeram seis anos e começaram a estudar, tiveram de parar de viajar comigo”, conta Artemio, que ainda tem um irmão na mesma profissão.

Até hoje é comum vermos pais caminhoneiros carregando a família ou um dos filhos consigo na boleia do caminhão em período de férias ou quando os mesmos ainda não estão estudando. “Só eu sou caminhoneiro na minha família, mas a ideia do meu filho de 12 anos é seguir meus passos e se tornar um caminhoneiro. Desde pequeno ele é apaixonado por caminhão”, comenta Valdecir Salvador, acompanhado do filho. Há 15 anos Valdecir é caminhoneiro. Natural de Catanduva (SC), ao contrário de Artemio, o máximo que chegou a ficar longe da família foi 40 dias.

Além da saudade da família, os caminhoneiros têm de enfrentar outras saudades: a de uma cama decente, a de um banho decente e o de uma comida decente, pois a cama do caminhão não é a mesma de suas casas, os chuveiros dos postos de combustível não são os mesmos de sua casa e a comida feita no caminhão ou de restaurantes e lanchonetes de beira de estrada não é a mesma feita por sua esposa ou mãe. Só para se ter uma idéia, a cozinha de um caminhão, uma caixa quadrada, em alguns casos, cabe apenas um pequeno fogão camping (duas bocas), alguns utensílios domésticos e um que outro alimento não perecível.

Estradas brasileiras
Não é de hoje que o brasileiro sofre com os problemas nas estradas do Brasil e quem mais sofre com isso são os caminhoneiros e os motoristas de ônibus. “São estradas ruins, cheias de curvas irregulares, sem sinalização em boa parte delas, asfalto de péssima qualidade e ainda temos de aguentar os guardas querendo nos multar, mesmo que o caminhão esteja com tudo em ordem e, se não damos dinheiro, aí sim eles vem e nos multam e ainda inventam qualquer irregularidade. Eles deveriam é nos ajudar isso sim, pois além de tudo o que já enfrentamos com as estradas ruins, ainda temos de enfrentar os assaltos e os roubos de carga e caminhão”, diz Artemio Freitas. Há 15 anos trabalhando como caminhoneiro, Cláudio Antonio da Silva, de Ourinhos (SP) diz que onde existe pedágio as estradas são boas, contudo nos trechos em que não há é um perigo total. “O pior trecho que já enfrentei foi o do corredor da morte”, diz Cláudio, se referindo ao trecho Rondonópolis-Cuiabá.

Cláudio não é o único que reclama do trecho entre as duas cidades mato-grossenses. Conforme Altemir Dalaca, 24 anos como caminhoneiro, o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá é muito violento. Para Altemir o pior trecho é este até o município de Sorriso. “É necessário que esta duplicação da BR 364 saia logo”, completa Altemir que é de Caxias do Sul (RS).

“Graças a Deus nunca sofri acidente, mas já vi amigos sofrerem acidentes. As estradas do Brasil estão muito ruins, é preciso todo um reparo nelas. O trecho entre Cuiabá e Rondonópolis tenho de fazer com muita calma e paciência. É um buraco em cima do outro, às vezes nem tem como escapar pelo acostamento, porque não tem”, revela Vânio Carlos Neves, que há 33 anos é caminhoneiro, durante churrasco em homenagem ao dia do motorista, promovido pelo Posto Aldo Locatelli.

Empresários também reclamam
A reportagem do CIRCUITO MATO GROSSO aproveitou para conversar com proprietários de frota de caminhão e saber deles quais os principais problemas de ser um empresário deste ramo. De acordo com Vitório Manica, há 33 anos no ramo e há 13 como proprietário de frota, as despesas com a frota são muito grande, principalmente quando o assunto é combustível. “Depois do combustível nosso maior problema é com as despesas em oficina e pneu, devido ao estado em que as rodovias e BRs do Brasil se encontram. Por esse motivo, meus caminhões estão direto na oficina”, revela Vitório.


Assim como Vitório, para Cláudio Rigatti,proprietário da Rigatrans Transportadora Ltda., o custo de se manter a frota é muito grande. “Nossos prejuízos são vários. O diesel é caro, os gastos com oficina e pneus são altos e ainda temos de enfrentar a falta de segurança nas rodovias. Só está e entra para a profissão quem gosta mesmo”, comenta Rigatti.

18ª Festa de São Cristóvão
Em comemoração ao Dia do Motorista (25 de julho), nos dias 07, 08 e 09 de agosto será realizado, na Comunidade de São Cristóvão -Posto das Mangueiras, a 18ª Festa de São Cristóvão. Durante as festividades motoristas e comunidade poderão conferir shows nacionais com o grupo sul-mato-grossense Tradição (07.08) e com o cantor sertanejo Leonardo (08.08). No domingo (09.08) será realizado o famoso Costelão de São Cristóvão e as festividades religiosas.

19 de julho de 2009

POEMAS

Rômulo Netto: Um jornalista - poeta de alma e coração

Com uma inspiração que não sabe de onde vem, Rômulo Netto acaba de lançar trilogia e já encontra-se escrevendo outros três livros simultaneamente

Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso. Fotos: Viviane Petroli

“Deixa disso menino. Aqui nesta casa não tem nenhum Castro Alves”, é o que dizia a irmã do jornalista e poeta Rômulo Netto quando este ainda era um menino de nove anos e começou a rabiscar no papel seus primeiros poemas. Mas o que ela não esperava é que os poemas de seu irmão deslanchariam quando ele entrasse na faculdade.

Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UNB), Rômulo Netto, mineiro de Paracatu, chegou à Cuiabá em janeiro de 1972. Com especialização em Comunicação Rural, Rômulo foi convidado para organizar os vestibulares da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e de 1974 a 1979 exerceu a função de Presidente da Comissão Permanente de Concurso de Vestibulares da universidade, onde organizou 28 vestibulares. Entre 1979 e 1991, ainda na UFMT, Rômulo criou a Imprensa Universitária, a Editora da UFMT e, enquanto esteve à frente do Conselho da Imprensa Universitária, lançou a Revista Universitária, que deixou de ser escrita quando saiu do Conselho em 1991.

Rômulo aposentou cedo em sua opinião. Aos 47 anos Rômulo aposentou-se por tempo de serviço prestado e, desde então, passou a dedicar-se mais a sua família e aos poemas. Em mais de 20 anos Rômulo já lançou 24 livros. Alguns destes ele possui guardado em sua casa, outros diz não ter.


Ameríndia foi seu primeiro livro a ser lançado em outubro de 1980. Nele, através da poesia, descreve a destruição do Império Inca. Para o lançamento de Ameríndia, Rômulo conta que conseguiu trazer o Embaixador do Peru, na época e que este ficou impressionado por Rômulo saber mais sobre o Peru do que os professores universitários do país. “Ele chegou a me perguntar por quanto tempo fiquei no Peru para pesquisar sobre a destruição do Império Inca, pois sabia mais que os professores de escola e universidade do País. Respondi para ele que nunca havia ido ao Peru, o que era verdade”, lembra-se Rômulo.


Em 1982 ocorreu, na UFMT, um encontro de reitores do Brasil e, com o intuito de presentear as esposas dos reitores, o então reitor da universidade, Gabriel Novis Neves, perguntou a Rômulo se ele não possuía um livro para presenteá-las. Por sua vez Rômulo disse que sim e então escreveu seu segundo livro.


Conforme o tempo passava, a inspiração de Rômulo aumentava cada vez mais. Em sua mente poemas e poesias românticas, dramas, alertas para a sociedade, natureza entre outros gêneros em sua mente surgiam. Pássaro Perdido, Veias Vorazes, Lua de Papel surgiram sequencialmente. Durante 13 anos, Rômulo deixou de escrever seus livros e, em 1999, para quebrar o atraso, lançou ao mesmo tempo Primavera Silenciosa e Duas Meninas e Sua Casa (livro este que conta, através da poesia, sobre o dia-a-dia de suas filhas quando eram pequenas, incluindo brincadeiras e brigas). De 1999 até os dias atuais Rômulo não mais parou de escrever e revela não saber de onde vem tanta inspiração para no papel colocar tantas palavras. Limite, Mão de Vaca, Os Deserdados da Sorte (três livros em uma só publicação), Transitoriedades foram surgindo e dando lugar a novos poemas. “Tenho um carinho muito especial por Duas Meninas e Sua Casa por ser um livro que fala de minhas filhas quando eram pequenas. Tenho carinho também por Primavera Silenciosa e Transitoriedades por falarem da natureza e do ser humano”, comenta o poeta.

Trilogia
Em 12 de maio Rômulo lançou uma trilogia, onde apenas o primeiro livro considera ser um conto e os outros dois capítulos de novela, por poderem ser lidos alternadamente. Contos dos Gerais, Filisberto das Âncoras e As Jagunças até hoje são seus únicos livros publicados que não foram impressos e ilustrados por ele. “Alguns de meus livros foram feitos em casa e outros o Conselho Editorial da UFMT é quem fez a impressão. Meus três últimos livros foram publicados pela Editora Tanta Tinta, através da Lei de Incentivo à Cultura, onde me incentivaram a participar”, conta Rômulo.


O único livro da trilogia em que todas as personagens centrais são mulheres é em As Jagunças, onde 21 mulheres são as personagens centrais. “É um livro feminista. Nele não utilizei pontos e nem vírgulas, coisa que há algum tempo já venho fazendo”, explica.


De tamanha vontade que tinha de escrever e inspiração, Rômulo sem perceber, enquanto escrevia Filisberto das Âncoras (personagem este que surgiu em Os Deserdados da Sorte) acabou escrevendo o livro A Urna Desmemoriada. “Levei para a editoração ler e eles me ligaram, dizendo que eu havia escrito dois livros em um. Então li tudo e vi que realmente havia, sem perceber, feito isso. Acabei separando os textos e publicando dois livros”, diz.

Novas publicações
Munido de um caderno feito por ele mesmo Rômulo aonde quer que vá, está sempre escrevendo. Segundo ele, as palavras surgem do nada em sua cabeça e não sossega enquanto não colocá-las no papel para que, depois de concluir todo o livro, possa passar as poesias para o computador. Hoje, simultaneamente, Rômulo está escrevendo outros três livros de poesias e poemas. “A inspiração não tem hora pra vir. É muito difícil eu rasgar um poema que já tenha escrito. As vezes só troco uma ou outra palavra e todos os meus poemas são datados”.


Entre todos os 24 livros que já publicou Rômulo revela que Os Deserdados da Sorte e Transitoriedades deveriam ser publicados em massa, pois eles fazem um alerta ao ser humano das coisas que estão acontecendo, como a poluição e a morte de um rio, por exemplo.

TEATRO FÚRIA

Furiosos de Cuiabá partem para estremecer Curitiba

A partir de novembro, Teatro Fúria leva para Curitiba, toda sua fúria na mala e, enquanto não se muda, segue aberto com sua escola de Teatro

Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso. Fotos: Arquivo Teatro Fúria

Tudo começou ainda na Cuiabá do século XX, mais precisamente em 1992, quando ainda adolescentes Péricles, Caio, Giovanni, Bruna e Toledo eram alunos de Gilberto Nasser, no Grupo Ânima, que era um teatro amador feito nos finais de semana na antiga Escola Técnica Federal. Contudo em dezembro de 1998 ,é que realmente nasceu o Teatro Fúria. Nasceu como um grupo de teatro profissional. De acordo com Péricles, o Grupo Anima, no início do caminho do Fúria, foi que lá, não só se desenvolveu o trabalho de ator e sim um trabalho de dramaturgia, de direção, iluminação e sonoplastia e, que todo esse aprendizado, lhes deu segurança para começar a desenvolver a linguagem do Fúria. “É por isso que sempre citaremos o Ânima e o Gilberto Nasser, que nos iniciou de forma generosa e sem cobrar nada”, comenta Péricles.

Até o ano passado, o Teatro Fúria funcionava de forma fechada e, este ano, resolveu inovar e abriu a Escola do Teatro Fúria, onde todos que participam da Escola avançam com os criadores, em sua pesquisa, é considerado um furioso. Hoje, desde a criação do Teatro Fúria, apenas Péricles, Caio, Giovanni e Bruna continuam na luta para mostrar o que é o Fúria. Conforme Péricles, Toledo deixou o Fúria no final de 2008, mas quando quiser voltar sempre encontrará as portas abertas e os companheiros de luta de braços abertos. “Com a saída de Toledo, no ano passado, mas que tem o direito conquistado de voltar à hora que desejar, portanto, ele também, mesmo que desminta isso, é um de nós, hoje temos no Fúria a Emily como a mais nova integrante da Aldeia. A Emily é sobrinha do Amir Haddad, uma das grandes almas nobres do teatro nacional e, para nós, é uma grande alegria iniciá-la no teatro”, conta Péricles.

Péricles conta que o nome Teatro Fúria é devido ao fato de eles serem “os furiosos que reagem às expectativas impostas pelo sistema democrático/capitalista/cristão”. Para eles Fúria significa coragem e luta. “É o nome que representa nosso estilo de fazer teatro: o teatro não como profissão e sim como estilo de vida”, completa Péricles.

Apresentações
A primeira apresentação do Fúria foi o espetáculo Nepal que aos poucos foi dando espaço para outras peças. Na sequência de Nepal vieram Consolero, Frederica, Encaixotando Shakespeare, Frederica – a Verdade Maior que o Corpo, Apartamento 501, Rochdale, A Justiça do Zero a Zero, Os Bichos Narram Quixote. Segundo Péricles há dois novos textos que ainda não foram estreados, que são O Buraco e Carrossel Cusco. “Carrossel Cusco estreia este ano e foi premiado pelo Cuiabá Cidade Arte, da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. Tínhamos um projeto no centro de detenção de menores, o Complexo Polmeri (antiga Fazendinha). Lá fizemos dois espetáculos que foram o Quebra-Cabeça e Por Trás do Pano”, lembra.

Por ser um grupo de vasto repertório, o Fúria está com vários espetáculos em cartaz. Entre os mais requisitados estão Nepal, Frederica e Encaixotando Shakespeare, mas não na Hell City, como Cuiabá vem sendo chamada no universo cultural e sim pelo país e festivais nacionais e internacionais de teatro. “Apresentamos mais fora de Mato Grosso do que por aqui mesmo. Por ser uma cidade pequena, as temporadas são rápidas. Geralmente sete dias quando o espetáculo é dentro de teatro e um mês quando é em espaços alternativos. Por intermédio dos festivais e programas de circulação de espetáculos (Palco Giratório – Sesc Nacional, Caravana Funarte, projetos particulares contemplados pela Lei Rouanet) já percorremos com nossos espetáculos e laboratórios, 18 Estados e perto de 60 cidades brasileiras. Nesta segunda década, queremos percorrer a América Latina”, revela Péricles.

Diferenças
Péricles diz que cada grupo teatral é diferente um do outro, mas que a grande diferença do Fúria para os outros é que eles são um grupo de motivação ideológica política e social. “Os espetáculos dizem o que os integrantes têm a dizer. Nos interessa o sucesso, mas não o sucesso oriundo das expectativas do sistema. Queremos o sucesso oriundo de conseguir dizer as nossas verdades amadurecidas e desenvolvidas nos ensaios. O sucesso para nós é conseguirmos desenvolver um modo para dizê-las, que cause interesse no público sobre as verdades que acreditamos. Isso, às vezes, pode parecer a quem não nos conhece, que vivemos a dar murros em pontas de faca, mas não é assim. O fato é que sabemos exatamente o motivo de fazermos teatro e o nosso teatro está diretamente ligado ao nosso espírito. À motivação que nos leva a viver”, explica Péricles.

Rumo à Curitiba
Dentro de menos de quatro meses o Teatro Fúria estará de malas prontas rumo à Curitiba (PR), não para uma apresentação e sim de malas prontas para se fixar na cidade. Péricles conta que o grupo já está estagnado e que, nesta nova década, a principal vertente do Fúria é a Escola do Teatro Fúria, “pois é a Escola que fará o aprimoramento da nossa linguagem e a renovação do Teatro Fúria e os Insurretos Furiosos Desgovernados”. Péricles completa dizendo que “aqui ninguém dá a mínima para ela. Temos atraído ótimas cabeças, mas em quantia insuficiente de experimentadores. Para mantê-la viva utilizamos o mesmo método que usamos para manter vivos nossos espetáculos: A perambulação por outros Estados brasileiros”.

Hoje a Escola de Teatro Fúria funciona na Galeria do Insurreto Pádua Nobre e, por ainda ser nova, possui poucos laboratórios. Até o momento são quatro laboratórios, divididos cada um em carga horária de 25 horas.

Confira os quatro laboratórios da Escola Teatro Fúria, segundo Pérícles:
1) Laboratórios para sujeitos curiosos leigos - IniciaçãoSempre de forma muito lúdica e prazerosa, os experimentadores tomam contato com a mímica, a construção de personagens da comédia dell'arte, encenação de esquetes, o teatro do oprimido de Augusto Boal e a construção de cenas de modo autogestivo na Caixa-Mágica com suas Marionetes Humanas.Carga horária de 25 horas

2) Laboratórios Democráticos - para artistas iniciadosExperimentamos o que desde pequenos nos ensinam sobre o que é democracia e como ela funciona. Como a democracia é na realidade e como na realidade funciona, o que devemos fazer para a democracia ser mais eficiente, no que diz respeito à promoção de justiça e O QUE deveria ser a democracia e COMO deveria ser. Após estes laboratórios, o artista iniciado terá muito mais clareza da função ou disfunção do artista nas circunstâncias democráticas.Carga horária de 25 horas.

3) Laboratórios da Dramaturgia da Árvore - Oficina de dramaturgia. Se experimenta passo-a-passo os métodos de construção de textos teatrais do Teatro Fúria neste últimos 10 anos, se analisa outras dramaturgias, maneiras de se explorar o sub-texto e superobjetivo, experimenta-se a adaptação de outras obras para a linguagem de cena e se mostra as convenções de comunicação.Carga horária de 25 horas.

4) Desalienação dos sentidos - O laboratório Desalienação dos sentidos visa despertar, através de exercícios de consciência dos cinco sentidos (tato, audição, paladar, olfato e visão), o 6º sentido: A desalienação social e política. A interpretação dos verdadeiros interesses por trás das mensagens nos impostas pelos governos, mídias e religiões moralizantes. E como conseqüência, a análise de nossos irracionais comportamentos tirânicos, desenvolvidos pela nossa educação autoritária, em prol dos interesses do sistema capitalista/democrático/judaico-cristão. Carga horária de 25 horas.

Fúria e o cinema
O Fúria, conforme Péricles, sempre teve o objetivo de criar um núcleo de cinema, intitulado O Cinema Fúria, quando se mudassem e estivessem estabelecidos com a Escola e a sua Aldeia em Curitiba. Péricles conta que tem um cunhado que é cinemeiro em Atlanta e que ele faz filmes e dá aulas de cinema na faculdade dos Estados Unidos e que ele tinha muita vontade de fazer um filme em Chapada dos Guimarães. “Calhou de ele dar uma palestra no Rio de Janeiro sobre cinema, então adiantou sua viagem em dois meses para que, enquanto ele viesse nos visitar, antes de seu compromisso, fizesse um curta-metragem conosco. Mas como eram poucas locações, poucos atores e, além de tudo, tivemos muita colaboração voluntária, observamos que o custo de produção deste curta não seria tão superior ao custo de um longa e, por isso, optamos pelo longa, já que é muito melhor pra sua divulgação, já que ninguém dá a mínima pra curta metragem. Em suma: a história do filme é esse. O nome do filme é Transmigration of Soul and Body e é uma parceria do Cinema Fúria, Universidade de Artes de Atlanta, Universidade de Artes de Pitsburg, Social Filmes de São Paulo e Sunshine Entertainment de Nova York e estreia em outubro nos Estados Unidos e no Brasil. Foi filmado em Chapada dos Guimarães e algumas poucas imagens aqui em Cuiabá. É uma história sobre delírio”, explica Péricles.

20 de junho de 2009

FOTOGRAFIA

Um olhar amoroso sobre Cuiabá e sua gente

Através das lentes de sua câmera fotográfica advogado destaca cenários e personagens da capital de Mato Grosso.Por Viviane Petroli para o jornal Circuito Mato Grosso. Fotos: Fabiano Rabaneda

“Sempre gostei de fotografia. Desde pequeno”. Foi assim que o advogado Fabiano Rabaneda começa a contar a história de sua paixão pela fotografia, que acabou levando ao lançamento do site ‘Fotos de Cuiabá’. Criado há um ano, a página na Internet hoje reúne mais de três mil fotos publicadas e uma legião de admiradores do trabalho de seu criador.


Sem experiência no ramo fotográfico, Fabiano começou de brincadeira a fotografar, para colocar as fotos como papel de parede em seu computador. Em um passeio pelo centro velho da Capital mato-grossense ele acabou passando pelo Cemitério da Piedade, onde munido de seu celular, fez uns cliques. “Os amigos gostaram das fotos que tirei. Havia colocado uma como papel de parede em meu computador. Fiquei impressionado, e meus amigos também, com as belezas que temos na cidade”, diz Fabiano.

Antes de se tornar advogado, Fabiano trabalhava no ramo de informática e isso facilitou na hora de montar o site e exibir as fotos que tirava como hobbie. “Quando montei o site, não havia nenhum domínio de ‘Fotos de Cuiabá’. Achei legal, pois este era o nome que queria que meu site tivesse”, revela.
‘Fotos de Cuiabá’, segundo Fabiano, é um site de fotos sem fins lucrativos e as fotos estão disponibilizadas, gratuitamente, para os admiradores da beleza cuiabana.

Primeiras fotos
As primeiras fotos que Fabiano tirou e colocou no site foram fotos do centro de Cuiabá e, aos poucos, sua inspiração foi se expandindo, tanto que hoje ele já pensa em pegar sua câmera fotográfica e sair clicando Várzea Grande, Santo Antônio do Leveger e Chapada dos Guimarães. “A ideia do site é valorizar os detalhes e a cultura. Tenho fotos de pessoas ribeirinhas, de pessoas descansando debaixo de mangueiras, estátuas no Cemitério da Piedade, entre outras. Além de mostrar as belezas da cidade, procuro mostrar também o contraste, ou seja, o outro lado, como crianças brincando no esgoto do rio Cuiabá e de um senhor com papel e caneta no bolso se dizendo um empresário quando, na verdade, era um catador de papelão”, relata o fotógrafo.

Segundo ele, cada foto tem uma história, independente do que seja ela. Fabiano conta que dependendo da foto, como no caso do “empresário” catador de papelão, é feito um pedido de autorização verbal para que a foto possa ser tirada. Ele diz ainda que, na maioria das vezes, as pessoas às quais pede permissão se abrem para as lentes de sua câmera e que no meio da conversa acabam contando histórias de sua vida na capital. “Vim do Paraná para Cuiabá com dois anos e nessas minhas caminhadas em busca das melhores fotos e ângulos, acabo encontrando pessoas que me contam suas histórias e a história de Cuiabá. Quando chego para tirar foto de uma, outra pessoa começa a me contar a história da cidade”, explica.

Projetos
Hoje somente Fabiano trabalha com o site mas, às vezes, tem o auxílio de sua esposa e seu filho. Apesar de não ter aberto espaço para outros fotógrafos pensa em um futuro próximo, abrir espaço para amigos e aqueles que curtem a arte de fotografar. “Já tenho em mente até um possível nome para este espaço no site ‘Espaço para foto urbana’ pois as fotos podem ser tiradas em qualquer lugar”, comenta. Fabiano tem também em mente criar uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) para ensinar crianças à arte de fotografar.
Para conferir todas as fotos de Fabiano Rabaneda acesse
www.fotosdecuiaba.com.br .

RESGATE HISTÓRICO

Balneário Santa Rosa – muitas emoções à beira do rio Coxipó

O Balneário Santa Rosa pontificou, por 20 anos, como a mais famosa casa de espetáculos de Cuiabá. Sempre lotado, nos finais de semana dos anos 70, reunia as famílias cuiabanas para banhos de rio e noites de shows e muita dança. Por Viviane Petroli para o jornal Circuito Mato Grosso. Fotos: Arquivo Pessoal João Balão

Um simples hotel de nove apartamentos a beira da praia do rio Coxipó, localizado na rua Jarí Gomes, mais precisamente ao lado da Boate Sayonara, durante 11 anos fez furor na capital mato-grossense. Tudo devido à criatividade do seu proprietário João Celestino Cardoso Neto, mais conhecido como João Balão, que o transformou também em uma casa de espetáculos trazendo o melhor da música brasileira para as noites cuiabanas.

De 1970 a 1981, o Balneário Santa Rosa pulou de nove apartamentos, onde por muitas vezes tripulações de aviação pernoitavam, para 15 apartamentos, sem contar as 300 mesas e as três pistas de dança que eram ocupadas pela cuiabania que ia em busca de diversão com os shows mensais ou quinzenais, em épocas de férias.

Quando construído por Augusto César Marques dos Santos, genro de João Balão, o Balneário, além dos nove apartamentos, contava também com uma cozinha aberta para toda a cidade. Novidade que atraía cada vez mais fregueses. “Inicialmente o Balneário foi construído para ser um hotel de trânsito e, aos poucos, fomos incrementando com o restaurante e a boate”, relembra João Balão, emocionado.

Para a inauguração do Balneário, João Balão convidou o cantor e compositor Benito de Paula, então no auge, para fazer um show mas ele não pode comparecer e em seu lugar foi escalado Leo, primeiro músico da casa, que tocava órgão eletrônico acoplado a uma bateria também eletrônica. “O primeiro piano eletrônico trazido para Cuiabá foi o do Balneário”, relembra João Balão. Após Leo, vieram os músicos instrumentistas Dario e Toninho.

Com o sucesso que o Balneário Santa Rosa fazia na cidade, seu proprietário se viu obrigado a manter uma equipe de 50 garçons aos finais de semana para atender aos clientes. As companhias aéreas faziam pernoitar ali seus funcionários e passageiros, em dias de casa lotada.

Aos domingos, como era de praxe na época, após o banho de rio havia o tradicional almoço com serviço à beira da praia. Era uma época sem tanta poluição e a população curtia a água límpida que corria pelo rio Coxipó e as áreias brancas e convidativas para os seus banhos de sol.

Shows e festas
Além dos 27 músicos, divididos em quatro bandas, que animava a cuiabania e aqueles que pela cidade passavam, haviam os shows nacionais com os mais renomados cantores do país. “Tínhamos no Balneário uma banda comandada por Zé Lino e dois conjuntos. Um dos conjuntos era comandado por Paulo e Fábio e o outro era comandado pelo Júlio Coutinho. Havia também um conjunto de percussão comandado por Alair Batuqueiro. O Alair tocava somente nas sextas e sábados, as outras bandas tocavam a semana toda, exceto as segundas quando era folga do pessoal e não abríamos”, lembra João Balão.

Entre os músicos nacionais de renome que passaram pelo Balneário Santa Rosa estiveram Roberto Carlos, Sílvio Caldas, Clara Nunes, Wilson Simonal, Jair Rodrigues, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Jacob do Bandolim, Wando, Altemar Dutra, Rogéria, Jamelão, Alcione, Maria Creuza, Benito de Paula (ele acabou vindo!), Miltinho, Sérgio Reis, Morais Moreira, Nara Leão, Leci Brandão, João Nogueira, Luiz Airão, Jorge Benjor, Wanderley Cardoso, Nelson Ned e Jerry Adriani. “Os shows que mais lotaram foram os de Benito de Paula e o da Clara Nunes”, comenta.

No Carnaval, a festa começava na sexta-feira e terminava só ao meio-dia da quarta-feira de cinza. Por causa dos seus shows, o Balneário Santa Rosa mereceu destaque em reportagens de jornais de São Paulo e Rio de Janeiro e na revista Veja.

O fim de um espetáculo
Em dezembro de 1981 o Balneário Santa Rosa fechou as suas portas deixando a cuiabania carente de sua animação. Devido a separação entre João Balão e sua esposa Zélia na época, o Balneário acabou ficando com Zélia que acabou fechando as portas do local, enquanto João Balão seguiu para o Pantanal e abriu o primeiro hotel da localidade com o nome de Santa Rosa Pantanal Hotel. “Na época não havia a Transpantaneira que temos hoje. Todo o material para a construção do hotel no Pantanal veio de Corumbá via fluvial”, diz João Balão.

21 de maio de 2009

LANÇAMENTO

Documentário sobre família de deputado Valtenir Pereira será lançado dia 29

Viviane Petroli/Blog Fala Sério Mix

Será lançado no dia 29 de maio no anfiteatro do Colégio Liceu Cuiabano, em Cuiabá, às 20h, com entrada gratuita, o documentário “Uma História de Justiça” que conta a vida da família do deputado federal de Mato Grosso Valtenir Pereira, que em 1983 nas proximidades do município de Juscimeira, a 150 km de Cuiabá, teve seu pai assinado no vilarejo de São Lourenço de Fátima.

A história de Valtenir Pereira e seus quatro irmãos chamou a atenção do jornalista Betell Fontes, de 22 anos, e que acabou decidindo, juntamente com toda uma equipe de profissionais, a fazer um documentário que retrata a vida da família em busca de justiça.

Em seu documentário Betell mostra desde o assassinato do pai de Valternir até a condenação do assassino. Ele ainda mostra a luta da família pela justiça e que todos os irmãos hoje são formados em direito.

Confira a seguir uma pequena entrevista com Betell sobre seu mais novo documentário:

Viviane Petroli - Como surgiu a ideia de fazer um documentário sobre a vida do deputado Valtenir Pereira?
Betell Fontes -
O documentário é sobre a família do deputado Valtenir, a luta dos cinco irmãos para colocar o assassino do pai na prisão. Meu pai foi assassinado quando eu tinha nove anos, a mesma idade que tinha o Valtenir. A diferença é que eu nunca fiquei sabendo quem era o assassino, mas se eu soubesse iria fazer à mesma coisa que eles.

VP - Quando o documentário começou a ser feito?
BF -
As primeiras gravações foram feitas em agosto de 2007, mas procurei a família em julho de 2007.

VP - Estiveram envolvidas na produção e realização do documentário quantas pessoas?
BF-
Ao todo foram 13 pessoas.
Ficha Técnica:
Família Pereira: Uma História de Justiça
Direção: Betell Fontes
Imagens: Davy Leão, Evandro Birello, José Augusto Júnior
Edição: André Galvan, Betell Fontes, Davy Leão
Produção: André de Aquino, Elaine Andrade, Julia Milhomem
Pesquisa e Reportagem: Betell Fontes
Assistente de Produção: Bruno Murilo, Marília Bonna
Assistente De Imagens: Bruno Murilo, Elaine Andrade
Decupagem: Betell Fontes, Davy Leão
Sonoplastia: Aroldo Máximo
Produção Musical: Ankh, Aroldo Máximo
Trilha Sonora: Banda Rhox
Música: Descanse em Paz
Revisão Final: Alexandre Frigeri
Capa: Ankh

VP - Qual foi à reação da família de Valtenir Pereira quando você os procurou para fazer o documentário?
BF -
Ficaram assustados, e até falaram porque nós. Ai eu falei que a história deles é um exemplo aí todos vestiram a camisa.

VP - Você teve algum tipo de ajuda financeira para fazer o documentário?
BF -
A Unic e o grupo Iuni foram os patrocinadores do documentário. Não entraram com dinheiro, mas com toda a estrutura.

VP - Você já produziu algum outro documentário? Se sim, quais foram?
BF -
Já produzi dois documentários. Um sobre Vila Bela e o outro sobre a educação da cidade de San Ignácio de Velasco na Bolívia. O da Bolívia foi eleito pelo Intercom Centro Oeste como melhor documentário.

VP - Você pretende inscrever esse documentário em algum festival?

BF - Em todos os festivais que aparecer pretendo concorrer, quem sabe ganhamos algum prêmio.


21 de abril de 2009

Harry Potter

Ator de Harry Potter passa despercebido em ruas do Rio de Janeiro

Viviane Petroli com informações G1

Não. Não é o Daniel Radcliffe, a Emma Watson ou o Rupert Grifft que os fãs de Harry Potter (aqueles que realmente são realmente observadores) viram passear livremente pelas ruas do Rio de Janeiro nesta semana. Filho de mãe brasileira, o britânico Alfred Enoch, de 20 anos, tem se sentido em casa ao andar pelas ruas da cidade carioca.

Personagem fixo na saga cinematográfica de Harry Potter, Alfred Enoch interpreta o narrador dos jogos de quadribol no papel de Dino Thomas e amigo dos personagens principais.

Com um português fluente, ensinado pela sua mãe, durante sua estada no Brasil, Alfie, como prefere ser chamado, teve sua rotina modificada aos 11 anos quando consegui seu papel em Harry Potter. Hoje aos 20 anos ele continua dividindo seu tempo entre as gravações e a Universidade de Oxford, onde cursa Letras com habilitação em português e espanhol. Ele alega que as gravações do filme nunca atrapalharam seus estudos e que o único problema que tinha era ter de estudar mais para compensar na escola.

Alfie é filho do ator britânico William Russell, que possui uma vasta carreira na televisão e no teatro britânico. Fã assíduo de Harry Potter, mesmo antes das escolhas dos atores começarem, Alfie entrou para o elenco por meio de testes, além de contar com um “empurrãozinho” de seu pai também ator. Quando chegou para fazer os testes acreditou que não iria passar, pois nos livros do bruxinho não estava escrito que Dino Thomas, seu personagem, era negro.

Ainda em sua estadia pelo País, Alfie preferiu continuar no mistério quanto ao novo filme da saga Harry Potter - "Harry Potter e o enigma do príncipe", sexto e penúltimo título da saga.


Foto: Carla Meneghini/G1

17 de abril de 2009

8ª Copa América de Basquete Feminino

Novamente Mato Grosso será sede mundial no esporte

Por Viviane Petroli com informações Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Mato Grosso (SEEL/MT)

Entre 23 e 27 de setembro Cuiabá será palco de mais uma realização mundial dos esportes. Desta fez Cuiabá será palco da 8ª Copa América – Pré-Mundial Feminino de Basquete 2009. O evento será realizado no Ginásio Aecim Tocantins.

Participarão dos jogos as seleções de basquete feminino do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Cuba, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela. A decisão da sede foi decidida nesta sexta (17.04) no decorrer da entrevista coletiva concedida pelo secretário de Estado de Esportes e Lazer de Mato Grosso (SEEL/MT), Baiano Filho, o presidente da Federação Mato-grossense de Basquete (FMTB), Claúdio Barreto e o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis.

De acordo com o secretario de Estado de Esportes e Lazer, Baiano Filho, o Governo de Mato Grosso investirá aproximadamente R$ 1,25 milhão para a vinda deste evento. Este montante será aplicado em cumprimento ao caderno de encargos, onde estão previstas despesas com hospedagem, transporte e também alimentação das equipes, bem como toda a infraestrutura necessária para o espaço de competição, campanha de divulgação, arbitragem, entre outras despesas necessárias. “Estamos mais uma vez bastante contentes com a realização de mais um evento de alto nível em Mato Grosso; mais uma vez reafirmamos nossa credibilidade e continuamos a credenciar o estado como sede dos grandes eventos internacionais”, declarou o secretario Baiano Filho.

Com o objetivo, não só de massificar o prestígio pelo basquete, mas também de incentivar o esporte que ainda é tímido no Mato Grosso a Confederação e o Governo do Estado anunciaram que os portões do Ginásio Aecim Tocantins estarão abertos para toda a população gratuitamente durante os cinco dias de jogos, ou seja, com um custo zero nos ingressos os organizadores possuem a expectativa de que o ginásio lote e com isso garantem uma maior aproximação do público mato-grossense das seleções.

Além dos jogos durante a 8ª Copa América – Pré-Mundial Feminino de Basquete 2009, conforme o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, ocorreram palestras com os técnicos estrangeiros, organização de clinicas e também uma programação especial para a Seleção Brasileira de Basquete Feminino que chegará à Cuiabá com cerca de três dias de antecedência ao início dos jogos.

A transmissão do Pré-Mundial de Basquete (direitos) pertence à própria CBB, garantindo assim os direitos de retransmissão exclusivos à Sportv.

24 de março de 2009

DEPRESSÃO

"Mal do século" tem cura

Independente do grau de depressão da pessoa, se realizado tratamento adequado há cura. Vários fatores levam à doença. Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso

Depressão – Doença que envolve o humor, o corpo e o pensamento da pessoa. Afeta o modo de a pessoa dormir, se alimentar, a forma como pensa sobre as coisas e o que sente sobre si.

Hoje, a depressão é uma das doenças mais comuns e já é considerada mental. Necessita de tratamento a médio e longo prazos, pois não é recomendável a realização do mesmo com antidepressivos somente um ou dois meses.

Segundo o psiquiatra, Alberto Carvalho de Almeida, há vários tipos de depressão e, entre eles, pode ser citada a depressão genética que tanto pode como não se manifestar; depressão unipolar que vem a ser somente a depressão; bipolar que é a depressão que mais tarde a pessoa passa a ter sintomas de euforia e depressão reativa, que é ligada a algum motivo. “Na depressão reativa a pessoa pode ter vários fatores para causá-la. A pessoa pode ter feito uma cirurgia, morte na família, ou qualquer outro motivo. Neste caso, além do remédio, há também a psicoterapia,ou um tratamento mais especifico. Se após o tratamento a pessoa ver que não tem mais aquele problema, ela é considerada curada”, conta Alberto.

Alberto ainda conta que a pressão sofrida no dia-a-dia também causa depressão, independente do sexo ou idade que a pessoa tenha.

Tratamento e sintomas
O tratamento para a depressão é normalmente feito à base de anti-depressivos, ansioliticos (calmantes) e de psicoterapia. ”A depressão, se não tratada, pode levar a pessoa ao suicídio. A depressão faz com que a pessoa se sinta mal. Sintomas físicos também causam depressão como a fibromialgia, dores musculares, dores internas entre outros”, diz Alberto.

Os principais sintomas da depressão, que podem ser percebidos em até 15 dias, são: isolamento, tristeza maior que o normal, choro fácil, apatia, desânimo, falta de vontade para fazer as coisas. Tudo para a pessoa é complicado, pensamentos negativos, pessimismo fora do normal, ideias paranóides, a pessoa perde a vontade de levantar da cama entre tantos outros sintomas.

“Dentro da depressão podemos encontrar doenças como TOC, anorexia, bulimia, ansiedade, fobia entre outras conhecidas. Se a pessoa descobre que tem um problema no coração, como por exemplo, uma veia entupida, ela pode desenvolver depressão e isso pode acarretar a depressão e problemas cardíacos na pessoa”, lembra Alberto. Em casos graves de depressão, que coloca a vida da pessoa em risco, podendo levar ao suicídio, o tratamento mais indicado e rápido é o Eletroconvulsoterapia (ECT). “Como toda doença a pessoa consegue sair. Se um medicamento não der certo, se tenta com outro e assim por diante. Cada caso é um caso. A principio, qualquer médico pode resolver a depressão, até um ginecologista nos casos leves, mas o mais indicado mesmo é um psiquiatra. O medicamento deve ser aquele que o médico receita e não aquele por indicação de terceiros”, conta Alberto.

Psicoterapia
Psicoterapia é um tratamento à base de palavra, é a pessoa se conhecer, fazer um levantamento sobre sua vida, trazer de volta aquilo que pensava estar acabado quando, na verdade, ainda se encontra inacabado. Tanto psiquiatras quanto psicólogos podem realizar este tipo de tratamento.

A busca pela saída
Em alguns casos, as pessoas deixam de buscar a cura para a depressão em medicamentos e a buscam através da família e de amigos. Este é o caso de Verônica Correa, 24 anos, estudante de Administração, que em 2007 acabou desenvolvendo a depressão do tipo leve, onde seus principais sintomas eram: a tristeza e o isolamento em seu quarto.

Segundo Verônica, o estresse foi e é ainda a principal causa. “Não procurei nenhum médico e não tomo nenhum medicamento. Procurei minha mãe, minha família e meus amigos. Tenho desde o ano passado e, às vezes, ela volta”, conta Verônica. Ela ainda conta que não há casos de depressão em sua família.

DIREITOS HUMANOS

Enfim, coordenadoria é criada em MT

Para atender às necessidades da população, a Defensoria Pública de Mato Grosso cria a Coordenadoria de Direitos Humanos. Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso

Foi publicada no dia 12 de março, no Diário Oficial do Estado, a portaria, assinada pelo defensor público-geral Djalma Sabo Mendes Júnior, no qual é criada a Coordenadoria dos Direitos Humanos em Mato Grosso, em ato de ver a necessidade de se estender à atuação da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, a grupos vulneráveis e vítimas de violações aos Direitos Humanos.


Hoje, em Mato Grosso, existem 117 Defensores Públicos que estão distribuídos em 67 Comarcas que, segundo defensor público-geral, todos estarão atendendo a população mato-grossense. “Cada Defensor Público é um agente dos Direitos Humanos. Portanto, em qualquer Comarca, onde houver violação aos Direitos Humanos, haverá um Defensor para atuar”, explica Djalma.

Djalma explica que a criação da Coordenadoria é muito importante para a população, pois trata-se de mais um mecanismo oficial de proteção aos Direitos Humanos que todos possuem.

São considerados grupos vulneráveis que receberão atendimento da Coordenadoria dos Direitos Humanos: mulheres vítimas de violência física ou moral, crianças e adolescentes, quilombolas, indígenas, homessexuais, idosos, encarcerados, trabalhadores sem terras, trabalhadores em regime de escravidão e vítimas de violência policial.

Papel da Coordenadoria
Fazem parte da Coordenadoria dos Direitos Humanos, além da Defensoria Pública, as Corregedorias das Polícias Civil e Militar com agentes que trabalham nos casos de violação de Direitos Humanos, sob a coordenação do Procurador da Defensoria Pública do Estado Dr. Roberto Tadeu Vaz Curvo.

Conforme Djalma Sabo Mendes Júnior, a Coordenadoria dos Direitos Humanos tem como papel e atribuições:
I – Receber denúncias de violação aos Direitos Humanos, de grupos vulneráveis, orientando-os e prestando assistência jurídica e administrativa, integral e gratuita, cível e criminal, em conjunto com os Órgãos especializados da Defensoria Pública, em todos os graus de jurisdição, incluindo o sistema internacional de proteção dos Direitos Humanos;
II – Propor a ação popular em favor de qualquer cidadão hipossuficiente economicamente;
III – Propor Ação Civil Pública em favor das associações ou organizações da sociedade civil que incluam, entre as suas finalidades, a proteção aos direitos humanos, desde que demonstrada a insuficiência de recursos econômicos dessas entidades;
IV – Inspecionar todo e qualquer local onde haja notícia de violação aos direitos humanos às pessoas hipossuficientes economicamente;
V – Representar, junto às Corregedorias das Polícias Civil e Militar, os agentes desses Órgãos envolvidos em casos de violação de Direitos Humanos;
VI- cooperar, manter intercâmbio e firmar convênios com outros organismos públicos e entidades, nacionais ou internacionais, de defesa dos Direitos Humanos;VII – Promover a realização de seminários, cursos e encontros com temas voltados aos Direitos Humanos.

12 de março de 2009

Literatura

Editora realiza Festival de Livros em Cuiabá


A Editora Tanta Tinta/Carlini & Caniato realiza neste sábado (14), das 9h às 13h em sua sede localizada na Rua Nossa Senhora de Santana 155 - Goiabeira, Festival de Livros de títulos de diversos autores, nas mais diferentes categorias, com descontos especiais que vão desde 20% na aquisição de um livro até 50% na compra de sete ou mais livros independentemente se estes sejam do mesmo título ou não.

De acordo com Marissol Gomes, o objetivo do Festival de Livros é que a Editora Tanta Tinta/Carlini & Caniato publica vários títulos no Estado de Mato Grosso e esta foi uma forma encontrada por eles para que a população possa estar adquirindo um livro feito no Estado e de autores regionais. Ao todo serão 50 títulos disponíveis entre romance, poesia, infantil, história regional, entre outros.

11 de março de 2009

AUTO DA PAIXÃO DE CRISTO

Ator de ‘A Favorita’ encena vida de Jesus Cristo em Cuiabá

Por Viviane Petroli

Será encenado nos dias 03, 04 e 05 de abril, no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá a peça Auto da Paixão de Cristo que conta a vida e a morte de Jesus Cristo. Este é o terceiro ano consecutivo que a capital mato-grossense desfruta de um evento como este, onde a população pode conferir, não somente atores renomados do país, como também local e figurantes, em um cenário que lembra Jerusalém há dois mil anos atrás.

Em sua terceira edição, o Auto da Paixão de Cristo, que já teve no papel de Jesus os atores Luciano Szafir e Carlos Casagrande, contará com a atuação do ator global Carmo Dalla Vecchia (o Zé Bob da novela A Favorita) interpretando Jesus.

O Auto da Paixão de Cristo é uma opção artística, cultural e de lazer oferecida gratuitamente, pelo Governo do Estado de Mato Grosso, para a população, pois esta foi uma forma encontrada de oferecer alternativas culturais e de entretenimento para a população, principalmente para aqueles que nunca tiveram contato com o teatro.

Além dos atores, estão envolvidos na produção e realização da peça cerca de 100 profissionais, entre produtores, cenógrafos, figurinistas, maquiadores, cabeleireiros e montadores.

Ao contrario dos anos anteriores, a direção para 2009 está preparando uma novidade: a crucificação ao vivo de Jesus, no qual o ato da pregação não era mostrado e sim se usava recursos de iluminação e o ator já se encontrava no alto da cruz. Para 2009 o ato da crucificação será mostrado e a direção procurará faze-lo de forma mais realista.

20 de fevereiro de 2009

AIDS

Cresce incidência de casos entre idosos

Entre 1985 e junho de 2008 foram registrados, em Cuiabá, 2.630 casos de AIDS. Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso

Conforme dados do Data SUS, do Ministério da Saúde, consolidados em junho de 2008 - entre 1985, quando surgiu o primeiro caso e junho de 2008 - foram registrados 2.630 casos de AIDS em Cuiabá.

Somente de janeiro a junho de 2008 foram registrados na rede pública de Cuiabá 13 novos casos de pessoas infectadas pelo vírus do HIV.

Durante esses anos, o sexo masculino lidera em notificações de casos, mas o que se pode perceber, de acordo com o Data SUS, é que a diferença de casos de AIDS entre homens e mulheres é cada vez menor. Em 23 anos foram registrados 1.682 casos em homens e 946 casos em mulheres.

Em relação à diferença entre as faixas etárias, independente do sexo, os números não são diferentes. De 1985 a junho de 2008 foram registrados, na faixa etária de 20-29 anos, 764 casos e de 30-39 anos, 937 casos de AIDS em Cuiabá. Entre 40-49 anos foram registrados 524 casos, 50-59 anos 178 casos, 60-69 anos 48 casos, 70-79 anos 17 casos e 80 anos ou mais foram registrados três casos de AIDS na capital mato-grossense.

Segundo a gerente do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), localizado no Bairro Grande Terceiro, Márcia Quatti, a AIDS leva cerca de 10 anos para se manifestar e, em idosos, o tempo de manifestação é mais rápido, devido à resistência do corpo ser menor. “Estes casos que vemos de pessoas com 80 anos ou mais com AIDS é recente e o fato de estar se manifestando agora é porque a pessoa contraiu o vírus há menos de 10 anos. É visível o crescimento da doença entre os idosos, assim como em adolescentes, pois já atendemos adolescentes com 15 anos que possuem o vírus. Alguns já nascem com HIV e outros acabam contraindo”, diz Márcia.

Hoje, somente no SAE, no Bairro Grande Terceiro, estão cadastradas 1.140 portadores do vírus do HIV e por mês, nos últimos meses, cerca de 19 novos casos chegam ao local. “Em 16 de janeiro de 2008 tínhamos 910 casos registrados aqui, sendo atendidos e agora dia 26 de janeiro realizamos um novo balanço e vimos que tempos 1.140 pessoas sendo atendidas”, comenta Márcia.

Márcia ainda comenta que o número de pessoas cadastradas no SAE poderia ser maior, não fosse o fato de algumas pessoas preferirem procurar a rede particular para realizar a comprovação de possuir a doença. “Como na rede particular não há os medicamentos e sim na pública, essas pessoas nos procuram pra pegar os medicamentos, mas para consultas não nos procuram”, diz.

Encaminhamentos
Segundo Márcia, é muito raro ver uma pessoa chegar no SAE por livre e espontânea vontade, em busca de exames para saber se é portadora do vírus da AIDS ou não. Ela diz que a maioria das pessoas que lá estão é porque foram encaminhadas por policlínicas e locais que atendem a rede SUS, tanto de Cuiabá quanto de outros municípios.

“Quando a pessoa chega no SAE, ela passa pelos nossos técnicos que são enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, pediatras entre outros, que solicitam os exames para que, no momento em que for passar pelos nossos médicos, a consulta já está marcada e os exames estão em suas mãos para assim, já começar de imediato o tratamento, conforme os resultados. Além dos exames laboratoriais normais fazemos também os exames CD4 e o exame de carga viral para saber a quantidade de vírus que circula no organismo da pessoa”, explica Márcia.

Márcia conta ainda que o SAE, além dos exames médicos e consultas, oferece à população, todo o medicamento necessário, bem como tratamento odontológico e leite em pó para crianças de 0 a 4 anos. Segundo Soraia Maciel, coordenadora de Educação em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), a mãe soro positivo não pode amamentar, pois mesmo que no parto não tenha transmitido o vírus do HIV, durante a amamentação pode. “O SAE tem esse programa de doação de leite em pó, onde estão cadastradas 48 crianças. Além desta distribuição de leite em pó, há também um trabalho nutricional com estas crianças e também com os adultos”, comenta Soraia.

Quando o assunto é a transferência do paciente para outro município ou outro local de atendimento, ou até mesmo quando o paciente vem do interior em busca de diagnóstico, o SAE encaminha para o médico que passará a atender o portador, todos os dados e o tratamento que a pessoa vem realizando.

Educação e campanhas
“Bloco da Mulher Madura” este é o tema da campanha do Carnaval 2009 do Ministério da Saúde. A campanha tem este tema, pois quer atingir a população feminina com mais de 50 anos, em respostas à tendência do crescimento da doença entre mulheres. A escolha da campanha ser voltada para esta faixa etária, se deve ao fato também, de que a mulher nesta idade possui pouco poder de decisão no relacionamento.

“A mulher deve entrar em negociação com o parceiro. Ela deve exigir a proteção. Em 1985 a probabilidade era de 14 homens infectados e uma mulher. Hoje essa probabilidade está dois homens infectados e uma mulher infectada”, conta Soraia.

Na oportunidade da campanha do Carnaval 2009 e também das festividades, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá estará aproveitando para intensificar as atividades de educação nas ruas, escolas e centro de convivências. “Faremos distribuição de preservativos nas escolas, onde ocorrerão os bailes de carnaval, nas ruas tanto para prevenir quanto para educar. Em Cuiabá possuímos três centros de convivência para idosos acima dos 50 anos e vamos aproveitar que eles terão seus bailes para estar realizando palestras”, completa Soraia.

Conforme Márcia, gerente do SAE, hoje em dia se fala muito em AIDS, mas as pessoas continuam ainda não tendo consciência do que ela causa. “As pessoas pensam que aquelas pessoas feias, magras e que se encontram em estado acabado é que possuem AIDS, mas não é verdade. Nós atendemos mulheres e homens aqui que são bonitos e com aparência de saudável que possuem AIDS e ninguém acredita”, comenta Márcia.

6 de fevereiro de 2009

CARNAVAL 2009

Público esperado é de 20 mil por dia

Organizadores do Carnaval 2009 de Cuiabá já se encontram ‘a todo vapor’ para festividade. Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso. Foto: Secom Cuiabá

Após as festas de final de ano, a primeira e a mais esperada festa do ano é o Carnaval. Plumas, paetês, lantejoulas, purpurina, tecidos coloridos, samba no pé e muita música alegre são uma das características desta festa, tipicamente brasileira, que nenhum outro país consegue copiar.

Cada região brasileira possui o seu tipo de Carnaval. Na Bahia, por exemplo, o Carnaval se dá atrás do Trio-Elétrico; em Pernambuco, a predominância é o frevo; no Amazonas, a Festa do Boi Bumba com os bois Garantido e Caprichoso; São Paulo e Rio de Janeiro, desfiles de Escolas de Samba e, em Cuiabá, a festa não poderia ser diferente. Apesar da cidade não possuir um sambódromo, a festa é mesmo na rua, no bairro do Porto, regada a muita música, desfile das Escolas de Samba/Blocos da Cidade.

Conforme a Conselheira Estadual de Cultura, no Segmento Cultura Popular, Eliane Fátima da Conceição, o Carnaval de Cuiabá ocorrerá entre os dias 20 e 24 de fevereiro, com desfiles no domingo, segunda e terça-feira e com escolha da Rainha no dia 14 de fevereiro, no Circulo Militar. “O Baile da Cidade ocorrerá, provavelmente, no dia 20 de fevereiro; ainda não temos a data e o local certo, pois estamos debatendo alguns assuntos como este, em reuniões com o secretário municipal de cultura, Mario Olimpio e também com a Ablocc e representantes das escolas”, conta Eliane.

Eliane ainda conta que estão sendo esperadas cerca de 20 mil pessoas por dia e o que mudou nos últimos anos no Carnaval de Cuiabá é a presença das famílias que estão crescendo. “Além dos desfiles dos blocos carnavalescos, que são blocos de enredo, ou seja, uma replica do Carnaval de São Paulo e Rio de Janeiro, no bairro do Porto, teremos também o carnaval descentralizado nos bairros, assim como no ano passado”, diz Eliane.

De acordo com Zé de Paula, primeiro tesoureiro da Associação dos Blocos Carnavalescos de Cuiabá (Ablocc), haverá também o famoso Cordão.

Escolha da Rainha e Rei Momo
Para a escolha da Rainha do Carnaval 2009, basta que as escolas/blocos indiquem uma representante ou aquelas meninas, acima dos 18 anos, se inscrevam na Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. “Qualquer uma pode se inscrever, desde que tenha mais de 18 anos. Essa questão da idade é uma exigência nossa, pois já tivemos problemas com Rainha que era de menor”, conta Zé de Paula.

Em relação à escolha do Rei Momo, Eliane e Zé de Paula contam que esta só é feita quando o atual Rei não quer mais ficar no cargo ou vem a falecer.

Carnaval alternativo
Para aqueles que não curtem Carnaval, no mesmo período, de 20 a 24 de fevereiro, estará ocorrendo, em Cuiabá, a 7ª Edição do Grito do Rock Cuiabá, que vem com muitas novidades. Entre elas a duração do festival que passa a ser de cinco dias, além do evento Enterro dos Osso que ocorrerá no dia 28 de fevereiro. Durante o festival haverá apresentações de bandas independentes locais e também de todo o país.

O que é a Ablocc?
Ablocc – Associação dos Blocos Carnavalescos de Cuiabá – foi fundada em 04 de fevereiro de 2003 e, recentemente, no último dia 20 de janeiro, teve sua nova diretoria formada.

A Associação, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá, está na organização do Carnaval 2009 e tem como papel, a organização do Carnaval de Cuiabá, bem como transformá-lo em referência no Estado para atrair a população para a festa e, como objetivo, unir os blocos. “Queremos fazer com que todos participem. A Ablocc também é uma trabalho sócio-econômico, pois ao longo do ano ela gera oportunidades de emprego”, conta Eliane.

Hoje estão associadas na Ablocc 14 Escolas/Blocos, sendo nove no grupo A e cinco no grupo B, com possibilidade de mais três, que estão se filiando, estarem entrando no grupo C.

Segundo a presidente da Ablocc, Cideli Matos, as Escolas/Blocos ainda podem se inscrever antes do Carnaval. “Os blocos que queiram se filiar na Ablocc devem nos procurar com a última Ata da Reunião do Bloco, para comprovar a fundação e atender aos nossos regimentos internos. A Ablocc está localizada no Museu do Rio”, explica Cideli.

“Este ano estamos preparando um Carnaval para toda a família. A parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá é muito importante para nós. Agradeço muito essa parceria e também ao apoio do secretário Mario Olimpio”, diz Cideli.

ACRIFE

ONG incentiva “arte infantil”

Moções de agradecimento e venda de telas pintadas por crianças da Acrife emocionaram aqueles que, pelo Museu das Águas passaram. Por Viviane Petroli para o Jornal Circuito Mato Grosso. Foto: Viviane Petroli

A Associação Criança Feliz (Acrife) é uma ONG com o título de Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que é fornecido pelo Ministério da Justiça a algumas ONGS quando requerido.


Conforme Laura Helena Guimarães, juridicamente, a Acrife existe há três anos, mas o projeto está em andamento há oito anos, quando começou com trabalhos de combate à desnutrição e erradicação do trabalho infantil. Num trabalho social de grande importância, são atendidas, em média, 900 crianças, sendo 300 na própria Acrife. As demais crianças são de quatro escolas, onde a Associação realiza trabalhos.

No espaço interno da associação, as crianças possuem atendimento médico e odontológico, assim como seus familiares. Além deste tipo de atendimento as crianças recebem lanches duas vezes ao dia, almoço e jantar. “As crianças permanecem na Acrife quando não estão em horário de aula. Realizamos, com elas, várias atividades como aulas de inglês, informática, dança entre outras”, conta Laura.

Na expectativa de ampliar esse trabalho, a Acrife promove diversos eventos. Um deles, por exemplo, ocorreu em dezembro do ano passado. Um sucesso! O Museu das Águas, localizado na Avenida Presidente Marques, foi palco da Moção de Agradecimento e venda de telas. Essa arrecadação de fundos serviu para a compra de materiais escolares e de artes plásticas para 300 crianças da instituição.

Conforme Laura Helena, estiveram à venda 100 telas pintadas pelas próprias crianças e mais quatro painéis. “Este evento foi uma forma que encontramos de agradecer àqueles que nos ajudam e também de vender as telas pintadas pelas próprias crianças e o que for arrecadado com estas vendas será revertido para as próprias crianças, na compra de materiais escolares e materiais para artes plásticas”, explica Laura.

Laura conta que mesmo antes mesmo do evento ser realizado, algumas telas já haviam sido vendidas. “Quem quiser adquirir as telas pintadas pelas crianças da Acrife, podem ir até nós no Bairro Sucuri ou entrar em contato comigo, que estarei levando os cartões de amostra”, diz Laura, que pode ser encontrada no telefone (65) 8416-7483.

Telas
Todas as telas pintadas pelas crianças da Acrife tiveram o acompanhamento do artista plástico Valques Rodrigues. Ele se emociona ao falar desse trabalho. “As crianças se saíram bem, tem crianças que só de ensinar o básico já parecem profissionais”, conta Valques.

As crianças tiveram cerca de 50 horas de curso de pintura para, em seguida, estarem pintando as telas.

Segundo Valques, as crianças ao perceberem o que estavam fazendo ficavam impressionadas, pois ele havia ensinado somente alguns rabiscos e elas, quando começaram a colocar em prática nas telas, estavam pintando paisagens, casas, animais, flores entre outros desenhos. “Com as aulas de arte as crianças conseguiram se acalmar, reduziram a ansiedade e algumas até mudaram de personalidade. Isso é bom. Todas as escolas deveriam ter artes plásticas, pois ela ajuda no combate à depressão, quando a criança tem problemas em casa. A arte tem vários pensamentos. É como você escrever uma redação, só que com desenhos, pois tem seu começo, meio e fim”, comenta Valques.

Em 2009, Valques pretende dar continuidade aos seus trabalhos com as crianças, além de realizar uma Bienal Naifs Arte-Primitiva só com quadros pintados por crianças o que, segundo ele, nunca foi feito em Cuiabá.

Moção de Agradecimentos
Entre os homenageados com Moção de Agradecimento pelo apoio que veem dando para as crianças da Acrife, encontramos: Rosevelt Coelho, diretor do Fundo Municipal de Educação; Laura Jane Santiago, diretora da Number One; Ivana Camil Fares, presidente da Pró-Unim; João Antônio de Figueiredo, médico e sócio-fundador da Acrife; o deputado estadual Guilherme Maluf, o vereador Levi Pires de Andrade; Julio César Almeida Braz, diretor da Ginco Empreendimento; a secretária de Bem-Estar Social, Celcita Pinheiro entre outros empresários.
Para a diretora da Number One, em Cuiabá, Laura Jane Santiago, é muito gratificante estar ajudando as crianças da Acrife, ensinando uma nova cultura para elas. “Pra mim é muito gratificante. A gente está ajudando nessa diferença cultural e as crianças são bem receptivas. O franqueador da Number One, que fica em Belo Horizonte, incentiva esse tipo de trabalho”, diz Laura Jane.

Segundo Laura Jane, a Number One vem, há dois anos, realizando o trabalho de parceria com crianças de nove a 15 anos da Acrife, com aulas de inglês. Ela ainda conta que acima dos 16 anos o adolescente é encaminhado para a sede da Number One para os cursos mais avançados. “O material pedagógico é adquirido pela própria Acrife. Hoje são duas turmas nas sextas-feiras, uma no período da manhã e outra no da tarde. Ao todo são dois módulos por ano que as crianças têm de inglês, assim como na Number One. A sala de aula na Acrife é do mesmo jeito que as salas da sede da Number One”, explica Laura Jane.